Arquivoquarta-feira, 11 de julho de 2012

NO DIVÃ

N

SÃO PAULO (mistério) – Ótima entrevista da repórter Vanessa Ruiz com Felipe Massa foi às bancas hoje na Revista ESPN. Entre outras coisas, o brasileiro conta que foi até fazer terapia para entender o que acontecia com ele no início da temporada.

Massa fala também de parte da mídia brasileira que, em sua opinião, torce contra. Calcula que 99% da imprensa tem tal comportamento. Nunca sei de onde atletas tiram esses números quando estão putos com a imprensa, mas não é muito relevante o que diz Felipe dos escribas & similares de seu país. Jornalista não tem de torcer nem contra, nem a favor. E, por aqui, jornalismo esportivo de verdade é algo que se faz em poucos lugares. Na maioria das mídias, ou pelo menos naquelas que atingem a maior parte do leitorado/audiência, virou circo, bufê infantil, torcida organizada, promoção de eventos.

O que é relevante é que Felipe entendeu que estava passando por dificuldades e foi procurar ajuda. Não sei se o terapeuta lhe apertou uns parafusos, nem mesmo se continua fazendo terapia, mas o fato é que ele melhorou muito nas últimas quatro corridas, fazendo 21 de seus 23 pontos nesse período.

Praticamente demitido, aí sim, pela imprensa do mundo todo antes da primeira corrida europeia da temporada, o brasileiro tem uma enorme chance de ficar mais um tempo na Ferrari. A equipe, como se viu ao sondar Webber, não quer nenhum moleque para já — leia-se Pérez, que eu considero uma ótima opção. Sendo assim, é só Massa emendar uma série de provas nos pontos, que está tudo resolvido. Para, num segundo momento, tentar voltar a fazer isso que fez aí embaixo, no GP do Japão de 2007. Muita gente não lembra, porque era apenas uma briga pelo sexto lugar em Fuji. O duelista era um monstro emergente, o pobre Kubica, que jamais veremos de novo num carro de F-1.

GRANDE HISTÓRIA

G

SÃO PAULO (deu sorte)Olha que história bárbara, enviada pelo Jean Pierre Jabúile, da Paraíba. O cara comprou a Mercedes por 180 mil dólares no eBay, mandou dar um tapa geral, o dono da oficina ligou para a fábrica atrás de algumas peças e, pelo número chassi, acabaram descobrindo que o carro foi da alta cúpula nazista durante a Segunda Guerra. Uma de oito unidades construídas para os generais de Hitler.

O novo dono, claro, diz que não vende mais. A máquina foi parar nos EUA, provavelmente, contrabandeada por algum marinheiro quando terminou a Guerra.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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