Arquivosábado, 13 de julho de 2019

GRANDE BRETANHA (2): DEU 02

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Bottas: o segundão chega à décima pole na carreira

RIO (surpresa) – Foram meros seis milésimos de segundo a separar Bottas de Hamilton e a pole ficou com o finlandês na Inglaterra. A décima dele na F-1, confirmando o favoritismo da Mercedes em Silverstone. Uma classificação sem grandes novidades, exceções feitas à própria pole — Lewis anda muito bem em casa, mas acabou errando na sua primeira tentativa de volta rápida — e ao desempenho ruim de Vettel, que larga apenas em sexto.

Depois do calor escaldante de Spielberg, que minou as forças prateadas, tudo que o time alemão precisava era mesmo de uma corrida na ilha gelada para recolocar as coisas em seus devidos lugares. Com 19°C de temperatura e nuvens por todos os lados, Silverstone foi camarada com a Mercedes. Os breves brilharecos da Ferrari ficaram a cargo de Charlinho, já que Tião Italiano não se encontrou em momento algum no fim de semana. Ele, que venceu no ano passado, parece estar fora da briga pela vitória amanhã.

A Ferrari, como na Áustria, vai largar com pneus macios com seus dois pilotos. Mercedes e Red Bull, com médios. No Q2, Leclerc tinha um ótimo tempo com os médios e, mesmo assim, baixou mais um pouco para largar com os mesmos compostos de Vettel. É uma estratégia meio estranha, mas o fato é que os italianos desconfiam um pouco dos pneus médios.

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A classificação no velho campo de pouso da Segunda Guerra foi realizada sob ameaça permanente de chuva, que acabou não vindo — de manhã, no terceiro treino livre, caiu uma aguinha marota. No Q1, Hamilton ficou em primeiro e os degolados foram Magnussen (mal, bem mal; Grojã fez o nono tempo), K-Vyda Loka (idem, Albon foi 12º), Strollvenga e a dupla permanente da última fila, Russo e Kubículo.

No Q2, a turma da ponta decidiu cravar seus tempos com pneus médios para usá-los na largada, menos Vettel e Leclerc. A foice ceifou Giovanetti, Raikkonen, Sainz Velocidad (Norris passou, então nota zero para ele), Grojã e Peroba. Tudo mais ou menos nos conformes. Passaram as duplas de sempre — Mercedes, Ferrari, Red Bull –, mais os amarelos da Renault, Lando da Zoeira e Turu-bon. Como dito ontem, a “média da vez” seria a Toro Rosso, prognóstico certo pela metade.

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Silverstone é uma pista tinhosa e o resultado de uma volta rápida depende um pouco de sorte, também: temperatura do asfalto, porque qualquer nuvenzinha altera a condição da pista, direção e velocidade do vento, que mudam o tempo todo, e até a distância para outros carros. Tudo somado, quem se saiu melhor foi Sapattos na primeira tentativa, com 1min25s093.

Lewis, em condições semelhantes, cometeu um erro e não conseguiu chegar perto do parceiro. Na sua segunda volta voadora, até que foi bem. Mas acabou a 0s006 do amigo. É a menor diferença entre primeiro e segundo num grid desde o GP da Alemanha de 2010 — 0s002 entre Vettel, então na Red Bull, e Alonso, na Ferrari.

Largam os dois prateados na primeira fila, e é bem provável que terminem em primeiro e segundo. Não sei se nessa ordem. A largada vai ser importante e definirá o andamento da prova. Lec-Lec e Verstappinho dividem a segunda fila, com Olha o Gás-Ly! em quinto, Vettel em sexto e, depois, fechando o top-10, Ricardão, Mini Norris, Albon e Hulk.

Hamilton busca sua 80ª vitória na carreira amanhã, o que levará o povo à loucura nas arquibancadas históricas de Silverstone. Uma chuvinha seria bem-vinda para embaralhar as coisas.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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