Arquivosegunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Pra acabar o dia, um pequeno mimo

P

E por estar feliz com meus blogueiros, todos eles, inclusive os que me acham um tonto (têm sua dose de razão), um pequeno mimo.

Mandem fotos, mas fotos de verdade, do álbum da família, da casa do avô, de onde for. Não vale dar busca no Google. Fotos em que apareçam… adivinhem: Kombis!

A foto mais bacana será publicada aqui, se o blogueiro permitir, e quem a enviar vai ganhar uma camisa e um boné da Renault. Que tal?

Fotos para [email protected] Boa sorte a todos.

É de nossa vida que se trata

É

Estou feliz de ver quanta gente entra aqui e como algumas coisas aparentemente banais, como minha campanha pelas Kombis (aparentemente, notem bem!), geram boas discussões.

Mesmo sem se dar conta, por causa de Kombis, ônibus de dois andares e motores a ar vários blogueiros têm exercitado seu poder de reflexão sobre diversos assuntos que aparentemente (aparentemente, notem bem!) não têm nada a ver com carros, mas muito com a vida.

O comentário abaixo, do William Takahashi, que desconfio ter descendência nipônica, é um desses exemplos:

Acho que o mais triste é o fim da produção em série de um carro com esse motor boxer à ar. Não tanto pela Kombi, podia ser qualquer outro que fosse o último no mundo vendido nessa configuração. Marca o fim de uma era, um mundo como o conhecemos, como tantas outras coisas que estão acabando e pouca gente dá importância. Faz com que nós que apreciamos essas coisas nos sentir velhos antes da hora. Parece que o mundo não está sendo mais feito para nós, pensando no que gostamos ou admiramos. O que pensamos pouco importa hoje em dia, somos irrelevantes para a maioria. Pode parecer bobagem, mas a nossa luta pela preservação das Kombis chega à ser o símbolo maior da luta contra tudo o que está mudando no mundo, e à meu ver, para pior…
E se as Kombis fossem tão ruins assim, não tinha alemão fazendo fila prá comprar as últimas por 50 paus!

É isso. O mundo, em muita coisa, está acabando do modo que o conhecemos. Não sou refratário à modernidade. Sou refratário ao fim.

Já dizia Max Mosley

J

Há anos Max Mosley vem dizendo que a F-1 não pode ficar nas mãos de montadoras. “Elas vêm e vão quando e como querem, quem toma as decisões são seus conselhos de acionistas”, prega o presidente da FIA.

Levanto o tema diante da mais nova onda de boatos que se aproxima da costa, no rastro do anúncio da contratação de Alonso pela McLaren. A saber: a Renault estaria preparando sua saída da categoria. Por isso Fernandinho teria assinado com os rivais. E mais: por isso os franceses não ofereceram muita resistência diante do assédio de Ron Dennis.

Se a Renault se pirulitar, que ninguém se surpreenda. No final de 1997, depois de seis títulos consecutivos com Williams e Benetton, a montadora resolveu ir embora. Argumentava (com alguma razão) que dali para a frente notícia seria a Renault perder, não ganhar. Dessa forma, era melhor sair de fininho. Mas pela porta da frente, por cima, sem ter de amargar o sabor da derrota que, mais dia, menos dia, chegaria.

Na França, neste ano, o presidente brasileiro da Renault Carlos Ghosn foi a um GP pela primeira vez. Ficou admirado com o que viu e afirmou que enquanto tiver resultados, a empresa vai ficando. A questão é: resultados na pista ou financeiros?

Vá entender a cabeça dos executivos. No fim do ano que vem a gente vai saber se os resultados que Ghosn levará em consideração são medidos em troféus ou euros.

Alonso na McLaren. Será um longo dia…

A

Bom dia. Consegui passar dois dias sem ligar o computador. E hoje fui acordado com a bomba! bomba!, como diria Ibrahim Sued.

Alonso na McLaren em 2007.

Dá para acreditar?

Implicações: Kimi sai, já fechou com a Ferrari. Kovalainen será o novo Alonsinho de Briatore. Schumacher pára no fim do ano, ou vai se divertir na Red Bull.

Sei lá, mil coisas, diria alguém. Volto daqui a pouco.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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