Arquivosexta-feira, 8 de julho de 2016

MARCO DE BARI

M
marcodebari
Foto de Ulisses Cavalcante

SÃO PAULO – Os carros ficavam mais belos quando fotografados por ele. A luz, o ângulo, o cenário, o movimento, tudo era pensado e executado com o olhar de alguém que não era nada menos do que um artista.

Um homem doce, apaixonado, dedicado, três décadas de “Quatro Rodas”, rodando o mundo para registrar imagens daquilo que mais amava, os carros e o automobilismo.

fissoregomesQuase todos os carros que você viu na vida foram clicados por Marco de Bari, que morreu hoje aos 53 anos depois de um acidente na última terça-feira. Ele e seu assistente Daniel Guedes Dionizio foram atingidos por uma estrutura metálica que desabou no estúdio Casa Vaticano, na zona oeste de São Paulo. A empresa pertence à família Burti. Daniel teve uma perna esmagada e segue internado em estado grave.

Marco fotografou dois carros meus, o Fissore e o SAAB. Uma honra para os dois. Era detalhista, caprichoso, respeitoso com o objeto de suas lentes. Não tinha pressa. A cada clique, um breve sorriso. A cada sorriso, um novo clique. Buscava algo próximo da perfeição.

602_saab_03Em geral, conseguia.

BREXIT (1)

B

brexit-shutterstock2SÃO PAULO (smooth) – A principal notícia do dia em Silverstone foi a renovação do contrato de Raikkonen com a Ferrari por mais um ano. Confesso que me surpreendi. Afinal, Kimi não tem sido exatamente brilhante — embora esteja junto de Vettel na classificação, mas mais por conta de abandonos do alemão do que qualquer outra coisa.

Mas, por outro lado, colocar quem, nesta F-1 tão… específica? Achar quem pilote esses carros, hoje, é difícil. Apostar em novatos, OK, seria legal. Mas quem? Há cada vez menos jovens promissores e impressionantes por aí, e a Ferrari não trabalha muito bem nesse garimpo — como faz a Red Bull, por exemplo. O candidato natural entre a molecada seria Jules Bianchi, que vinha sendo preparado para isso, mas acabou morrendo depois do acidente de Suzuka em 2014. Depois dele, a Ferrari não investiu em mais ninguém seriamente.

Grosjean e Pérez eram nomes cotados, especialmente o primeiro, mas pelo jeito terão de esperar mais um pouco. Fica Kimi, ponto final. Pode ser que se motive um pouco. Ele é bom para somar pontos, pelo menos. Vamos em frente.

[bannergoogle]O primeiro dia de treinos na Inglaterra teve Hamilton na frente nas duas sessões. E Rosberg em segundo só na primeira, porque da segunda nem participou. A Mercedes encontrou um vazamento de água no seu carro e ele nem entrou na pista de tarde. Começa o fim de semana com uma hora e meia a menos de prática. Atrapalha um pouco, sem dúvida.

Aliás, falando em Mercedes, Toto Wolff disse que seus pilotos estão liberados para a disputa, mas que pode haver punições no caso de acidentes idiotas como o de Spielberg, domingo passado. “Suspensão de uma corrida, ou mais”, falou, ameaçador. Uau.

No mais, os destaques deste primeiro dia:

– Alonso em sexto, Button em nono. A McLaren vai, aos poucos, acordando.

– A Red Bull em segundo e terceiro, com Ricardão e Verstappinho, respectivamente. A equipe já não tem enfrentado mais problemas de falta de potência de motor, é o que dá para entender.]

– Oitavo e 12º para a Haas, com Grojã e Gutierros. A equipe estreante, que voltou a pontuar na Áustria, pode sonhar com algo parecido em Silverstone.

– A Force India ficou em 15º e 16º. Não dá para entender essa equipe. Achava que andaria bem na Inglaterra. Hulk até virou legal de manhã. Mas, de tarde, nada. Pode ser que tenham feito apenas simulações de corrida. Mesmo assim, é pouco.

– E Nasr ficou em 14º, o que, com a Sauber, mesmo numa sexta, é quase um milagre.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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