Arquivoquarta-feira, 6 de julho de 2016

DIVERSÃO GARANTIDA

D

SÃO PAULO (máquina do tempo urgente!) – Já não sei bem como esse pequeno vídeo pingou numa das redes sociais que me têm sob jugo. Mas é espetacular, e é pena que não encontrei nenhuma referência mais precisa sobre o filme em si, que se chama “Rio 70” e, aparentemente, é de 1969.

[bannergoogle]O breve trecho mostra uma perseguição não muito emocionante, é verdade, entre um Aero Willys e uma Chevrolet Brasil funerária. Funerária! E é ela que persegue! Não sei como o cara do Aero não percebeu aquela trapizonga atrás dele.

De qualquer forma, graças à lerdeza da perseguição e à qualidade excepcional das imagens em HD, dá para se divertir bastante colocando o vídeo na tela inteira para tentar identificar os carros usando o “pause”.

De DKW, minha praia, foram pelo menos cinco bem identificáveis. A 0min40s, uma Vemaguet 67 bege. Aos 0min59s, uma outra peruinha sobre a calçada — antigamente no Rio podia parar na calçada, lembram? — que me pareceu azul, ou cinza, mas é difícil precisar o ano. A 1min01s, do lado direito, muito rápido, aparece um Belcar talvez marrom, igualmente sem possibilidade de se saber quando foi fabricado. Depois, a 1min43s, um lindíssimo Belcar branco 65 ou 66 (a grade denuncia). Por fim, a 2min04s, do lado esquerdo, um Belcar cinza com a capota branca que pode ser 61, 62 ou 63.

Mas estou falando só de DKW. Vi também mais de um Karmann-Ghia (um deles marrom, incrível), um Esplanada, carrões americanos, várias Kombis, Fuscas e Gordinis. E para quem mora no Rio, deve ser muito legal tentar identificar os prédios da orla. A imensa maioria ainda está no lugar. Quase todos, eu diria.

Se alguém achar o filme inteiro, avise.

AINDA O CARRO DE NEWEY

A

SÃO PAULO (OK, gostamos) – Ontem fui injusto com o AM-RB 001, o carro projetado por Adrian Newey que será construído pela Aston Martin e vai custar entre dois e três milhões de dinheiros reais — reais da rainha, não nossos. Disse que era “mais do mesmo”, referindo-me às dezenas de “supercarros” que aparecem todos os anos — sejam eles feitos por fábricas de verdade, sejam protótipos apresentados em salões de automóveis que nunca saem da maquete fake e do papel.

Mas esse aí, depois que vi o vídeo abaixo, não é mais do mesmo. É, na verdade, um carro de Fórmula 1 carenado. Até a posição de dirigir, deitado, é igual. Algo bem diferente dos superesportivos tradicionais, por assim dizer — barcaças baixinhas, quase balsas, cheias de leds e todas elas com cara de mau.

Enfim, tem gosto pra tudo. Esse aí até tem algum charme, considerando-se que é muito mais um monoposto “vestido” do que qualquer outra coisa. Ainda sou mais um DKW. Aliás, acho até que copiaram as linhas curvas e insinuantes do Belcar. Por isso, gostamos um pouco.

POLÊMICAS NO AR

P

SÃO PAULO (exclusivo) – O “Paddock GP” de ontem, apresentado por Victor Martins e com comentários de Juliana Tesser, Gabriel Curty, Pedro Henrique Marum and myself está no ar. Muita discussão sobre os dois acidentes polêmicos do fim de semana — Rosberg x Hamilton e Di Grassi x Buemi — e até um depoimento exclusivo do Lucas para o programa, explicando o que aconteceu em Londres.

Vejam!

MERCEDES CONFUSA

M

SÃO PAULO (eu, hein?) – Primeiro, Lauda diz à TV na Áustria que Hamilton teve um chilique em Baku depois de errar na classificação e quebrou toda sua sala privatina nos escritórios da Mercedes.

Depois, Hamilton diz que virou amiguinho de Rosberg de novo e que as relações entre os dois nunca foi tão boa.

Depois, Lauda diz que é mentira que os dois voltaram a ser amigos.

a Mercedes solta uma nota dizendo que Hamilton não quebrou nada e que Lauda estava errado ao dizer que ele e seu companheiro continuam inimigos mortais.

Os caras precisam se decidir.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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