Arquivoquinta-feira, 6 de março de 2014

DICA DO DIA

D

SÃO PAULO (tem doido pra tudo) – O Cacá Vita mandou a dica, e não sei direito para que serve, mas não deixa de ser curioso. Afinal, os fãs de F-1 são, por assim dizer, peculiares. Trata-se de uma relação de todas as corridas da categoria que a TV Globo, por alguma razão, deixou de transmitir. “Numa contagem iniciada no Grande Prêmio da Argentina de 1972 e atualizada até o Grande Prêmio do Brasil de 2013, houve 689 provas e a Rede Globo exibiu integralmente 614”, informa a página da Wikipedia.

Há alguns detalhes realmente interessantes. O GP da Alemanha de 1975, por exemplo, “realizado às 10h (14h locais) de 3 de agosto em Nürburgring, foi preterido para a exibição de ‘Concertos para a Juventude’ e do “Programa Silvio Santos'”.

“Concertos para a Juventude” era supimpa.

ESQUISITICES

E

SÃO PAULO (curti) – Uma picape Mercedes-Benz? Está à venda no eBay alemão, e por enquanto o preço é de 20 mil euros. Linda de morrer, como não? O Júnior Almeida indicou, pelo Facebook. Aí o Jason Vôngoli, que tudo sabe, aproveitou para informar que na Argentina nossos vizinhos faziam coisas parecidas.

picapebenz

GRANDE IDEIA

G

carasecarros1SÃO PAULO (que frutifique) – Quem não tem uma história bacana com um carro? A namorada, a grande viagem, o resgate improvável, a restauração dolorosa, a alegria da descoberta, tudo isso faz parte das 36 histórias contadas em “Caras & Carros”, da editora Otto7, organizadas por Alexandre Badolato e Carlos Iotti. Entre elas a do famoso “homem do carro amarelo”, de São Paulo — quem é daqui sabe de quem estou falando; quem não é pode comprar o livro para saber, porque o caso é ótimo.

A Otto7 é uma editora especializada em publicações sobre carros e os três primeiros lançamentos têm os Dodges como tema principal — Badolato é o maior coleção de veículos Chrysler do Brasil e está montando um museu da marca que é de chorar.

Iotti esteve hoje no meu escritório. Iotti nada, Carlão. Figuraça, dono de um Dart, uma Belina 84 e um Galaxie 67, veio conversar sobre um possível novo best-seller, “Gerd, der Trabi”. Pedi, pelos direitos de publicação, um milhão de dólares. Carlão pechinchou e fechamos por um dólar.

Brincadeira, é apenas uma ideia, quem sabe rola. Quem vai se interessar pela história de um Trabant? Mas fica a dica de “Caras & Carros” porque é um livro muito legal mesmo para nosotros que gostamos de coisas que se movem. Quem quiser comprar é só entrar aqui na loja virtual da editora e pronto. Jurei para o Carlão que meus blogueiros iriam comprar pelo menos 50. Não me decepcionem. Afinal, é a história do automóvel no Brasil que está contada nesse livro através de casos deliciosos. E com muitos deles vocês vão se identificar.

FINALMENTE

F

SÃO PAULO (ganhou torcida)Eis, finalmente, a cara da Williams com patrocínio da Martini. A equipe passa a se chamar Williams Martini Racing. É a mais bela pintura de 2014. Os macacões, clássicos com as listras do vermute italiano, que tanta história fizeram em carros como a Brabham, os Lancia do Mundial de Rali e os Porsche em Le Mans — é do que me lembro, assim de primeira.

Carro rápido e confiável, pintura linda, motor bom, patrocinador icônico, pilotos motivados, participação brasileira com Petrobras e Banco do Brasil… A Williams terá muita torcida no Brasil este ano. E Massa pode ter sua melhor temporada, a segunda chance que raramente a F-1 concede a alguém — Barrichello teve na Brawn e não aproveitou.

Felipe acertou na mosca ao se juntar à Williams.

lindonawilliams

TESOURO

T

SÃO PAULO (pipoca e guaraná) – Sim, já tínhamos visto imagens em vídeo do GP do Brasil de 1972. Não, um vídeo com a corrida quase toda, não. Ricardo Meneghetti mandou pelo Facebook. Nunca é demais. Ao contrário, quanto mais, melhor. E vale ver até o fim. É impagável o momento em que “autoridades” são entrevistadas, como o então governador Laudo Natel, que manda abraços ao carniceiro Médici, general de plantão na presidência, na época. Depois fala Paulo Machado de Carvalho, secretário de esportes da cidade, o Marechal da Vitória. Àquela altura, o público estimado para a corrida, segundo o narrador Geraldo José de Almeida, era de 225 mil pessoas. No começo da transmissão, eram 150 mil. Na segunda volta, 210 mil.

O Brasil era um assombro, mesmo.

Pena que faltou o fim da prova, o momento da quebra de Emerson e a vitória de Reutemann. Mas, mesmo assim, é um tesouro.

INDY SALVA

I

SÃO PAULO (boa) – Américo Teixeira Jr. informa: a Bandeirantes segue transmitindo a Indy em 2014, sabe-se lá de que maneira. Mas é legal. A categoria tem suas corridas mostradas para o Brasil há décadas — pela Bandeirantes, Manchete e SBT, nesse tempo todo. Tem tradição no país, vários campeões, uma história importante.

E pode ser que uma corrida seja realizada aqui, não se sabe exatamente onde. Mas isso é assunto para daqui a alguns dias.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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