TagInglaterra

Brother

B

RIO (almas gêmeas) – Esse bonitão aí da foto se chama Peter Frost. Inglês, 63 anos, mora em Londres e tem uma coleção simpaticíssima — e viva! — de carros da Cortina de Ferro. Estou falando de Tatras, Wartburgs, Trabants, ZAZ e outras coisinhas.

Vou tentar encontrar o cara. E quando puder ir à Inglaterra de novo, juro que tomaremos um pint em algum pub. Tentarei, inclusive, convencê-lo a incorporar uns Ladas à frota. Pelo que li nas duas matérias kinkadas acima, deve ser um sujeito de bom papo, profundo conhecimento, grandes histórias e zero afetação pelo que conseguiu reunir sob o mesmo teto — um dos grandes defeitos dos colecionadores, o ar blasé.

Como eu, Peter Frost anda com seus carros, vai ao mercado e à padaria (licença poética), e não se preocupa demais em mantê-los em estado de exposição, impecáveis e reluzentes. Cuida deles lava, guarda direitinho, mas… anda!

Carro parado estraga. É isso aí, Peter, my brother!

LADALAND

L

SÃO PAULO (que orgulho!) – Tenho de agradecer ao Kleber de Carvalho, que me mandou esta maravilhosa matéria do site da BBC. O título-pergunta é: “O humilde Lada já é um carro clássico?”. Ao ler o texto, chega-se à resposta que este igualmente humilde blogueiro daria: sim, é. Claro que é!

E a reportagem discute um pouco isso. Por que alguns carros simplórios, como Lada, 2CV, Fiat 500, Fusca, se tornaram clássicos nos últimos anos?

Bem, porque são, simplesmente. A definição de clássico é ampla. E passa, também, pela importância que um carro teve na história da indústria automobilística — ainda que tenha sido feito aos milhões.

Os britânicos já se renderam. Agora se rendam vocês! Ah, e o cara da matéria tem cinco Ladas! E tem Trabi e Wartburg! Puta cara louco! Como alguém pode ser tão maluco?

ONE COMMENT

O

SÃO PAULO (haja paciência) – Na Inglaterra, um senhor tinha um Corsa amarelo que foi vandalizado por moradores da pequena cidade de Bibury porque, segundo alguns, a cor “atrapalhava” as fotos que turistas faziam do vilarejo. Em resposta, uma carreata formada apenas por com carros amarelos foi prestar solidariedade à vítima da maior idiotice automotiva de que já tive notícia — Thiago Macedo mandou o link pelo Twitter.

O comentário? Os imbecis estão perdendo a modéstia. No mundo inteiro, pelo jeito.

TIMAÇO

T

SÃO PAULO (e nós…) – Não sei bem como funcionam os direitos de transmissão da F-1 na Inglaterra, mas o Channel 4 pegou as provas que eram da BBC e vai transmitir dez GPs neste ano. A Sky Sports F1, pelo que entendi, transmite todas.

De qualquer modo, os caras resolveram montar um time de respeito para as transmissões. Vamos ver quem reconhece cada um deles na foto aí embaixo.

chanell4

MOTOLAND

M

SÃO PAULO (só confusão) – Em 2009, o inglês Nathan Millward vivia de boa em Sydney, na Austrália, e trabalhava num café. Então, um dia, a extensão de seu visto foi negada e ele tinha três dias para empacotar tudo e voltar para Londres. Em vez de reservar um voo, pegou sua Hondinha 105 cc e resolveu voltar… de moto. Nathan saiu na loucura, sem vistos, conhecimento mecânico, pouca grana. Nove meses, 18 países e 37 mil km depois, chegou à Inglaterra. Suas aventuras viraram livro e podem ser encontradas aqui. Adoro essas histórias. Morro de inveja de quem tem peito para fazer coisas assim.

Desculpe quem mandou o vídeo, não anotei o nome.

DICA DO DIA

D

SÃO PAULO (de chorar) – Estava na minha listinha de coisas para pingar no blog, mas o Lucas Carioli também fez isso, então o crédito é dele. E as explicações, também. São duas corridas em cores da inesquecível Pathé, os GPs da Inglaterra de 1964 (esse aí embaixo) e 1969 (lá no blog do Carioli).

NOVAS MÃOS

N

hullcolection

SÃO PAULO (gente…) – James Hull, um dentista inglês de 53 anos, passou boa parte de sua vida montando esta que deve ser uma das maiores coleções de clássicos do mundo. São 543 carros, mais um monte de outras coisas, guardados com carinho em vários galpões na Inglaterra. A coleção tem maioria absoluta de carros britânicos, claro, como Jaguar, Bentley, Rolls Royce, Mini e muito mais. Alguns deles pertenceram a figuras célebres como Winston Churchill e Elvis Presley.

Há algum tempo, Hull passou a ter problemas de saúde e, em maio, resolveu vender tudo. A Jaguar Land Rover (que hoje pertence aos indianos da Tata) comprou tudo por… 100 milhões de libras! Nem sei quanto dá isso. A empresa não diz quanto pagou, na verdade. Esse preço era o estimado pelo colecionador, que pode ter feito um desconto.

Hull, segundo esta reportagem do “Daily Mail”, queria garantir que na venda a coleção fosse preservada. Por isso, não estava muito preocupado com valores. Conseguiu, ao que parece. Quem mandou a história foi o blogueiro Eduardo Zero Hora.

Vendo isso, não deu para não imaginar o que será dos meus pobres carrinhos quando eu for desta para a melhor, como se diz. Mas ainda falta algum tempo, então depois penso nisso.

PRA INGLÊS VER

P

SÃO PAULO (eu quero uma!) – E chegou a Southampton o último lote de 99 Kombis 0km comprado pela Danbury, empresa inglesa que transforma as Velhas Senhoras em motorhomes adoráveis. O Lucas Carioli mandou a nota. Não morro de amores por essa linha com motores a água, mas é preciso admitir que as Kombis são igualmente gostosas de andar, mesmo com eles. E, afinal, é assim que elas terminaram sua trajetória.

Achei que a VW poderia ter feito um lote com mão inglesa, mas vendo as fotos, não são, não. Em todo caso, a Danbury vende para a Europa toda. Segundo a reportagem do “Mail Online”, 35 mil libras é o preço do brinquedo. Não ficou claro de início se esse valor é para a Kombi crua, ou transformada. Aí fui ao site da Danbury e parece que é mesmo o modelo já modificado. Mas é uma grana, de qualquer forma: quase 140 mil dilmas.

Bem, tudo que posso dizer a essas 99 emigradas é: tenham uma boa vida, meninas.

lastkombis

ENCHE O TANQUE

E

SÃO PAULO (aí sim) – O Felipe Marra, de Londres, mandou a notícia que está no site da BBC. Dois postos de gasolina tombados por seu valor arquitetônico. Um deles é essa gracinha da Esso na A6 em Red Hill, Leicestershire.

Preservar é isso. Já no Rio parece que condenaram de vez os postos da Lagoa e os da avenida Atlântica. Alguém pode nos atualizar? Estive no Rio no fim de semana e eles ainda estão funcionando — embora nos da Lagoa a arquitetura já tenha ido para o saco faz tempo.

DICA DO DIA

D

SÃO PAULO (que vontade…) – Em 1953, Geoffrey Gander e seus amigos saíram de moto da Inglaterra para viajar pela Europa continental recém-saída da Segunda Guerra. Seu filho Paul colocou neste site aqui fotos maravilhosas da viagem. Eles cruzaram França, Alemanha, Suíça, Áustria e Itália. Problemas? Parece que só um pneu furado.

Linda, a Europa. Como sempre.

A dica foi enviada pelo Bira Martins.

ALLGEMEINE (6)

A

SÃO PAULO (quase no fim) – E lá na frente, do nada, aparece uma coisinha azul. A gente chega perto e… Um Fusca na Autobahn! Mas não um Fusca qualquer. Um Fusca com placa da Inglaterra. Com volante do lado direito. Com uma figura dirigindo, um garotão viajando pela Europa em seu Volkswagen. Demais, isso.

A BRASILEIRINHA

A

SÃO PAULO (não morre nunca) – O  Jason Vôngoli escreve hoje n'”O Globo” sobre a febre de importação de Kombis brasileiras pelos ingleses. Bem, febre talvez seja um exagero. Não são dezenas de milhares. Mas os caras estão levando Kombis feitas em São Bernardo do Campo em quantidade considerável, para transformá-las em modelos para camping.

Ficam lindas, claro.

YOUTUBE DÁ CANA. NA INGLATERRA

Y

SÃO PAULO (aqui não) – Vejam que interessante esta reportagem do TimesOnLine enviada pelo Pablo Vargas. O bobão fez um monte de palhaçadas com sua moto em estradas inglesas e colocou as imagens, gravadas por um amigo, no YouTube. Alguém viu e avisou a polícia, que foi atrás do cabra. Achou, claro. Resultado: 12 semanas de cadeia e dois anos sem dirigir na região de Oxford para Sendor Ferenci, 28 anos.

O juiz, que condenou o cara baseado no vídeo, o chamou de “lunático” e “irresponsável”. Igualzinho aqui. No dia 12 de fevereiro mandei um e-mail para o comando da Polícia Rodoviária Estadual denunciando as barbaridades de um sujeito com um Porsche e mais dois motoqueiros na Anhanguera, e até agora tudo que aconteceu foi nada.

NA PASSARELA

N

SÃO PAULO (quase saí…) – Cortesia do blogueiro Remi Martin, um desfile tão colorido quanto o da Rosas de Ouro. Centenas de Kombis num encontro maravilhoso na Inglaterra. Uma mais linda que a outra. E o autor do vídeo foi muito feliz na moldura das imagens. Gravou tudo de dentro da sua kombosa. Ideia simples e genial.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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