
Todo mundo vai dizer que é marketing ferrarista, como disseram de Ronaldo quando o Corinthians o contratou. Deu no que deu. É uma grande sacada, isso sim. Michael tem 40 anos e há dois e meio não disputa uma corrida de F-1. Mas não desaprendeu. E não tem nada a perder. Não vai manchar seu currículo com eventuais maus resultados, já que ninguém espera nada da Ferrari neste ano. E vai que dá um rabo desgraçado e vence uma corrida, imaginem o que tem a ganhar…
Tecnicamente falando, pode-se discutir se é a opção mais acertada. Mas como a F-1 proibiu testes de vez, não há ninguém habituado com o carro para substituir Massa. Os pilotos de testes não testam. Há alguns em atividade que poderiam assumir o lugar, mas suspeito que enfrentariam as mesmas dificuldades de adaptação imediata que Schumacher terá.
O GP da Europa vai ser de arromba. Com o alemão de volta, vai faltar ingresso. E ele não vai dar vexame, podem apostar. Quem corre risco, nessa história toda, é Raikkonen. Terá obrigação de andar na frente do heptacampeão. E precisa perguntar quem vai receber mais atenção da equipe nas próximas semanas?
Em resumo, gostei. E é, de certa forma, uma homenagem a Massa colocar alguém do porte de Schumacher para ocupar seu lugar. Ponto para a Ferrari.