Blog do Flavio Gomes
F-1

KEBABS (4)

SÃO PAULO (alemãozinho bota, esse) – Se Vettel não tivesse feito duas bobagens neste ano, uma na Austrália e outra em Mônaco, arriscaria dizer que seria ele, e não Barrichello, o adversário de Button na luta pelo título. Pelo carro, que esse Red Bull é supimpa de bom, e por ele, o melhor moleque que […]

SÃO PAULO (alemãozinho bota, esse) – Se Vettel não tivesse feito duas bobagens neste ano, uma na Austrália e outra em Mônaco, arriscaria dizer que seria ele, e não Barrichello, o adversário de Button na luta pelo título. Pelo carro, que esse Red Bull é supimpa de bom, e por ele, o melhor moleque que surgiu na categoria depois de Alonso.

Sua pole de hoje na Turquia tem um valor maior do que aquilo que a frieza do cronômetro mostra. Porque ontem o rapaz mal andou nos treinos livres, tantos foram os gremlins eletrônicos e vibratórios que o atromentaram. Poucas voltas, pouco tempo para procurar o melhor acerto num circuito complicado, ter de se basear no trabalho de Webber… Tudo conspirava contra. Mas Vettel foi lá e fincou sua bandeira tedesca nas três partes da classificação de hoje.

Não sei seu peso, deve sair daqui a pouco, mas acho que não está muito mais leve que os brawnies, que largam atrás dele — Button em segundo, Barrichello em terceiro. Isso porque a Brawn, em Istambul, só se encontrou na classificação, depois de andar mal na sexta e discretamente no treino livre de hoje. E como último recurso para se garantir lá na frente, pode ter colocado um pouco menos de gasolina no tanque. Conjecturas, apenas.

1min28s316 foi o tempo da pole de Tião Alemão, com 1min27s016 no Q2, a melhor volta turca do fim de semana. No Q3, ficou 0s105 à frente de Jenson, 0s263 à frente de Rubens e 0s297 à frente de Webber. Fechando os dez primeiros, Trulli, Raikkonen, Massa, Alonso, Rosberguinho e Kubica.

E daqui a pouco eu volto, senão este post ficará grande demais. Antes, farei um expresso na minha velha La Pavoni de guerra. Macchiato. Leva um tempinho. Tirar um bom café numa máquina dessas é uma espécie de arte. Esquentar o leite até que a espuma fique na consistência exata, idem.

Não sei fazer nenhuma das duas coisas direito. Tento há anos, um dia acerto.