Arquivoterça-feira, 26 de fevereiro de 2013

ERA ASSIM, Ó

E

SÃO PAULO (onde nos perdemos?) – Mais uma vez devemos agradecer de joelhos ao Alessandro Neri, que tem tirado algumas coisas do fundo do baú que, definitivamente, não poderiam ficar esquecidas.

Terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula 3 de 1994 em Interlagos. Eu, que não tenho paciência para vídeos longos, assisti à corrida inteira. Não é para menos. Transmissão ao vivo da saudosa TV Manchete, arquibancadas com bastante gente, grid cheio, narração corretíssima e cheia de informações (o trio não faz nenhuma palhaçadinha, não tem babaquice, os comentários sobre marcas de chassi e motores são pertinentes, tudo muito legal, feijão com arroz bem temperado e saboroso) e… pilotos. Sim, pilotos.

Vou mencionar apenas quatro dos que estavam nessa corrida: Cristiano da Matta, Helinho Castro Neves (era assim, na época), Ricardo Zonta e Bruno Junqueira. Os quatro, praticamente um quarto do grid, bateram na F-1. OK, forcei um pouco a barra, Helinho fez só uns testes com a Toyota em 2002, mas dá para dizer que um cara que ganhou três vezes em Indianápolis não deu certo? Bruno chegou a ser piloto de testes da Williams e perdeu a vaga de titular, depois de ganhar a F-3000, para Jenson Button. Cristiano e Zonta chegaram lá como titulares.

Não tem segredo. Da quantidade sai qualidade. Para haver quantidade, é preciso criar condições para tal: apoios de montadoras, patrocinadores, autódromos, custos baixos, mídia etc. Fórmula simples, mas que dá trabalho.

Mas voltando à corrida aí do alto, ela foi espetacular, com tudo aquilo que Interlagos oferece sempre: pista seca, úmida, molhada, rodadas, ultrapassagens, tudo do bom e do melhor. Como não lembrava quem tinha vencido, vi até o final. Não vou contar quem ganhou, vejam vocês. Um thriller.

E não deixei de notar ao final do vídeo, no pódio, o repórter entrevistando o ganhador, olhando para a câmera indicada, e aí vem o promotor, acho que o Toninho de Souza, e afasta a dupla para fazer a entrega dos troféus da classe B. Putz, empurra o cara da emissora que fazia a prova ao vivo, grande parceiro da categoria! E o grande vencedor junto! Mas nenhum dos dois perdeu o rebolado e a entrevista continuou na boa.

Outros tempos.

VAI DAR CHOQUE

V

SÃO PAULO (essa eu quero ver de perto) – E a Nissan confirmou sua volta com equipe oficial às 24 Horas de Le Mans em 2014. Mas vai enfiar seu carro na “Garage 56”, o box reservado aos projetos experimentais — no ano passado, quem ocupou o lugar foi o querido DeltaWing, também com apoio da Nissan.

O carro da Nismo (Nissan Motorsport) será elétrico. Vai bater roda com os híbridos da Toyota e da Audi, e com o Porsche que está sendo preparado em Stuttgart para o retorno à prova mais espetacular do planeta.

Esperemos ansiosos por 2014, pois. Enquanto isso, deem uma olhada no último brinquedo da Nissan para Le Mans, lá pelos idos de 1998. Era feio, o bicho?

nissanr390b

A NOVA STOCK

A

novologoscSÃO PAULO (pau na máquina) – A Stock começa sua 35ª temporada neste fim de semana em Interlagos. Um material de apresentação foi produzido pelo Renan do Couto e está disponível no Grande Prêmio com várias reportagens especiais.

Destaque para o texto sobre os pilotos que foram punidos por doping no ano passado, Marcos Gomes e Alceu Feldmann. Ambos tiveram as penas reduzidas e estão de volta às pistas.

O campeonato está mais enxuto neste ano e as etapas terão apenas dois dias de atividade, sábado e domingo. A exceção é a prova de abertura, que oferece um treino extra na sexta. Na prática, é a pré-temporada. Na TV aberta, a Globo mostra três corridas. A Sportv levará todas ao ar ao vivo, e mais os treinos de classificação.

Rubens Barrichello será a atração óbvia. A categoria começa o campeonato sem patrocinador principal (a Caixa saiu) e com novo logotipo, esse aí do alto.

Alguém aqui está se programando para ir a Interlagos? Apostas?

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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