Arquivoquarta-feira, 10 de agosto de 2016

A MAIOR, 30

A

SÃO PAULO (e melhor)Foi num dia 10 de agosto, exatos 30 anos atrás. A maior ultrapassagem da história da F-1. Piquet sobre Senna, para vencer o primeiro GP da Hungria da história.

É imagem conhecidíssima. De fato, linda. É possível, provável, que outras ultrapassagens tenham sido mais difíceis, bonitas, dramáticas. São milhões ao longo dos anos. Como saber?

[bannergoogle]Mas essa aí é como “a maior defesa de todos os tempos”, que se convencionou atribuir a Gordon Banks, goleiro da Inglaterra, numa cabeçada de Pelé na Copa de 70. Podem ver. Todos os vídeos dessa defesa chamam-na de “a maior”. Foi? Possível, provável que não. Na mesma página em que encontrei Banks salvando a Inglaterra, achei este vídeo aqui e este outro, com compilações de “maiores defesas da história”. Certeza que algumas serão mais impressionantes, difíceis, incríveis.

Mas a maior é a do Banks. Assim como a maior ultrapassagem, a de Piquet sobre Senna. Pelos personagens envolvidos. Pela maneira como aconteceu. Pelas circunstâncias.

E porque está na nossa memória e nos nossos corações.

ADERJ INFORMA

A
[bannergoogle]SÃO PAULO (cansa, cansa…) – Na Manor, sai Haryanto, entra Ocon. O indonésio não conseguiu pagar as contas. A equipe pegou o francesinho de 19 anos que, atualmente, corre no DTM pela Mercedes e é piloto-reserva da Renault.

Segundo nossos gurus, o time troca grana por qualidade. Concordo. Campeão europeu de F-3 em 2014 e da GP3 no ano passado, o moleque é uma das grandes esperanças da França de ter alguém de ponta de novo na F-1. Há dois anos, bateu Verstappinho na F-3. A aposta da Mercedes nele é clara. A propósito, a Manor passa a ter dois pilotos apadrinhados por Stuttgart. É uma tranquilidade. Qualidade garantida.

Haryanto vai sumir no limbo da história. Viveu seu sonho. Mas não dura para sempre. Nada dura.

1ocon

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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