Blog do Flavio Gomes
F-1

PIQUET E SENNA

SÃO PAULO (o tempo voa) – Hoje, 30 de outubro, é dia de lembrar de dois títulos. O tri de Piquet, em 1987, é o primeiro deles. Foi numa sexta-feira (corrigido!), em Suzuka. Mansell bateu, ficaria fora da corrida do dia seguinte e, assim, Nelson foi para o grid já na condição de campeão. Faz […]

SÃO PAULO (o tempo voa) – Hoje, 30 de outubro, é dia de lembrar de dois títulos. O tri de Piquet, em 1987, é o primeiro deles. Foi numa sexta-feira (corrigido!), em Suzuka. Mansell bateu, ficaria fora da corrida do dia seguinte e, assim, Nelson foi para o grid já na condição de campeão. Faz 25 anos.

E o primeiro título de Senna, em 1988, no mesmo circuito. Foi, talvez, a melhor corrida de sua carreira. Na pole, patinou e despencou para 16° na primeira volta. Recuperou-se soberbamente até passar Prost para vencer a prova e ficar com a taça.

Piquet e Senna foram duas dádivas que o destino deu ao esporte brasileiro. Depois a fonte secou. Mas é claro que nada acontece por acaso, e não há razão nenhuma para agradecer apenas ao “destino”. Este foi bastante ajudado por um automobilismo vigoroso que havia no país nos anos 60 e 70, e estiveram na origem do surgimento de muitos talentos. Num oceano de gente boa, sempre aparecem alguns melhores que os outros. E esses melhores, com alguma sorte e muita dedicação, acabam chegando lá.

Sendo assim, reformulo a frase. Piquet e Senna não foram dádivas do destino coisa nenhuma. Foram filhotes de uma época em que correr de carro no Brasil era, por incrível que pareça, coisa muito séria. E, graças ao seu talento, se transformaram em estrelas universais de um esporte dificílimo.

Alguém há de argumentar que Senna nem correu no Brasil de carro. Verdade. Suas primeira aventuras fora do kart se deram na Inglaterra. Mas foi no kart daqui que ele começou. Um kart que era verdadeiramente uma escola. Partiu para a Europa com uma base invejável.

Esta que já foi, de certa forma, uma pátria sobre rodas, não é mais.