
SÃO PAULO (de tarde somos nós em Interlagos) – A quinta equipe a mostrar sua pintura para 2026 foi a Mercedes. Diferentemente da Audi, que fez um festão em Berlim — normal, tratando-se da estreia na F-1; ano que vem não vai ter nem coxinha e tubaína –, a Casa de Stuttgart (bonito, isso), ou Estugarda, como se fala em Portugal, divulgou imagens pelas redes sociais e só.
E partiram, reconheçamos, para uma pintura bonita, com raro grafismo nas laterais, algo que caiu em desuso nos últimos tempos. Gostei. O verde-maravilha da Petronas colabora. Meu pai teve uma Belina dessa cor. Há uma novidade comercial, que vem a ser o patrocínio da Microsoft. Na McLaren, Google (Chrome, Gemini etc.); na Mercedes, Microsoft.
W17 é o nome do bicho. Desde o primeiro a gente informa, mas não custa repetir. “W” é de “Wagen”, que vem a ser “carro” em alemão. Antonelli e Russell formam uma boa dupla. Acho George, depois de Verstappen, o melhor da nova geração — que inclui o atual campeão Norris. Kimi foi bem no ano passado, tirando aquele período das corridas europeias em que não se encontrou. Como já terminou o colegial e, parece, nem fez vestibular, vai ter a cabeça mais leve nesta temporada.
Da Mercedes, muita gente espera um salto como o de 2014, quando começou a era híbrida na F-1. Foram oito títulos seguidos de Construtores e sete de Pilotos. Mas nada garante que uma nova mudança de motores resulte numa repetição do que aconteceu há 12 anos. Pode ser que a Ferrari dê esse salto agora. Ou a Honda. Ou a Audi. Ou a Ford, com a Red Bull. Ninguém sabe.
Amanhã é dia de Alpine e Ferrari mostrarem suas pinturas.