Blog do Flavio Gomes
F-1

RESTA UM

SÃO PAULO (tudo se ajeita) – Para surpresa de ninguém, um dia depois de anunciar a partida de Sergio Pérez a Red Bull confirmou a promoção do neozelandês Liam Lawson, 22, à condição de titular no time principal da companhia. Será o novo companheiro de Max Verstappen. Ele correu algumas provas no ano passado pela […]

SÃO PAULO (tudo se ajeita) – Para surpresa de ninguém, um dia depois de anunciar a partida de Sergio Pérez a Red Bull confirmou a promoção do neozelandês Liam Lawson, 22, à condição de titular no time principal da companhia. Será o novo companheiro de Max Verstappen. Ele correu algumas provas no ano passado pela AlphaTauri no lugar de Daniel Ricciardo e acabou substituindo de vez o australiano, neste ano, na rebatizada Dá Pra Parcelar em Três — que no ano que vem passa a se chamar só Racing Bulls.

Para fechar o grid, falta agora apenas saber quem corre ao lado de Yuki Tsunoda na filial de Faenza. Ninguém deve se espantar com a manutenção do japonês onde está. Ele nunca foi seriamente considerado pela Red Bull. É piloto da Honda, ponto. Em 2026, com alguma sorte, corre na Aston Martin. Enquanto isso, que fique onde está sem reclamar. Tsunoda é divertido, cresceu na carreira, fez uma temporada passável, mas também não é nenhuma panela de arroz Brastemp. Isack Hadjar deverá ser o escolhido como seu parceiro. Ele foi vice-campeão da F-2 neste ano. Mas eu, se fosse a Red Bull, correria atrás de Franco Colapinto. E eu, se fosse empresário de Colapinto, faria qualquer coisa por esse cockpit. Acho Hadjar ruim.

A outra notícia do dia foi a confirmação da volta de Valtteri Bottas à Mercedes, na condição de terceiro piloto. Ele estará a postos para o caso, sei lá, de Kimi Antonelli ficar de recuperação ou ter uma excursão da escola para o Hopi Hari num fim de semana de corrida. Bottas ficou cinco anos na equipe, entre 2017 e 2021. Nesse período, ganhou dez corridas, fez 20 poles e subiu ao pódio 67 vezes. Ajudou muito nos cinco títulos de Construtores que os alemães conquistaram no período. Enquanto Hamilton ganhava campeonatos, ele somava pontos. Saiu invicto como membro da equipe, embora não tenha lutado para ser campeão de pilotos em nenhum momento.

É a coisa de não desapegar. Bottas poderia tranquilamente pegar sua bunda branca e voltar para casa depois de três anos na Alfa Romeo/Sauber. Terminou a última temporada sem nenhum ponto, um negócio meio vergonhoso. Ficar vagando pelo paddock em 24 viagens internacionais para não fazer nada me parece uma perspectiva de vida bem besta. Mas quem sou eu para julgar?