Arquivoquinta-feira, 2 de julho de 2015

ENTREVISTA COM O BLOGUEIRO (18)

E

SÃO PAULO (vai dar trabalho…) – Muito bem. Missão dada, missão que será cumprida. Em capítulos. Foram 354 mensagens postadas na área de comentários para a entrevista coletiva da blogaiada com o blogueiro. Na ferramenta de publicação, são 18 páginas de perguntas. Como prometi, vou responder tudo. Estou identificando as pessoas com os nomes que elas usam para postar.

Tentarei responder a uma página de perguntas por dia, o que resultará numa maratona de 18 dias, portanto. Se falhar em algum, não se espantem. No outro, o interrogatório será retomado.

Teve uma ou outra pergunta repetida, e quando isso acontecer eu publico a postagem de quem perguntou e digo apenas “isso eu já respondi”. Aí, o cabra que procure nos posts anteriores.

E, como já tinha avisado, não vou editar nada. Eventuais erros de português e de grafia ficam por conta de quem perguntou. Foi copy & paste puro para facilitar o negócio.

Vocês foram implacáveis e tiveram liberdade total para perguntar o que quisessem – a maioria engatou mais de uma indagação por mensagem. Serei 100% honesto e sincero nas respostas, como sempre. Que ninguém se ofenda, pois, se levar uma atravessada. Eu não me ofendi com nada. Nem com um tonto que perguntou se eu já fiz troca-troca – certamente procurando alguma cumplicidade para seu passado duvidoso.

Para facilitar a leitura, vou colocar uma corzinha nas letras, alternando-as a cada conjunto de perguntas e respostas. Eventualmente, uma foto para quebrar o gelo.

Começarei pela ordem cronológica da chegada das questões. Hoje, são aquelas da página 18.

Divirtam-se.

Ângelo Mello – Nos seus anos acompanhando F-1, seja como espectador ou como profissional, quem você acha que foi o melhor piloto brasileiro de todos os tempos na categoria?
Você em algum momento da carreira já quis trabalhar na globo comentando f-1?
Você é de esquerda, progressista, quase todo mundo sabe, mas vc realmente acha que a Coréia do Norte é um país incompreendido e vítima da política internacional dos EUA?
O Eduardo Cunha que implantar o parlamentarismo no Brasil pra, provavelmente, virar nosso “chanceler”. Se isso acontecer, vc se muda pra Havana ou pega em armas pra defender a democracia?
RESPOSTA – Costumo dizer que o Brasil teve três caras muito fodidos na F-1, o que não é novidade nenhuma: Emerson, Piquet e Senna. Emerson, o mais importante porque abriu todas as portas. Piquet, o mais interessante porque ganhou com três motores diferentes, foi o primeiro campeão da era turbo, tem uma personalidade ímpar. E Senna, o melhor dos três como piloto. Respondida a primeira, pois.
Não, nunca tive como objetivo comentar F-1 na Globo.
vampiro2Sim, acho que se faz propaganda permanente contra a Coreia do Norte sem que se saiba como é o país. Portanto, qualquer baboseira que procure ridicularizar os norte-coreanos é exatamente isso, uma baboseira. Os caras têm o direito de ter um estilo de vida diferente daquele que o Ocidente acha que é o melhor. Não sei por que se preocupam tanto com um pequeno país comunista no qual seus líderes políticos são idolatrados e temidos. Qual a diferença entre idolatrar/temer Kim Il-Sung com sua doutrina juche e idolatrar/temer Jesus, Deus ou Alá a partir da Bíblia e do Alcorão? Eles têm a vantagem de prestar devoção a líderes de carne e osso, e podem achar que os caras são divindades à vontade. Por que as idolatrias têm de ter pesos diferentes? Se fala muita merda da Coreia. Acho que cada povo tem o direito de ser o que quiser. Kim Il-Sung liderou a reconstrução de um país devastado por uma guerra causada por outras nações. Ele reergueu a Coreia do Norte destruída por americanos e soviéticos. Os caras têm todo o direito de desconfiar do resto do mundo e venerar quem os tirou da merda absoluta.
Sobre o parlamentarismo do Eduardo Cunha, bem… Não fujo para Havana, nem pego em armas. Se o Brasil quiser ser parlamentarista, que seja. Se eu achar que não caibo mais num Estado Teocrático Evangélico, que é para onde rumamos, pego minha Kombi e vou morar em Montevidéu.

Daniel – Flavio, você acredita que a Formula E pode ajudar a desenvolver e trazer novas evoluções para a Formula1? Ou ela estará sempre muito atrás em tecnologia?
Como sugestão, porque você não grava um podcast com o pessoal do Podcast F1 Brasil para responder às perguntas que você receberá aqui?
RESPOSTA – São tecnologias diferentes. A F-1 pode se inspirar em algumas coisas da F-E, como formato da competição, locais das corridas, proximidade com o público. Mas não há uma relação direta entre as duas categorias no sentido de uma copiar tecnologias desenvolvidas pela outra. Sobre o podcast, sei lá. Estou respondendo aqui, já está bom.

Fábio do Carmo – Olá Flavio. Você não é tão mais velho que eu, tenho 32 anos. Quando você tiver na casa dos 80, e eu dos 50, ainda poderei acessar seu site e blog (se ainda existir internet) como tenho feito nos últimos, 10 ou 15 anos? Ou pretendes um dia se aposentar disto aqui? De qualquer forma muito obrigado pelo excelente material que nos entrega.
RESPOSTA – Sim, sou bem mais velho. Como imaginar como será o mundo daqui a dez ou 15 anos? Quando este blog nasceu, não existiam ainda o Facebook, o Twitter, o Instagram, o YouTube engatinhava. Em dez anos, as coisas mudaram muito no universo da conectividade. Mas eu considero o blog um bom lugar para fazer o que sei, que é escrever. Então, sim, acho que poderá acessar o blog e o Grande Prêmio no futuro. Quanto à aposentadoria, ela virá, cedo ou tarde. Mas continuarei a escrever furiosamente, porque gosto.

Valesi – Flávio, muito obrigado pela menção. Nós do Podcast F1 Brasil escolhemos os dois “cabeças de gasolina” brazucas mais relevantes nas mídias atuais (TV e internet) para essa “batalha”, e ficamos muito felizes por você ter entendido o tom da disputa.
Minha pergunta tem interesse pessoal: adorei O Boto do Reno; tem mais de onde ele veio? Podemos esperar outras histórias?
Grande abraço.
RESPOSTA – Achei legal o podcast, embora sempre me cause algum espanto perceber como tem tanta gente que me segue, conhece, lê, vê, escuta há tanto tempo. Nunca tive tal pretensão, mas se é assim, ótimo. Melhor falar para um monte de gente do que pregar no deserto – que é como me sinto muitas vezes. “O Boto do Reno” não era para ser um livro. Acabou virando, porque eu escrevia aqueles “Diários de Viagem” com frequência, mandava para os jornais, mas ninguém publicava, obviamente – eram textos enormes, não cabiam mais no papel. Virá outro? Nessa linha, não. Eu mesmo não gosto de livros de crônicas. Mas virão outros livros. Pretendo viver disso, no futuro. De escrever.

vampiro4Luis Felipe – Mas nao dá para perder isso:
3 perguntas eu tenho:
1 Quem toca mais: Barrichello ou Massa?
2 Voce (como um cara que da valor nas coisas menos pasteurizadas e de origem diferente e do coração) tem um carinho especial pelo Flamengo ?
Qual a banda nacional (alem do Chico Science, rs) que vc acha espetacular ou muito boa , ao menos ?
Abraço
RESPOSTA – Sendo bem honesto, acho que são pilotos de nível parecido. Mas para não ficar em cima do muro, acho que o melhor momento do Massa foi melhor que o melhor momento do Rubinho na F-1. OK, durou um ano apenas, 2008. Mas ele quase foi campeão, algo que Barrichello nunca conseguiu de verdade, lutar por um título.
Carinho especial pelo Flamengo? Não.
Não sei de onde tirou que gosto do Chico Science, embora reconheça seu valor musical. Gosto de muita coisa na música brasileira, especialmente MPB – que nem sempre pode ser traduzida por bandas. Mas se tivesse de escolher um grupo só, seria Titãs.

Marcelo Fraga – Oi Flávio, bom dia e obrigado pela oportunidade. Vou de pergunta maluca: você aceitaria ser Ministro dos Esportes, caso houvesse a chance? E se aceitasse, quais seriam as 3 coisas mais importantes a fazer, em qualquer esporte (obrigatório uma ser sobre automobilismo).
Um abraço, parabéns pela iniciativa.
E que saia uma biografia num futuro não muito distante.
RESPOSTA – Não, não sei se teria saco ou competência para ocupar um cargo tão importante. Eu queria ser presidente do mundo, com plenos poderes. No Brasil, ser ministro é mergulhar na lama da político-partidária. Não duraria um dia.

André – Ola Flavio.
Há alguns anos acompanho seu blog e seu trabalho. Gostaria de saber, depois de tantos anos de carreira, qual a matéria que te deu mais orgulho em ter feito.
Abraço.
RESPOSTA – Bom, são 33 anos de lida. Lembrar de uma matéria apenas é difícil. Lembro de coberturas, como a das 500 Milhas de Indianápolis em 1992, ou a da morte do Senna, que foi muito boa, ou ainda o trabalho na queda do avião da TAM em 1996 para a Jovem Pan. Nunca fiz nada particularmente marcante no jornalismo. Mas sempre fui muito honesto com quem me empregou – no caso, vocês, que leem, veem e escutam. Essa é minha grande obra particular, nunca ter sido desonesto na profissão, nem por um minuto sequer. Ah, lá nos anos 80, acho que em 1986, descobri um pequeno escândalo de compra de livros didáticos pelo governo Sarney. Mas ninguém se lembra e não deu em nada. Então, foda-se.

André – Poxa! Ao contrario… Vai por mim! Seu publico te conhece bem , mas voce não o conhece! É lógico né, pensa bem, e estranho seria se fosse diferente …..
Mas……então …. Vc Vai querer responder quantos e quais carros tem? Qual nota vc dá para Rubinho e Massa como pilotos? Fora sobre política e afins!! Nao precisa, talvez…
Quem sabe deixar para o aniversário de 20 anos do blog!! Rsrs… Eu me eximo disso, mas agora guenta!! Abraço…
RESPOSTA – Muita gente perguntou dos carros… Tenho uns 30 e poucos, preciso fazer as contas, depois com mais tempo respondo quais.
Nota para os pilotos… Bom, considerando Schumacher, o melhor, nota 10, eu daria 6 para ambos.

Daniel Alferes – Tendo que escolher uma e só uma, (e sei que é difícil e relativo) qual considera a melhor temporada de sempre da fórmula 1?
E o melhor circuito?
RESPOSTA – O campeonato que mais curti foi o de 1997, a disputa insana entre Schumacher e Villeneuve, cheia de assunto o ano todo, e que teve um gran finale digno da F-1. Melhor circuito é Spa, de longe.

vampiro3

Arlei Cóli – Flavio qual momento mais feliz e o mais frustante, durante anos de cobertura da F1,
RESPOSTA – A felicidade se dá por razões pessoais, não esportivas. Lembro, por exemplo, de ter ficado muito feliz quando cobri o GP da Bélgica de 1991, primeira vez em Spa. Sei lá por quê, era um momento legal da minha vida, estar lá, junto com colegas jornalistas de quem gostava muito, cobrindo algo importante num lugar muito especial. Não tive igualmente grandes frustrações de que me lembre especificamente. Jornalismo é o exercício da frustração, então são tantas que a gente não guarda nenhuma em especial. Na cobertura da morte do Senna, embora tenha trabalhado muito bem, talvez tenha sentido uma ponta de frustração porque a gente sempre acha que pode fazer mais.

Daniel – Flavio bom dia , quantos carros você tem e quais são? Qual carro nacional que não tem e gostaria de ter ( que seja raro mas só poder escolher um )
RESPOSTA – Falei, olha aí a pergunta dos carros de novo. Começando por ela, 30 e poucos, acho que 36, e a lista eu dou outro dia. Um nacional apenas? Caramba… Parei alguns minutos para pensar e concluí que tem muito carro que eu gostaria de ter, e que a maioria eu já tenho. Mas elegeria um GT Malzoni, o esportivo de corrida da DKW, como objeto do desejo mais imediato.
A felicidade nas coberturas está bem menos relacionada à F-1 em si do que a momentos pessoais. Quando fiz o GP da Bélgica pela primeira vez, em 1991, me lembro de ter me sentido muito realizado e feliz, intimamente. E, sendo sincero, não me lembro de ter me sentido frustrado em cobertura alguma. Talvez na morte do Senna, paradoxalmente – fiz muita coisa boa, mas quando tudo acabou eu tinha a sensação de que estava faltando algo, e essa sensação é recorrente na profissão.

André Luiz – Olá. Me chamo Andre, tenho 25 anos,sou natural do Mato Grosso porém atualmentr estou morando na Paraíba. Gosto de automobilismo e acompanho seu site à uns 3 a 4 anos, desde quando vi seu trabalho na ESPN.
Gostaria que você falasse um pouco mais detalhadamente sobre seu relacionento com Senna; principalmente sobre quais caracteristicas da personalidade dele te incomodavam. Resumindo, quero que diga porque você não o idolatra como os restos dos Brasileiros (em sua grande maioria).
Espero não ter feito uma pergunta muito idiota. Obrigado.
RESPOSTA – A pergunta não tem nada de idiota. Mas respondo com outra: onde está escrito que todos os brasileiros devem idolatrar Senna? Essa idolatria, na minha opinião, é artificial, construída pela Globo, com a clara colaboração do piloto, que gostava de fazer esse papel de ser superior, místico, lendário, ungido, divino, sobrenatural. As pessoas engolem essas coisas muito facilmente. Meu relacionamento com ele era bom, nunca tive problema algum, nos encontrávamos nos autódromos e em eventuais eventos no Brasil, bom dia, boa tarde, boa noite. Nunca fui seu amigo, como de resto não sou de ninguém sobre quem tenha de escrever. Não misturo as coisas. Eu achava o Ayrton meio bobo, às vezes, quando vinha com aquele papo de que Deus o havia escolhido para ganhar uma corrida, tudo era fruto de algum desígnio celestial, um porre. Bobagem em cima de bobagem. Minha função como jornalista não é alimentar esse tipo de coisa.

vampiro1Guilherme – Muito bom isso… Sempre me perguntei mesmo sabendo que um bom jornalista tende a ser imparcial, pra qual piloto brasileiro vc tende a torcer… Como meu pai sempre foi do lado do piquet e eu por ter nascido em 87 só ouvi falar de Senna e depois de um Rubinho que não era nenhum nem outro., acabei sendo piquezista tb!!! Hoje acompanho e torço muito pelo Nelsinho… Queria saber do FG pessoa e não jornalista o piloto brasileiro que passou pela F1 que vc mais se identificou, torceu ou teve afinidade…. Sempre tentei ver isso nos seus posts, mas a única certeza que tive é que não eh o Barrichello!!! Abraço e show de ideia e interatividade!
RESPOSTA – Nenhum. Meu papel não é torcer. Quem faz isso é torcedor. Eu vejo, escrevo, relato, opino. Eu torço para a Portuguesa. Ponto. Em eventos isolados, posso achar mais legal determinado cara ganhar uma corrida, ou certo time ganhar um jogo. Mas é uma questão de preferência momentânea, não de torcida permanente. Torci para o Villeneuve ser campeão em 1997, por exemplo, achava o cara legal. E para o Vettel em 2010. E para a Isinbayeva em 2008. Mas minha vida não mudaria um milímetro se o campeão fosse Schumacher, ou Webber, ou outra moça qualquer no salto com vara. Eu torço muito mais contra do que a favor. Por exemplo: torço contra a seleção brasileira sempre. Torci contra o Barcelona na final com a Juve. Torci contra aquele cara que quebrou a perna numa luta dessas novas, nem lembro o nome, o cara de voz fina, embora nem tenha visto a tal luta. Mas tinha um piloto com quem eu gostava de conversar, o Cristiano da Matta.

Welington Leal – Oq vc pensou depois de ser trollado pelos pilotos da F1 naquela coletiva em 2007?
RESPOSTA – Você deve se referir a uma pergunta muito boa que fiz a Alonso e Hamilton numa coletiva em Interlagos, tentando avançar um pouco na questão dos relacionamentos pessoais que o esporte acaba afetando de maneira cruel e perversa – em outras palavras, eles podiam ser os melhores amigos do mundo, e um terceiro fator, a competição, estava transformando-os nos maiores inimigos da história, e eu achava isso, do ponto de vista humano, uma estupidez. Não pensei nada, não me senti “trollado” (que termo mais besta, da próxima vez use uma construção mais elaborada, porque “trollar” é outra coisa), apenas achei que a reação dos dois foi boba e as respostas, irrelevantes. Tanto que nem usei em matéria nenhuma, porque não saiu nenhuma frase de efeito.

E-ECOS

E

SÃO PAULO (já é alguma coisa) – Ninguém em sã consciência deve ser dar o trabalho de comparar a Fórmula E à Fórmula 1 medindo as duas com a mesma régua. Eu diria que são modalidades do mesmo esporte, mas de natureza bem distintas. Como comparar futebol de salão (me recuso a usar “futsal”) a futebol de campo, ou vôlei de quadra a vôlei de praia, ou ainda tênis a squash.

A proposta da F-E é bem clara: carros elétricos, uma nova tecnologia, circuitos de rua, maior proximidade com o público, melhor compreensão do evento por quem está assistindo. Não faz barulho, é bem mais lenta, os pneus são parecidos com aqueles que gente encontra na Rede Zacharias (as lojas fecharam, acabei de descobrir, só existe agora o comércio eletrônico, como pode?).

[bannergoogle] A F-1 é o topo do automobilismo, a tecnologia é outra, corre em autódromos, custa dez milhões de vezes mais, enfim, não preciso ficar explicando aqui.

Mas uma coisa legal foi hoje em Silverstone os pilotos da F-1 terem mencionado a categoria, ainda que sem nenhuma paixão. De alguma forma, dão uma espiada de vez em quando.

Até porque podem acabar por lá, em algum momento. Vários de seus ex-colegas estão ganhando a vida com os elétricos. E não têm muito do que reclamar. Aliás, não é só a F-E que desperta alguma atenção da elite da F-1. Nunca é demais lembrar que o WEC tem atraído gente graúda, como Webber e, neste ano, Hülkenberg — sem falar em Alonso, que adoraria disputar a prova.

Tem espaço para todo mundo, em resumo. E existe vida fora da F-1.

FAZ SENTIDO

F

logorenaultvelhinhoSÃO PAULO (uia) – E não é que as coisas podem tomar outro rumo na Renault? No início da semana, comentava-se que a marca francesa poderia picar a mula se não arrumasse um time para comprar. E tudo indicava que a Toro Rosso poderia ser esse time. Agora, na Europa, o comentário forte indica que a Lotus é o alvo dos gauleses.

Faz todo sentido. O grupo Genii já percebeu que a grana na F-1 não é fácil, ao contrário. E a Renault já foi dona dessa equipe — que só neste ano mudou seus motores e passou a comprar os alemães da Mercedes.

De novo: faz todo sentido.

RODADA DUPLA?

R

SÃO PAULO (calma, tudo em seu tempo) – O terceiro treino livre, sábado de manhã, vira classificação. O horário da classificação, à tarde, uma corrida curta. Essa é uma das ideias que podem ser aprovadas para a F-1 em 2016.

Muda completamente a cara do fim de semana. Os tradicionalistas irão torcer o nariz. Muitos acharão bacana.

Confesso que ainda não sei bem o que pensar. A definição da pole, que sempre teve uma certa solenidade, perde peso. E imaginar duas corridas por fim de semana é algo que aponta para uma certa banalização de um GP.

Mas é algo para se pensar, sem dúvida.

E teve mais, medidas já aprovadas para 2017 — como redução da eletrônica, pneus mais largos, mais motores para fabricantes estreantes, punições menos estapafúrdicas… Estão se mexendo.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
ASSINE O RSS

Categorias

Arquivos

TAGS MAIS USADAS

Facebook

DIÁRIO DO BLOG

julho 2015
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031