
Rapaz, gasolina em latão de leite passando pelo funil do posto é demais. Hoje, as fornecedoras de combustível cuidam de seus tambores como se fossem relíquias egípcias recém-encontradas na tumba de Tutankâmon (é assim que se escreve o nome desse faraó?).
Não pode entrar nem ar, porque existe o risco de contaminação e de a gasolina não passar pelos testes de laboratório da FIA, que são rigorosíssimos.
E ainda tem o lance da temperatura (quanto mais fria, melhor; mas existe um limite mínimo por regulamento), do transporte, do armazenamento, da colocação nos equipamentos de reabastecimento… E quando sobra alguma coisa, uma gota que for, a petroleira “estraga” o restinho jogando qualquer coisa no precioso líquido, para que a concorrência não recolha amostras na mão grande. Por isso que meu amigo Rogério Gonçalves, engenheiro da Petrobras, resolveu mudar de carreira para fabricar álcool de milho no Líbano.
Em 1970, porém, Surtees, o da foto (enviada pelo Humberto Corradi, claro), só estava preocupado em saber se aceitavam cheque ou não. Afinal, a conta era ele mesmo quem pagava…