Arquivosexta-feira, 4 de dezembro de 2015

TRINCHEIRA

T

SÃO PAULO (tô com o Bernie) – A história dos motores alternativos para 2017 ainda não morreu. Bernie e Todt ganharam poder depois das últimas decisões do Conselho Mundial da FIA. O baixinho quer. E quando quer, normalmente consegue.

MOTOR DA HORA

M

SÃO PAULO (digital ou analógico?) – Acabou mais um mistério. A Red Bull fica, claro, e seus motores serão Renault, ainda. Mas a marca francesa desaparece da carenagem dos carros rubro-taurinos. O time dos energéticos fechou um mega-contrato com a suíça TAG Heuer, ex-patrocinadora da McLaren. E esse será o nome dos motores: TAG Heuer. Preparados pela Ilmor. Pacote fechado, portanto.

Uma marca de relógios dar nome a um motor de F-1 feito por outra empresa parece esquisito, e é. Não vai dar pra dizer “quebrou o motor TAG Heuer de Ricciardo”, por exemplo, porque os relojoeiros suíços não devem nem saber o que é um pistão, quanto mais um MGU-K. Vamos ter de nos virar para explicar a cada corrida.

heuercarreraMas isso já aconteceu antes. Em 2001, a Prost, em seu último ano na F-1 — depois de uma estreia promissora em 1997 –, já caindo pelas tabelas, passou a usar motores Ferrari. Mas fechou acordo com uma fabricante de computadores, a Acer, para rebatizar seus V10. Assim, a Prost oficialmente, disputou aquele mundial com os famosíssimos motores Acer, que podiam ser encontrados em qualquer boa loja de informática — jamais num carro.

Como eu disse, parece esquisito, e é.

Quanto à TAG Heuer, já tive dois relógios da marca comprados com muito suor, mas me roubaram ambos. Um deles, um Carrera que comprei na Malásia, é o modelo mais bonito que já vi, como esse da foto. Que raiva. Bem que podiam me dar um de presente. Amanhã o blog faz dez anos e vocês nunca me deram nem parabéns.

VOLTA, RENAULT

V

SÃO PAULO (esperado) – Fechou, finalmente. Ontem à noite foi feito o anúncio oficial da compra da Lotus pela Renault. E a montadora entrou com o status de “equipe histórica”, depois de um acordo com Bernie Ecclestone. Isso significa que vai pingar mais algum na conta, na hora da divisão de receitas. Bom para Pastor Maldonado e Jolyon Palmer, pilotos já confirmados para 2016.

A Renault vai e vem na F-1, como equipe de fábrica, há anos. A última passagem acabou em 2011, depois de registrar o auge com o bi de Alonso em 2005 e 2006.

A fábrica de Enstone é velha conhecida dos franceses, a estrutura não saiu de lá quando o grupo Genii assumiu as operações da Renault, transformando-a em Lotus.

Aliás, a única coisa triste dessa negociação toda é que o nome Lotus vai desaparecer de novo, até alguém inventar de montar uma equipe e rebatizá-la assim.

Quanto à Renault, o que gosto mesmo da marca é Twingo e esse aí embaixo, o 4. Um dia terei.

renault-4_clan_88

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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