SÃO PAULO (pode funcionar) – Michael Andretti resolveu jogar pesado. O ex-piloto não se conformou com a rejeição da FOM/Liberty a sua entrada na F-1 e recorreu ao Congresso americano. Doze deputados mandaram uma carta ao Liberty Media Group, que é dos EUA, dizendo que é “errado e injusto” tentar bloquear companhias americanas como a Andretti e a GM (via Cadillac) de participarem de uma competição administrada por uma empresa do país. Isso enquanto outras equipes, associadas e montadoras europeias, competem no mesmo mercado [de automóveis] com empresas americanas, também.
Segundo os congressistas, a negativa à Andretti contraria as leis antitruste dos EUA. E eles formalizaram três perguntas à Liberty. São elas:
1) O pacto da Concórdia prevê a participação de até 12 equipes na F-1 e só dez disputam o campeonato. A FIA aprovou a Andretti. Com qual autoridade a FOM/Liberty veta a Andretti se ela atendeu a todas as exigências da entidade?
2) As leis antitruste de 1890 apoiam a livre competição em favor dos consumidores americanos. Por que a FOM/Liberty rejeita a Andretti, americana, beneficiando empresas europeias e montadoras estrangeiras que atuam nos EUA?
3) A GM pretende relançar a marca Cadillac no mercado europeu e a F-1 seria uma ótima plataforma para isso e geraria muitos empregos nos EUA. Seria, assim, concorrente na Europa de marcas que estão na categoria. Quanto desse veto tem a ver com o protecionismo contra uma marca americana?
Respostas na mesa dos senhores deputados até sexta-feira, 3 de maio.