Arquivoterça-feira, 4 de março de 2014

LONG WAY HOME (3)

L

SÃO PAULO (agora começa) – E hoje Goiabinha viu o sol pela primeira vez em quase dois anos. Quis o destino que fosse numa Terça-feira Gorda, dia de alegrias, pois não?

Dia escolhido a dedo, diga-se. Cidade vazia, manhã de sol com nuvens, tempo agradável, zero de trânsito para percorrer alguns bons quilômetros até a morada do Twingo. Zero de estresse, porque eu tinha horário na TV. Então, cedinho lá fomos, eu e nosso líder Luis Finotti, o pai, eu no carro, ele na plataforma.

Desta vez não precisei de nenhum mapa para chegar. Quando faço um caminho uma vez, aqui ou em Cabul, não esqueço. Em meia hora estávamos na casa de Sol para levar adiante nosso ambicioso plano.

No sol, o Twingo da Sol está ainda mais bonito. OK, tem uma coisinha ou outra para fazer. OK, essa porta do passageiro talvez eu troque, mas não tem nada, nada que não seja possível fazer nesse carro que por três anos foi meu e por 17 foi da Sol. E que carrega em suas entranhas todas as histórias dela e minhas, muito mais dela, claro — 17 anos é uma vida inteira.

Notei uma certa tristeza no sorriso da Sol na despedida, mas isso passa. Já está prometida uma noitada de arromba quando Goiabinha ficar pronto, e o seu Luis já se escalou para ir junto. E quem trabalhar no carro daqui para a frente, idem. Incluindo o novo amigo Christian, presidente do Clube do Twingo, que está ajudando pacas.

Algumas coisinhas já foram compradas, como tampa do porta-malas, vidro traseiro (o carrinho foi atropelado por um ciclista doido), faróis e lanternas traseiras. A forração do banco do motorista está meio prejudicada, mas já temos fontes para arranjar uma nova. Atrás, os bancos estão impecáveis. É só lavar, assim como o carpete. Mecânica, só vendo. Mas é um carro simples de fazer, encontra-se tudo. Não teremos grandes dificuldades.

Agora vamos fazer um cronograma para que ele fique pronto em menos de dois meses, porque quero usar a data mágica de 26 de abril (vejam no manual) para a reestreia. Primeiro passo, verificar motor, suspensões, freios e parte elétrica. Segunda fase, rodas, pneus, funilaria e pintura. Terceira, tapeçaria e acabamentos. Quarta, sair andando por aí.

Aí embaixo estão algumas fotos do resgate de hoje. Incluindo os IPVAs de 1994, 1995 e 1996, cujas guias eu mesmo preenchi. Minha letra, 20 anos atrás! E a menina guardou tudo esse tempo todo… Como se vê, Goiabinha está de pé, muito de pé, porque foi criado com carinho e zelo pela Sol. Sendo assim, não podemos decepcioná-la.

E não iremos.

Para quem não está entendendo nada, e sempre tem quem acabou de chegar de Saturno, o início da história de Goiabinha, o Twingo da Sol, está aqui.

DOENTES

D

SÃO PAULO (interna) – Gabriel Curty e Pedro Henrique Marum foram escalados pelo Grande Prêmio para cobrir o Carnaval.

Não me perguntem o que tem o Carnaval a ver com corrida. OK, Senna era tema da Unidos da Tijuca este ano, mas desconfio que eles cobririam o Carnaval do mesmo jeito se não houvesse enredo nenhum ligado a automobilismo.

O resultado do trabalho desses doidos está aqui. Tem até avaliação de todas as escolas. Salvem o quadrinho com os resultados para ver se eles entendem alguma coisa.

Pior é que eu acho que entendem.

carnavalsenna

MAIS UM

M

SÃO PAULO (mundo estranho) – Mais um “desenho oficial” da Williams com Martini. Mas sem Petrobras e sem Banco do Brasil, o que indica que sei lá. Como nunca é possível saber o que é montagem e o que não é, publico mesmo assim. Catei no Facebook, foto compartilhada pelo Ferreirinha.

Do que vi até agora, é a mais legal.

vaiserassimmesmo

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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