
SÃO PAULO (retomando) – Ontem à noite, em Detroit, a Red Bull fez o lançamento de sua nova pintura. Não, não é do carro. O carro novo, só na pista. O que veremos nas próximas semanas, em todos os lançamentos, são maquetes e imagens de computador. Por isso, farei zero comentário sobre os carros que vão aparecer. Não há nada a dizer, exceto “bonito”, “feio”, “mais ou menos”. A não ser, claro, que apareça algum com antena parabólica no bico, três rodas de um lado e uma do outro, dois bancos para levar convidados ou asas revestidas de penas de avestruz.
Red Bull: mais ou menos. Trocaram o preto do corpo do carro pelo azul escuro meio metalizado mais próximo das cores das latas de energéticos. O resto, no padrão usado desde 2005: logotipo grandão na lateral, bico amarelo, Red Bull escrito nas asas dianteiras etc. O que não é novidade. A Red Bull nunca fez grandes estrepolias nos layouts de seus carros. Mudaram o formato do número. O #3 de Verstappen parece ter sido colocado dentro de um quadrado.
A apresentação aconteceu num prédio da Ford em Detroit que era a principal estação de trem da cidade, quiçá dos EUA, por que não do mundo? Construída em 1913 e desativada em 1988, a Michigan Central Station virou um edifício decrépito numa Detroit decadente, que foi comprado pela Ford em 2018 por US$ 90 milhões. Depois de anos de reformas, o prédio foi reinaugurado em 2024 com uso misto. Tem centro de tecnologia e pesquisa, hotel, bar, restaurante, escritórios, auditórios, cinema, puteiro, pista de dança, boate de striptease, templo religioso, sauna gay, sei lá o que tem, parece que tem um monte de coisa.
É bonito, o prédio.