
Fiz só um treino, porque no primeiro, bem cedo, a cama não me deixou sair de casa. Na hora do almoço, fui para a pista com bastante água. Choveu o tempo todo. A gente usa radial, mas os pneus são lixados. Não ficam lisos, mas sua eficiência no molhado cai barbaridade. Três dos nossos pilotos, da LF, estavam usando pneus novos, para a chuva. Eu fui com o que tinha, um jogo novo, que fará sua segunda corrida. Mas lixado…
Minha melhor volta, 2min39s1. A gente está virando cerca de 20s acima do normal no molhado, dependendo do carro. Eu virei pior ainda, 23s mais alto do que costumo fazer com o tempo do seco. E ainda perdi 5 minutos de treino por punição. Eu e o Marcelo Giordano. Acho que o passei com bandeira amarela, e acho que nós dois passamos um Fusca já com bandeira vermelha. O Ernesto, diretor de prova, não perdoa. Está certo ele. É o melhor que nós temos. Sinto muita segurança quando é ele a dirigir as corridas. Grande cara. Treino livre, sexta-feira, um frio desgraçado, chuva, e ele lá de olho em todos os detalhes…
No final do treino, conversamos sobre os pneus. Eu tenho patrocínio da Pirelli, mas a logística para retirar os pneus é meio complicada e nem telefonei para eles. Achei que não haveria tempo para buscar os novos… Agora à tarde, dei uma “twittada” sobre o assunto, e eles prontamente me ligaram. Em meia hora, tinha um jogo novinho preparado numa loja do lado de Interlagos. A esta hora, já estão montados no carro. Um enorme “grazie” ao Carlos e ao Fábio, meus contatos na Pirelli, que não mediram esforços para garantir os pneus para amanhã, porque vai estar molhado, com certeza. Os caras foram muito parceiros. Sei como é duro, numa empresa do tamanho da Pirelli, resolver essas coisas rápido. Mas não teve drama, vamos de pneus de chuva novinhos na corrida, vai ajudar muito.