Arquivosexta-feira, 26 de outubro de 2018

VAI SER PENTA (1)

V

mex181

RIO (aqui e lá) – Foi uma sexta cheia e surpresas no México. Menos pela liderança da Red Bull (ainda não sabemos o que aconteceu com o carro de Verstappen no fim do segundo treino; se foi motor, está comprometido), mais pela força da Renault nas duas sessões. Nessa pista, os carros de Max e Ricardão iriam andar bem, já se sabia. Mas os amarelinhos surgiram do nada. Assim como Hartley, sexto colocado, outra novidade do dia.

Verstappinho virou 1min16s720 até seu carro parar de repente. Pela manhã, com a pista menos quente, ele virou um tempo melhor (1min16s656). A 0s153 dele, na sessão vespertina, ficou o australiano, que ainda não quebrou nada no fim de semana. Sainz Jr. foi o terceiro, Vettel ficou em quarto e Hülkenberg foi o quinto.

Só que da dupla rubro-taurina para o terceiro colocado, o cronômetro superou 1s. É coisa demais. Todo mundo enfrentou problemas com pneus hipermacios — esfarelando e derretendo no calor. A turma vai quebrar a cabeça durante a noite, porque também há uma possibilidade de chuva. Pode ser divertido, esse GP. Certamente de duas paradas, ao contrário da imensa maioria das corridas deste ano.

A Mercedes foi muito discreta, mas corre com o regulamento debaixo do braço. Hamilton, se largar o carro na banguela, chega em sétimo — é o que precisa para o penta. Vai para uma corrida em modo de segurança, se precisar. Mesmo se uma tragédia de novela mexicana acometer o inglês, é provável que saia com o título porque a Ferrari precisa necessariamente vencer com Vettel para adiar a decisão. E a julgar pelo que andou hoje, uma vitória não é a coisa mais provável do mundo para o alemão. Pode ser que tenha alguns motores franceses a superar, ainda que consiga largar à frente de Lewis.

Na altitude mexicana, a potência dos motores Mercedes e Ferrari não será fator decisivo frente ao ótimo carro da Red Bull para esse tipo de pista, que exige muito “grip” mecânico. Ela é favorita. Mas tem o lance da confiabilidade. Superaquecimento, de motores e freios, será algo a incomodar. Veremos amanhã. Minha aposta para a pole é Ricciardo. A de vocês?

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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