Arquivoterça-feira, 12 de julho de 2016

VOYAGE, 35

V

SÃO PAULO (parabéns pra você) – Tive um verde em 1990. Belo carro. Desse, perdi a pista.

Tenho um agora. De corrida, puro-sangue. Estamos nos conhecendo, ainda. Alguns bons resultados, algumas decepções, uma certa evolução recente.

Falo do Voyage, que está completando 35 anos como informa o site da Volkswagen. Foi fabricado de 1981 a 1996 — vou desconsiderar o novo, que não tem nada a ver com aquele que conhecemos e apenas usa o mesmo nome; é um bom carro, moderninho e tal, mas não é O Voyage.

Fiquei meio confuso com os números de produção que o texto distribuído à imprensa apresentou, e até pedi ao pessoal da assessoria um esclarecimento sobre eles. Fala-se em encerramento da produção em 1996 com 465.176 unidades fabricadas, sendo 340.891 feitas em São Bernardo e as restantes, em Taubaté. Mas na cronologia do modelo, mencionam-se mais de 700 mil unidades, então não entendi nada. Assim que me responderem, refaço o texto.

Números à parte, o Voyage é um querido.

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TESTEZZZ (1)

T

SÃO PAULO (só chove naquela terra) – Não foi 100% aproveitável o dia em Silverstone, o primeiro dos testes da semana que terminam amanhã e que devem ter, em pelo menos uma das sessões, um piloto novato. Alonso foi o mais rápido do dia. Mas choveu de tarde, esvaziando a pista.

Foram 11 pilotos escalados, e um deles, Pascal Wehrlein, andou com o Mercedes de 2014 para testar os novos pneus da Pirelli. Entre os demais, apenas Alonso, Haryanto e Sainz Jr. estavam entre os titulares da temporada. As outras equipes usaram meninos que estão aprendendo o ofício. Amanhã, pela Toro Rosso, quem anda é o brasileiro Sergio Sette Câmara.

A notícia do dia foi a contrariedade da Red Bull com o Halo, o dispositivo de segurança para proteger a cabeça dos pilotos que deverá ser introduzido no ano que vem. A equipe usou a trapizonga em seu carro e Christian Horner a considerou “deselegante”. Disse que vai votar contra sua adoção.

Eu acho feio pacas.

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Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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