Arquivosexta-feira, 26 de dezembro de 2008

CABEÇA NOVA EM 2009

C

SÃO PAULO (é o cara) – Bem, macacada, ano novo, capacete novo, como se diz — é ditado da época dos gladiadores no Império Romano. Acaba de sair do forno a mais nova criação do Thiago Amorim, o “rei dos cascos”, o “Sid Mosca do Rio”, o cara que melhor trabalha as cabeças atrapalhadas dos pilotos deste Brasil.

Quando o Thiago (cujo trabalho você conhece clicando aqui; é um mais bonito que o outro) soube que eu ia aposentar o #96 para passar a pilotar o #69, me ligou para dizer que eu precisava de outro capacete. É dele a pintura do famoso CapaMUG (criação do Maurício Morais) e também o layout e a pintura do capacete que eu uso atualmente, uma “releitura” da criação do Felipe Montanheiro, surgida num concurso aqui no blog. 

O Thiago adaptou o desenho atual, que faz referências ao Carcará (as faixas verdes e amarelas) e ao desenho original do meu primeiro capacete (prata, verde e vermelho com um “V” no topo, criação do Sid Mosca de 1988), às cores da Pátria-Mãe. Depois, brincou com os mesmos grafismos que são uma de suas marcas registradas e saiu essa belezinha aí embaixo.

O capacete do #96 fica agora de “estante-by”, para ser usado em ocasiões especiais. Assim como o macacão antigo, porque o novo, criado pela Juliana Silva e Souza, já está em produção, cortesia da ProSpeed de Florianópolis. A estréia de ambos, capacete e macacão, está marcada para o fim de janeiro em Interlagos.

E aí? Gostaram?

DICA DO DIA

D

SÃO PAULO (bom gosto) – Hoje é uma dica de leitura, enviada pelo Ricardo Divila, que sabe bem como a blogaiada aqui curte um carrinho velho… Trata-se deste texto do blog do jornalista e escritor americano Roger Ebert, declarando seu amor a um Studebaker Golden Hawk 1957, igual a esse da foto. Rara beleza literária (sim, a internet está cheia de boa literatura) para contar como, e por quê, um dia, depois dos 40, ele resolveu realizar um sonho de criança. Legal demais. 

Fora que o carro é um arraso…

GOMES, O PESSIMISTA

G

SÃO PAULO (outra visão) – Já o blogueiro aqui acha que ninguém vai comprar a Honda, que Bernie, Luca, Max, Briatore e todos os outros estão falando um monte de bobagens e que a F-1 só sobrevive se se reinventar, com criatividade e trabalho. O mesmo vale para o mundo, ainda perplexo com essa crise de araque. Está tudo na coluna Warm Up.

REGI, O OTIMISTA

R

SÃO PAULO (uma visão) – Está no ar a coluna Grand Prix do Reginaldo Leme, com previsões otimistas para o Mundial de F-1 do ano que vem — que, para ele, será uma competição “de talentos”. Regi acha que veremos um campeonato em que todos os pilotos passarão a dirigir carros totalmente diferentes dos que dirigiram no ano anterior, tendo em comum apenas a potência.

DISCORDO

D

SÃO PAULO (um é bom) – Já Flavio Briatore defende duas corridas por dia ou por fim de semana, algo nos moldes de categorias como a A1 GP, a Superleague, a GP2. Para o dirigente da Renault, os GPs são “longos e previsíveis” demais. Aí já não faz muito minha cabeça. Acho que o tamanho das provas da F-1 é bem razoável, entre uma hora e meia e duas. Não precisa de mais. Nem de menos.

CONCORDO

C

SÃO PAULO (volta tudo) – É verdade que as declarações de Luca di Montezemolo se devem mais a uma recente troca de farpas com Bernie Ecclestone do que a qualquer outra coisa. Mas o presidente da Ferrari acertou na mosca ao dizer que a F-1 não precisa de mais “cenários bonitos” para correr. Ele chama algumas dessas pistas novas de “circuitos turísticos”. Quem sabe uma volta parcial às origens, com Estoril, Montreal, Imola e Paul Ricard de novo na cena no lugar de Bahrein, Sepang, Abu Dhabi, Xangai…

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
ASSINE O RSS

Categorias

Arquivos

TAGS MAIS USADAS

Facebook

DIÁRIO DO BLOG

dezembro 2008
D S T Q Q S S
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031