
RIO (aaaahhhhh…) – Poxa, por que nem uma pinturinha especial de testes, dona Red Bull?
Bom, vamos lá. O RB16 é o segundo carro oficialmente apresentado para 2020 e já foi para a pista em Silverstone fazer o shakedown regulamentar. Rigorosamente nenhuma novidade na pintura, que para mim sempre foi um enorme desafio em se tratando da marca de energéticos — o logotipo da Red Bull é de difícil acomodação em qualquer “plataforma”, e o azul e prata das latinhas é o tipo de combinação cromática que não funciona; é um fenômeno, esse troço.
O que dizer do carro? Olha, Adrian Newey é um gênio e suas criações são as últimas autorais da F-1. Nas outras equipes, grupos de engenharia se encarregam de desenhar e projetar cada pedaço dos carros, e eles não saem do forno com uma assinatura. Tem o pessoal que cuida da suspensão dianteira, a turma da asa traseira, a patota da asa dianteira, a comunidade da barbatana, o bando do bico, a facção da suspensão traseira, o povo dos sistemas de refrigeração, a seita dos motores, a panelinha do câmbio e por aí vai. Os de Newey, sim. São sua cara e diz a lenda que ele ainda faz tudo a lápis e na prancheta.
Acho que a Red Bull vai lutar pelo vice com a Ferrari e que tem mais condições de desafiar a Mercedes no último ano do atual regulamento. Muito por conta de Verstappen e por uma intuição — puro palpite — de que a Honda dará mais um salto.
Não vou nem perguntar se vocês gostaram do carro, porque ele é muito parecido com o do ano passado. O que está nas suas entranhas é que fará a diferença, creio.
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