Arquivoquarta-feira, 26 de março de 2014

LONG WAY HOME (4)

L

SÃO PAULO (agora vai rápido) – Hoje foi dia de buscar peças para o Goiabinha. Semana passada, segundo relatos, ele funcionou direitinho. Mas longe dos meus olhos, e por isso não há registro. Sem problemas. Terei todo o tempo do mundo para vê-lo funcionar.

Freio e suspensão estão OK, motor vai precisar de uma sintonia fina. Temos de ver também caixa de direção e, depois, a parte elétrica. As rodas originais já chegaram, pneus novos deixaremos para o fim. Faróis e lanternas novas estão na caixa, assim como as maçanetas internas que precisarão ser pintadas. Calotinhas compradas, também, das originais.

A tarde foi reservada para uma excursão à Zona Norte onde um rapaz mantém uma caverna repleta de peças de Twingo, à qual só se chega com indicações muito precisas de confrades twingueiros. Lá me esperavam uma porta do lado do motorista e uma lateral traseira. Ambas foram danificadas por algum barbeiro que bateu na Sol dentro de um posto de gasolina. Os danos foram bem pesados e achamos melhor substituir.

Legal que as duas enormes peças de lataria foram transportadas no carro que comprei em 1997 com parte da grana da venda do Twingo. Não foi fácil, mas coube tudo.

O sucessor participando da reconstrução do antecessor. Esse mundo dos automóveis é muito bonito e solidário.

meiotwingo

DICA DO DIA

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SÃO PAULO (bom demais!) – Sensacional esse cara, Bruce Turk, doido por SAABs. Basta ver o vídeo para perceber que ele é, além de apaixonado, uma figura e tanto. Que gosta e curte seus carros. Faz graça com eles. Não tem vergonha nenhuma de andar devagar, porque assim eram os primeiros dois tempos, três cilindros. Junta tudo que cai na sua mão sobre a mítica fábrica sueca. Paixão por um automóvel, por uma marca. São sujeitos como Bruce que salvam o mundo.

FOTO DO DIA

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Dudu Barrichello, filho de Rubens, consegue sua primeira vitória no kart. Foi sábado, na segunda etapa da Copa São Paulo de Kart KGV, na categoria Rotax Mini Max. Ele faturou as duas baterias na Granja Viana.

dudubarrichello

BAD NEWS

B

SÃO PAULO (triste demais) – Eu tinha lido ontem o blog do ex-médico da F-1, Gary Hartstein, e o texto é realmente sombrio. Mas realista. O cara conhece bem Schumacher e, sobretudo, sabe do que está falando. Depois de analisar com serenidade a situação do ponto de vista clínico, ele conclui que os quase três meses de poucas notícias e a lenta agonia de Michael em Grenoble, de certa forma, acabam ajudando a preparar todo mundo para o pior.

É fato. As esperanças de recuperação — e sobrevivência — diminuem a cada dia e as pessoas, aos poucos, vão absorvendo o provável desfecho.

Não há muito mais a dizer.

LINDO DE DOER

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SÃO PAULO (arte) – Aí está o vídeo da terceira etapa da Classic Cup produzido pelo Leo Sposito. Como vocês podem perceber, uma linguagem visual diferente, com trilha caprichada, fiquei até emocionado. Isso aí é nosso campeonato, essas são nossas corridas. Fiquei honrado de aparecer na última imagem, comemorando minha vitória. Legal demais! Vejam e animem-se para ir à próxima!

TUDO DA INDY

T

montoyapenskeSÃO PAULO (não falta nada mesmo) – A temporada 2014 da Indy começa domingo em São Petersburgo com atrações inegáveis: Montoya de volta, agora na Penske, Tony na grande Ganassi, Helinho buscando novamente o título que sempre lhe escapa, 19 corridas, três rodadas duplas, duas provas em Indianápolis (uma no misto), Villeneuve confirmado para as 500 Milhas, calendário corrido para ser cumprido em seis meses, até o final de agosto. Pauleira pura, pois, a partir deste fim de semana.

O Grande Prêmio preparou um guia do campeonato, capitaneado pelo Hugo Becker, que pode ser acessado a partir da primeira matéria de apresentação, aqui. Devorem tudo sem moderação.

E, claro, façam suas apostas. Meu candidato ao título neste ano, de calendário intenso em que não vai dar nem tempo de respirar, é Tony. Mas como a Penske não ganha um título há séculos, fica como segunda opção. E como Will Power anda mal em ovais e serão apenas seis nesse tipo de pista, é ele meu favorito no time.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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