Blog do Flavio Gomes
Indústria automobilística

CHOCANTE

SÃO PAULO (olha…) – A Ferrari apresentou hoje o modelo Luce, o primeiro 100% elétrico da marca. Nada do que eu disser será melhor do que viajar pelos detalhes do carro no site da própria montadora, aqui. É um primor de tecnologia e design, ninguém pode questionar. Da equipe que desenhou o carro fez parte […]

Luce: a primeira Ferrari elétrica

SÃO PAULO (olha…) – A Ferrari apresentou hoje o modelo Luce, o primeiro 100% elétrico da marca. Nada do que eu disser será melhor do que viajar pelos detalhes do carro no site da própria montadora, aqui. É um primor de tecnologia e design, ninguém pode questionar. Da equipe que desenhou o carro fez parte a empresa do designer responsável pela estética dos iPhone.

Custa 550 mil euros, uma bala. Tem 1.050 cv e quatro motores elétricos nas quatro rodas. Os detalhes técnicos podem ser encontrados aqui no texto do Motor1 traduzido pelo Jason Vôngoli.

Não consigo achar feio. Do ponto de vista estético, é realmente uma maravilha. Mas, claro, é Ferrari. E não tem motor. Não tem barulho.

O barulho está nas redes sociais. Muita gente odiando. Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, apareceu desgostoso em vídeos dizendo que é o primeiro passo para a “destruição da marca”. “Espero que pelo menos tirem o cavalinho da carroceria”, falou.

Não sou nem fã nem “hater” de carros elétricos. Eles são um dos caminhos da indústria, certamente — não necessariamente o único caminho. Sua tecnologia é fabulosa. Andam pacas. Têm problemas, claro, mas imagino que os primeiros DKW também tiveram os seus. Há que se conviver com isso sem preconceitos. Teria um? Teria. Vou morrer se não tiver nunca? Não. Está tudo bem, me dou bem com o que tenho na garagem. Carros, brinco sempre, são sagrados. Sejam eles movidos a gasolina, sejam a eletricidade.

De tudo que vi, posso dizer que gostei muito do azul. Lembra muito meu Trabi.