Arquivodomingo, 23 de março de 2014

MENINO-PRODÍGIO

M

fragavitoriaSÃO PAULO (dá pra melhorar) – Correndo em dupla com Rodrigo Sperafico, Felipe Fraga tornou-se hoje o mais jovem vencedor da Stock, aos 18 anos. Foi bem na classificação e na corrida. Ao que parece, começa a despontar um menino rápido, com resultados consistentes. O que é bom para a categoria, essa renovação com qualidade.

De qualquer maneira, é importante torcer o nariz para o patrocínio oficial do Estado do Tocantins ao menino. Não gosto dessas coisas, e escrevi o mesmo quando Valdeno Brito corria patrocinado pelo governo da Paraíba. Uma coisa é uma empresa estatal que concorre no mercado com empresas privadas da mesma área escolher suas ferramentas de marketing, incluindo o automobilismo — Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, e antigamente Banespa, Nossa Caixa etc. Outra, bem diferente, é despejar dinheiro individualmente em qualquer atleta. Ah, mas é legal apoiar o esporte. Sim, é legal apoiar o esporte. Mas como anda o esporte no Tocantins? Vai tudo bem por lá? Quadras, ginásios, pistas, equipamentos nas escolas, tudo belezinha? Se estiver, ótimo. Ah, mas faz propaganda do Estado. Sim, pode ser um argumento. Mas tenho cá minhas dúvidas de quantas pessoas decidem ir ao Tocantins depois de ver o nome do Estado num carro, e seria interessante saber quanto o povo tocantinense está pagando para Fraga correr. Não, não estou desconfiando de nada, nem chamando ninguém de ladrão. Só estou dizendo que não acho legal.

Gostei da corrida de duplas, hoje. Muitos bons pilotos estiveram na pista e certamente enriqueceram o espetáculo. O público em Interlagos me pareceu razoável, apesar da chuva. Mas a corrida é curta demais. Teve piloto convidado que guiou menos de 15 minutos. É pouco para a dimensão de uma prova que reúne tanta gente. Ah, mas a TV… OK, tem a TV, mas acho que dá para conversar. E se não der para passar na aberta, que se passe na fechada. Sei lá. A próxima etapa também tem novidade, em Santa Cruz do Sul: rodada dupla.

O relato da vitória de Fraga/Sperafico está aqui. Quem entre nós esteve em Interlagos? Como sempre, é legal ler os relatos dos que estiveram no autódromo. Contem tudo.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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