Arquivoterça-feira, 23 de agosto de 2016

FOMOS CONTIGO

F

goulartdeandradeSÃO PAULO – Tudo que é possível um repórter de TV fazer, Goulart de Andrade fez. Tudo que hoje é considerado uma façanha, uma proeza, uma novidade, foi feito um dia por ele, com recursos limitados e criatividade ilimitada. Jornalismo puro e cru. Planos-sequência, sem cortes, da superfície às profundezas de tudo. E o que é a vida, que não um plano-sequência que nos leva do fundo à superfície, e ao fundo de novo, e à superfície mais uma vez?

Goulart de Andrade mostrou por décadas, nas madrugadas da TV brasileira, como era o Brasil. Inovou na linguagem e na forma. Criou um único bordão, “vem comigo”, que talvez seja o melhor e mais direto de todos. Porque nas madrugadas solitárias diante da TV, íamos com ele aonde ele fosse, ao submundo, à desgraça, ao luxo, à miséria, ao universo dos heróis anônimos e ocultos que nunca tiveram voz, ou rosto.

Goulart de Andrade morreu hoje aos 83 anos. Desta vez não vamos com ele, mas até nisso seu bordão era genial. Porque no fim iremos todos.

HAPPY BIRTHDAY

H

SÃO PAULO (o carro mais lindo) – Pessoal produz alguns vídeos que só mesmo garimpeiros como o Maurício Vieira encontram. Vejam este presente da BMW ao Nelsinho Piquet no seu aniversário — que foi em 25 de julho.

Os Piquet não são muito afeitos a emoções baratas e lágrimas gratuitas. Então, deixem que nós nos emocionemos. Ver um Piquet nessa Brabham… E nos outros, também.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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