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ONE COMMENT

O

michelinmelhorouEsse aí é o Bibendum, o mascote da Michelin, quando foi apresentado em Lyon, em 1894. Ainda bem que deram uma melhorada, se eu fosse criança sairia correndo desse negócio aí e nunca mais passaria numa loja de pneus!

ESQUISITICES

E

SÃO PAULO (eu, hein?) – O Claudio Todavia mandou. Segundo consta, esse Citroën DS foi construído pela Michelin em 1972 para testar pneus, e pesa mais de 10 toneladas. Usava dois motores Chevrolet V8. Um para mover as seis rodas traseiras. Outro, para acionar uma máquina de testes qualquer, interna — se bem entendi. De acordo com as informações que vieram junto com a foto, a trapizonga chegava a 180 km/h.

Será que esse treco sobreviveu?

citropeia

A VERGONHA DE 2005

A

SÃO PAULO (vexame, mas engraçado) – Hoje faz dez anos da corrida mais esquisita da história da F-1. Aquela que teve apenas seis carros no grid, em Indianápolis. Foi em 2005, no auge da guerra entre Bridgestone e Michelin. Os times calçados com os pneus franceses abriram mão de alinhar, porque eles eram inseguros para o novo asfalto da pista americana. Minardi, Jordan e Ferrari, que usavam a borracha japonesa, foram os únicos que largaram.

Victor Martins relembra tudo aqui. Vale a leitura.

F1 Grand Prix of USA

 

O RODÃO DA MICHELIN

O

SÃO PAULO (sou mais o 13) – A bandeira da Michelin para voltar a fornecer pneus para a F-1 é o uso de rodas maiores, de 18 ou 19 polegadas de diâmetro. Hoje, a F-1 usa rodas de aro 13. Para quem não está familiarizado com esses números, vamos lá… Um Voyage usa aro 13. Um Porsche Cayenne, aro 18. Normalmente, quanto maior o diâmetro, menor o perfil do pneu. Nessas rodonas, precisa usar perfil baixo. Nas rodas menores, a lateral do pneu pode ser maior.

É o caso da F-1 atual, que usa rodas pequenas e pneus muito altos. Essa configuração não existe para carros de rua. O que a Michelin defende, sim. A gente vive vendo por aí carrões de rodas enormes e pneus de perfil baixo. Exatamente como os pneus da Fórmula E, que vestem rodas de aro 18, são duros e duráveis.

Esteticamente, gosto muito dos conjuntos rodas-pneus da F-1. São pneus de corrida. São carros de corrida. Tem coisa que não precisa ir para a rua. Corrida é corrida, rua é rua.

Simples assim.

Uppirrrtyres

LÁ VEM O BIBENDUM

L

michelinnnnSÃO PAULO (queria as duas…) – A Michelin confirmou oficialmente que entrou na briga para ser a fornecedora única de pneus da F-1 a partir de 2017. A disputa será com a Pirelli, cujo contrato com a categoria termina no fim de 2016.

Os franceses são bons no que fazem. E querem uma revolução na F-1 — pneus de perfil mais baixo, rodas maiores, borracha que não se esfarela durante uma corrida.

É uma mudança de conceito pneumático. A Pirelli pode fazer o mesmo, evidente, com a tecnologia que possui. Mas quando passou a fornecer pneus para a F-1, atendeu à encomenda de Bernie — ele queria muitos pit stops, variações de desempenho, essa coisa que a gente vê hoje e nem todo mundo gosta.

O que é certo é que não haverá uma nova guerra de pneus, com mais de um fornecedor para a categoria. O que lamento. Para mim, seria legal ver Pirelli, Dunlop, Goodyear, Bridgestone, Michelin, todo mundo na briga. Era só estabelecer alguns critérios que buscassem algum equilíbrio, deixando margem para alguma criatividade e ousadia das empresas. Mas, pelo jeito, ninguém mais considera a possibilidade de mais de uma marca disputando o Mundial.

Abertas as apostas para 2017, pois. Pirelli x Michelin. Quem leva?

OS FININHOS

O

SÃO PAULO (e anda, a desgraça) – Mais do DeltaWing, carro cada vez mais intrigante, que vai ser a grande atração de Le Mans, ninguém duvide. Este pequeno vídeo fala um pouco sobre os inacreditáveis pneus dianteiros feitos pela Michelin. Foi enviado pelo Ricardo Divila, que está envolvido até a medula no projeto que tem o apoio da Nissan.

Quando vi esse negócio pela primeira vez, achei que era mais uma excentricidade de gente doida, daquelas destinadas a terminar seus dias num museu com uma plaquinha onde se leria “protótipo desenvolvido por Fulano de Tal no ano X, jamais correu”.

Mas é muito sério.

HABEMUS BORRACHA

H

SÃO PAULO (ótimo) – E a Pirelli tornou oficial sua intenção de ser fornecedora da F-1 no lugar da Bridgestone. Já é assim no Mundial de Rali. Os italianos estão retomando o espaço perdido nos últimos anos para os japoneses e para a Michelin. Bom, porque as equipes já podem começar a se programar para 2011. Imagino que alguém terá de testar os pneus. Vamos ver a quem caberá a honra, e qual carro será usado.

Bom, também, que a Pirelli é mais generosa que a média na decoração dos autódromos pelo mundo. E eles me mandam todos os anos o calendário mais interessante de que se tem notícia. E dão os pneus para o Meianov. Espero que continuem. Com as meninas, os calendários e os meus pneus.

PIRELLI DE VOLTA?

P

SÃO PAULO (mas eu gosto de uma guerrinha…) – Ao que parece, a Pirelli está considerando seriamente a possibilidade de vir a ser a fornecedora da F-1 a partir do ano que vem. Mas, ao contrário da Michelin, prefere monopólio. Seus dirigentes acham que no ambiente automobilístico de hoje não faz sentido investir em desenvolvimento para que os pneus sejam mais rápidos. O importante seria um bom projeto comercial e investimento em durabilidade, qualidade etc e tal. Como se sabe, quando há uma disputa entre marcas o investimento acaba sendo voltado exclusivamente para o desempenho. Eu gosto, mas já ouvi vários argumentos a favor do fornecedor único bastante convincentes.

Se a Pirelli voltar, espero que retome os comerciais com a F-1 como tema. Esse aí em cima já apareceu aqui várias vezes e é o melhor de todos os tempos. O último ano da Pirelli na categoria foi 1991. Nessa briga por 2011, a Avon-Cooper também está na parada.

UM É POUCO

U

SÃO PAULO (dois tá bom) – A Bridgestone não se manifesta, e a FIA está desesperada para acertar logo uma fornecedora de pneus para o ano que vem. A Michelin diz que topa, mas quer concorrência. Nada de desfilar sozinha. E outra: estão pensando em rodas de 18 polegadas no lugar das 13 de hoje, com pneus borrachudos. Uma coisa meio tuning, perfil baixo, sabem como é? E as equipes topam sem maiores problemas.

Difícil prever o que pode acontecer. Pelo jeito, as coreanas podem se apresentar para entrar na brincadeira junto com os franceses. Fato é que uma decisão não pode demorar muito. Daqui a um ou dois meses as equipes começam a trabalhar em seus carros de 2011.

BIBENDUM VOLTANDO

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bibendum_racerSÃO PAULO (alguém vai ter de fazer) – Depois de deixar a F-1 às turras com a FIA, no fim de 2006, a Michelin pode voltar a fornecer pneus para a categoria. As conversas já começaram e desconfio que o fato de Jean Todt, novo presidente da entidade, ser francês está ajudando. Como se sabe, a Bridgestone já avisou que, no fim do ano, deixa a F-1. Falando em Bridgestone, os japoneses informaram os tipos de pneus que vão levar às três primeiras corridas da temporada. Se interessar a alguém, a tabelinha está aqui.

NINGUÉM QUER

N

SÃO PAULO (saia justa) – Michelin, Goodyear e Pirelli já avisaram que não têm interesse em fornecer pneus para a F-1 no lugar da Bridgestone, que sai no fim do ano que vem. A FIA está em maus lençóis. Qualquer que seja a empresa escolhida/candidata, terá de passar alguns meses fazendo testes. E vai precisar, inclusive, de carro e piloto para queimar borracha ao longo dos próximos meses. Quero só ver o que vão fazer…

Perfil baixo é isso aí

P

SÃO PAULO (cabeças ocas) – Não sei se essa idéia da Michelin vai vingar, mas desde o ano passado eu estava guardando essas fotos de testes, de um pneu, digamos, de perfil baixíssimo. Na verdade, uma lâmina de borracha com tirantes de borracha que fazem o papel das paredes laterais. Parece que tem tido bons resultados nos testes.

Acho meio feio, mas enfim… Uma certeza apenas: não servem para fazer barreira de pneus em autódromos.

Depois que coloquei este post, o blogueiro Luiz Fernando Buck me mandou um vídeo sobre o pneu novo da Michelin. É legal ver para continuar comentando…

Dá para ser mais cínico que isso?

D

Comunicado da FIA sobre a saída da Michelin. Notem a última frase. É um show de cinismo…

MICHELIN WITHDRAWAL

The FIA has noted Michelin’s announcement of its withdrawal from Formula One at the end of 2006.

Everyone in Formula One will be most grateful to Michelin for the efforts they have made and for their courtesy in giving the necessary full year’s notice.

The competing teams have repeatedly and unanimously requested the FIA to impose a single tyre supplier in Formula One. This has been agreed for 2008, but Michelin’s announcement makes it probable for 2007. The teams will certainly be glad of this.

A single tyre supplier will undoubtedly make Formula One fairer, safer and less expensive for the teams but, above all, it will avoid a repetition of the problem which arose at the 2005 US Grand Prix.

Paris, December 14, 2005

Bye, Bib

B

Dizer que a saída da Michelin da F-1 me surpreendeu seria mentira. Depois que Monsieur M., o próprio, saiu disparando cobras e lagartos em direção à FIA, e recebeu como resposta indelicadezas do tipo “o sr. Edouard Michelin tem dificuldades claras de compreensão” (é burro, em outras palavras, ou um pateta, como queiram), ficar seria suicídio.

Até por uma questão de honra, era melhor mesmo tirar o time de campo. Au revoir, Bibendum. Azar de quem ficar com seus pneus no ano que vem. Não que a Michelin vá se transformar numa borracharia de fundo de quintal. Há um nome e uma reputação a preservar, e por isso ninguém vai fazer corpo-mole. Ou borracha-mole. Mas é inevitável que se tire o pé. Um relaxamento é natural, não haverá mais objetivos, para que desenvolver pneus feito doidos, se no final do ano vai tudo para o lixo?

Não tenho opinião formada sobre o monopólio dos pneus. Conceitualmente, acho a concorrência saudável, entre outras coisas porque acrescenta uma variável às corridas. Vai ter pista em que o pneu X é melhor que o Y, etc., alternando favoritismos, combatendo a mesmice. Mas isso é teoria. Hoje já se sabe que pouca coisa muda de pista para pista, ainda mais com a quantidade de testes que fazem por aí. Aquelas surpresas do passado, a Pirelli enrabando a Goodyear calçando um time mequetrefe num circuito ou outro, já não rolam mais.

O que ocorre hoje em dia é que uma equipe que faz um carro bom pode ter sua temporada atirada no esgoto se escolher o fornecedor de pneu errado, como aconteceu com a Ferrari em 2005.

Pena da Ferrari? Nenhuma. O carro nem era tão bom assim. Mas está na cara que os Bridgestone tiraram Schumacher e Barrichello de combate neste ano. E seria muito melhor um campeonato com mais uma equipe na briga, além de Renault e McLaren.

Bom, o que eu penso, a essa altura, não importa, porque em 2007 vai ter um pneu só, mesmo. Bridgestone, claro. Eu preferiria que ficasse a Michelin. Pelo menos é uma marca que tem mascote. Qual é o mascote da Bridgestone? O Pokémon?

Meus sentimentos a Bibendum.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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