Arquivosexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

TÁ ABUSANDO

T

SÃO PAULO (cacilda!) – Vai parecer que sou sócio do cara, mas é que não consigo não ficar espantado com o trabalho do Daniel Massa. E me sinto na obrigação de mostrar.

Esse aí é o Sprint Race do brother Marcelo Torrão Ramaciotti, que encomendou o brinquedo ao nosso artista depois que conheceu o Meianov de papel que ele fez para mim. Vejam os detalhes aqui. O Torrão ficou maluco com o resultado.

Sério, quem tem carro de corrida, ou teve, precisa mandar o Daniel fazer uma miniatura dessas de papel. Custa pouco e o resultado é simplesmente inacreditável. É para colocar numa base de madeira com redoma de acrílico.

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FILME!*

F

SÃO PAULO (que lindo…) – “Homem-Carro”, contando a vida de Anísio Campos, está pronto. Estreou, participou de festivais e, agora, o filme de Raquel Valadares, sua filha, está disponível para quem quiser ver na internet.

Todos vocês ajudaram muito na obtenção de recursos para sua realização, e nada mais justo que possam ver tranquilamente em seus computadores, na hora que quiserem. Basta entrar aqui e usar a senha “anisiocampos”, sem as aspas, evidentemente.

Recebi o DVD, mas ainda não assisti. Quero ver com calma, tomando um uísque. Sei lá por que pensei no uísque, mas me pareceu uma boa ideia.

Gosto muito do Anísio, vê-lo, como nestas fotos, não sei bem por qual motivo me conforta. É um cara que me traz paz.

Na verdade, sei por quê. Acho que já contei essa história aqui.

Em 2006, estávamos em maio, São Paulo ficou sitiada. Ataques do PCC a postos policiais, delegacias e órgãos públicos fizeram com que o governo sugerisse que as pessoas ficassem em casa.

Eu tinha uma reunião nesse dia em que a cidade ficou vazia, todo mundo trancado, morrendo de medo. Era no iG. Peguei o carro e segui pela Hélio Pellegrino, depois Faria Lima, para chegar à rua Amauri. Nunca me assustei muito com essas coisas, não tenho nada com o PCC e não sou policial. Achei que estavam exagerando e que ninguém ia dar importância àquele alarmismo besta, mas quando saí de casa notei que de fato estavam todos apavorados. Não tinha alma viva na rua, nunca o trânsito foi tão bom.

Assim que abriu o farol da Faria Lima com a JK, avancei lentamente e vi pelo espelhinho, na avenida deserta, um TL azul se aproximando. Diminuí ainda mais a velocidade, curioso com o inusitado daquela cena: uma São Paulo de joelhos para o crime, tudo quieto e esquisito, e no meio daquele cenário apocalíptico aparece um TL azul desfilando alegremente.

Quando ele emparelhou comigo, quem estava ao volante? Anísio! Buzinei, “Anísio, o que você tá fazendo aqui?”, ele olhou, me reconheceu, acenou, e, como se nada estivesse acontecendo no mundo além daquele passeio de TL, abriu o maior sorriso do universo e gritou pela janela: “Flavinho, olha só isso! Não é lindo? Acabei de comprar, tem umas coisinhas pra fazer, mas é lindo, olha só essa cor! Vou restaurar isso aqui!”. Sorri de volta, assenti, era lindo mesmo o TL, TLs são lindos, e acompanhei com os olhos ele se afastando, eu agora parado na avenida, observando aquela cena surreal e encantadora.

Desde então, Anísio me traz paz.

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* Por erro meu, divulguei um link e senha que eram exclusivos para apoiadores do filme. A produção já alterou a senha.

MOTOLAND

M

SÃO PAULO (invejinha) – Toda sorte do mundo ao Sérgio Gallafrio, que partiu ontem de São Paulo para Bento Gonçalves (RS). Numa Honda 750 Four 1975. Que delícia. Conte tudo, Sérgio! E explique esse capacete aí.

gallafrio

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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