SÃO PAULO (pra trás, olhem pra trás…) – A discussão sobre o atual estado de coisas da F-1 não se dá apenas na cabeça deste velho blogueiro, obviamente. Muita gente tem se manifestado sobre a chatice da categoria, que se expressa não apenas em corridas previsíveis, como também na insatisfação de pilotos, ex-pilotos, chefes de equipe, críticos de toda ordem.
Semana passada, Raikkonen veio a público para pedir uma F-1 mais “animada e perigosa”. Ele, que já guiou carros dez segundos mais rápidos por volta que os atuais, não se conforma com a necessidade de ter de tirar o pé de vez em quando para economizar combustível. Lauda e Berger, pilotos de outras gerações que continuam ativos na categoria em outras funções, concordam. Para o veterando austríaco que hoje chefia a Mercedes, os carros deveriam ser mais velozes e os pilotos, “homens que não tenham de se preocupar em apertar botões no volante”. Já o ex-companheiro de Senna na McLaren considera o regulamento complicado demais. “Ninguém entende nada”, falou.
[bannergoogle] Curiosamente, um defensor das coisas como elas são é Hamilton. OK, está ganhando, sua equipe acertou a mão em tudo, faz algum sentido torcer para não mudar nada, mas Lewis é o tipo de cara que sempre deu a impressão de ser um amante da pilotagem pura, e não dessa idiotice de ter de monitorar consumo de gasolina. Para ele, no entanto, existe alguma beleza na habilidade exigida para guiar os carros de hoje, e fazer uma volta “voadora” é bico. Em outras palavras, acelerar não é tudo, na opinião do bicampeão mundial.
Nessa aí, estou muito mais com Kimi, Lauda e Berger. Corrida é para enfiar o pé no acelerador e andar rápido, não o contrário.