
O Belas Artes já havia passado por várias reformas e tinha conseguido renovar seu contrato de patrocínio com o HSBC no final do ano. Não era deficitário e resistia bravamente à onde de cinemas em shoppings, com seus enormes baldes de pipoca, caríssimos, e salas padronizadas. Mas o dono do prédio, um certo Flávio Maluf (que não é filho do deputado, pelo que entendi ao ler os pasquins de hoje), pediu o imóvel, que vai virar loja.
Não sei o que a loja vai vender, mas jamais comprarei um alfinete nela.
Cada sala de cinema que fecha leva consigo um pouco da alma de uma cidade e de sua gente.