SÃO PAULO (listas, listas…) – Vai ser assim o ano todo: a F-1 vai despejar listas de dez mais isso, vinte mais aquilo. Hoje foi dia dos 75 maiores (preparem-se para a salada) pilotos, carros, inovações, equipes e figuras-chave da história da categoria.
Isso mesmo, juntaram Senna com Benetton, difusor duplo, Tyrrell e Gordon Murray. No fim, 75 nomes, marcas e invenções.
Os critérios para essas coisas são sempre arbitrários e discutíveis. Tanto que a tal lista dos 20 maiores pilotos no site oficial da categoria não estabelece ordem nenhuma. O texto é claro: “Apresentados sem nenhuma ordem particular”. Aí começa a relação, com Michael Schumacher como primeiro nome da lista, seguido por Ayrton Senna, Lewis Hamilton, Max Verstappen… “Sem nenhuma ordem particular”, não esqueçam. Querem todos? OK, vamos lá:
Como se nota, apenas dois deles não foram campeões mundiais: Gilles Villeneuve e Stirling Moss. Foram 34 os pilotos, na história, que ganharam pelo menos um campeonato. Tem 18 aí em cima. Portanto, 16 ficaram de fora. Entre eles um tri (Nelson Piquet) e dois bicampeões (Emerson Fittipaldi e Mika Hakkinen).
Como é que entram dois caras que nunca ganharam títulos e ficam fora três multicampeões? Se Piquet ainda desse entrevistas, possivelmente mandaria alguém tomar no cu. Fittipaldi não revelaria mágoa nenhuma para não ficar mal com o pessoal que vive convidando-o para toda sorte de eventos e jantares. Mika iria para o bar tomar Heineken 0,0%. Mas, na minha lista de 20, os três entrariam. Não dá para entrar Mansell e Piquet ficar fora. Não dá para entrar Andretti e Fittipaldi ficar fora. Não para entrar Villeneuve e Hakkinen ficar fora.
Os campeões esquecidos, além dos três citados, foram Rosberg pai, Rosberg filho, Button, Villeneuve filho, os dois Hills (Damon e Phil, que não são parentes), Jones, Scheckter, Hulme, Hunt, Rindt, Hawthorn e Farina.
Na lista dos carros, o RB19 de Verstappen e Pérez, que em 2023 ganhou 21 das 23 corridas da temporada, encabeça a relação “sem ordem particular”, mas é o maior de todos mesmo. Escolheram 15 carros de várias épocas, estão lá a McLaren de 1988 e a Ferrari de 2002, pingaram dois modelos da Mercedes, não esqueceram da Brawn, está tudo bem. Depois vieram odes à tecnologia (carro de seis rodas, suspensão ativa, câmbio semiautomático), às equipes (as grandes históricas ao lado de algumas lembranças simpáticas, como BRM e Jordan) e a pessoas que nesses 75 anos fizeram alguma coisa de relevante para a F-1. Mas aí enfiaram Stefano Domenicali e Susie Wolff, então não dá para levar muito a sério.
E como todo bom blogueirinho e influencer, pergunto: e vocês? Fizeram suas listas? Coloquem aí embaixo! Pelo menos a dos pilotos, quero muito saber sua opinião!
(É mentira, não quero saber a opinião de ninguém, mas lerei. Eu leio tudo.)