Blog do Flavio Gomes
F-1

GRID FECHADO

SÃO PAULO (mais um estreante) – A Red Bull fechou suas duplas para 2026 na F-1. Já era esperado que Isack Hadjar, depois de sua primeira temporada na Racing Bulls, fosse promovido ao time principal. Na verdade, a ideia inicial, desde o começo de 2025, era ter Liam Lawson como companheiro de Max Verstappen, mas […]

SÃO PAULO (mais um estreante) – A Red Bull fechou suas duplas para 2026 na F-1. Já era esperado que Isack Hadjar, depois de sua primeira temporada na Racing Bulls, fosse promovido ao time principal. Na verdade, a ideia inicial, desde o começo de 2025, era ter Liam Lawson como companheiro de Max Verstappen, mas o neozelandês foi rebaixado para a filial depois de apenas duas corridas. Foi uma daquelas presepadas do grupo sob a batuta de Christian Horner e Helmut Marko. Horner já saiu. Marko está fazendo hora extra e, enquanto não se aposenta, segue falando merda — como a acusação a Kimi Antonelli depois do GP do Catar, que levou a um ataque digital ao jovem italiano da Mercedes.

Com o rebaixamento de Lawson, Yuki Tsunoda subiu para a Red Bull. Enquanto isso, Hadjar ia mostrando seu talento, apesar do mau começo — bateu antes da largada na corrida de abertura do campeonato, na Austrália. Neste momento, é o décimo colocado na classificação, com 51 pontos. Já subiu ao pódio uma vez, em terceiro na Holanda. Quebrou o troféu.

O francês fez por merecer o acesso. É rápido e impetuoso. Às vezes extrapola na gritaria pelo rádio, mas na pista tem sido muito correto e bem pouco problemático. Se classifica muito bem e deverá ser muito útil à Red Bull no ano que vem. Afinal, o time vive de um piloto só faz tempo.

O novo nome na organização é Arvid Lindblad, que assume o lugar de Hadjar na Racing Bulls. Britânico, 18 anos, filho de pai sueco com mãe de ascendência indiana, Lindblad faz parte da academia da Red Bull desde 2021. Atualmente é o sexto colocado na F-2, com duas vitórias na temporada — uma na Sprint de Jedá e outra na prova principal de Barcelona. Será o 20º piloto da base da Red Bull a chegar à F-1. Sua experiência na categoria se resume a dois treinos livres neste ano, na Inglaterra e no México. Foram 48 voltas e 242 km percorridos. Andou com o número 36. Ainda não se sabe se será o que vai usar em 2026.

E Tsunoda? Acabou sendo a grande surpresa do anúncio. Ele continua na Red Bull, como piloto reserva e de testes. Com cinco temporadas na F-1, o japonês apagou neste ano quando foi promovido à equipe principal do grupo. O melhor resultado que conseguiu foi um sexto lugar no Azerbaijão. Eu achava que seria dispensado e, por seu vínculo com a Honda, terminaria como reserva da Aston Martin — para onde vão os motores japoneses no ano que vem. Mas a cúpula dos energéticos achou que ele ainda pode ter alguma serventia dentro de casa.

A turma de 2026: apenas um estreante

Com os anúncios de hoje, o grid de 22 pilotos para 2026 está fechado. Lindblad será o único estreante. A Cadillac chega como equipe nova com pilotos velhos, Valtteri Bottas e Sergio Pérez. A Sauber muda de nome para Audi, mas mantém seus pilotos. As duplas de McLaren, Mercedes, Ferrari, Alpine, Aston Martin, Haas e Williams também permanecem as mesmas. E por enquanto é isso.