Arquivosegunda-feira, 18 de agosto de 2008

FERNANDA, ISABEL…

F

PEQUIM (tchau) – O mesmo raciocínio fotográfico serve (servia, as fotos voltaram a entrar) para as escassas palavras, agora, que serão dedicadas às gatíssimas velejadoras brasileiras Fernanda Oliveira e Isabel Swan, bronze na classe 470, a primeira da vela feminina para o país.

Resultado que faz deste esporte, novamente, o mais medalhado na história olímpica brasileira. O judô tinha passado, 15 x 14, mas agora o pessoal da água empatou de novo. E a vela ganha no desempate porque tem seis ouros, duas pratas e, agora, sete bronzes (contra dois ouros, três pratas e dez bronzes da turma do tatame).

Para um país que tem 8 mil km de litoral, faz até algum sentido ter um iatismo forte. Mas todos sabemos que não é bem a extensão de nossas praias que faz da vela uma modalidade tão bem-sucedida em Olimpíadas. O Brasil não é propriamente uma “pátria sobre barcos”, são poucos os praticantes, não há uma vasta massa de navegadores para se tirar da quantidade a qualidade.

Há, porém, uns caras e umas meninas muito bons nisso. Na sua maioria, gente de grana, que tem possibilidade de comprar os barcos e praticar muito. O que não faz deles nem um pouco menos merecedores de aplausos do que atletas que vêm da pobreza total. A dedicação é a mesma.

ELENA, ELENA…

E

PEQUIM (sem palavras) – Deu algum piripaque no publicador de fotos do blog, e não faz sentido falar sobre Elena Isinbaeva sem poder mostrar seu olhar profundo, suas longas pernas, seus braços esculpidos por algum artista renascentista. Elena, Elena… Acaba de ser eleita a deusa única e indivisível deste blog nos Jogos, depois do espetacular ouro no salto com vara, a saga épica e solitária pelos 5,05 m, recorde mundial que ela, generosa, deu de presente às 90 mil pessoas que estavam no Ninho.

Fiquei perdidamente apaixonado pelos olhos de Elena e pensei em convidá-la para jantar, usando o irresistível argumento de que tenho um Lada e que, por isso, mereço jantar com uma russa famosa e bonita. Só não convidei porque acho que hoje ela estará muito ocupada e porque minha mulher não entenderia nunca esse negócio de Lada, Rússia etc. Confúcio já dizia a seu fiel discípulo Gah-Fang-Yotung: “Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”, e Gah-Fang-Yotung sempre perguntava se tinha de ser Knorr, ou se servia de outra marca.

Assim, acho melhor ir dormir. Amanhã falo mais de Elena — com fotos (como o leitor mais atento notou, o piripaque foi solucionado depois de algum tempo, antes que eu fosse dormir; mas falarei mais de Elena amanhã mesmo assim).

E falarei também do inacreditável caso da vara desaparecida de Fabiana Murer, que saiu irritadíssima do Ninho, dizendo que nunca mais vai competir na China, acusando diretamente os organizadores pelo sumiço de seu equipamento. Fabiana abriu sua série com 4,45 m sem grandes dificuldades, mas acabou parando nos 4,65 m, sem a vara adequada. Queimou os três saltos nessa marca, que é difícil, mas já foi alcançada por ela antes. Só que não existe atleta no mundo que consiga se concentrar para uma prova de tamanha precisão, como é o salto com vara, depois de um problema dessa dimensão.

Morri de pena da Fabiana, doce garota que conheci rapidamente na semana passada num passeio por Pequim, assim que a equipe de atletismo do Brasil chegou à China. Talvez ela não conseguisse uma medalha, já que a prata ficou com uma americana nos 4,80 m e duas russas empataram em terceiro, com 4,75 m — marcas que Fabiana atingiu poucas vezes. Mas não importa, ela teria de ter ao menos o direito de tentar, e o sumiço da vara acabou com sua Olimpíada.

É um caso que terá de ser desvendado, primeiro, e explicado, depois.

OS FUTEBÓIS

O

PEQUIM (mais uma) – As meninas do Brasil passaram como um trator sobre as alemãs no futebol, 4 a 1, garantindo mais uma medalha para o país. Pegam na decisão os EUA, que atropelaram as frágeis (e feiosas) japonesas, 4 a 2. Na verdade, dizem os especialistas, a final antecipada, como eles adoram dizer, foi esse Brasil x Alemanha. A goleira loirona não levava um gol desde a Copa do Mundo, no ano passado! E tomou quatro hoje.

Pelo que vi até agora, as brasileiras são favoritas na decisão. Assisti a muitas partidas, embora não goste muito de ver mulher jogando bola. Acho que não há nenhum time taticamente acertado, com estilo claro de jogo, como acontece entre os homens. Futebol de mulheres é meio na correria, e por isso mesmo a habilidade ajuda muito. Isso as brasileiras têm, é só ver a Marta em campo, um espetáculo. São parecidas com os homens, em algumas coisas. Fazem embaixadinha e tiram um sambinha no vestiário. Vi isso lá em Tianjin. Achei meio esquisito, prefiro ver mulher sambando, não tocando pandeiro. Enfim…

Vocês vão ouvir até o dia da final, na nossa gloriosa imprensa verde-amarela, em comentários e entrevistas, que agora é a chance de o Brasil se vingar dos EUA, é a grande revanche de 2004, vamos devolver aquela derrota, vamos lá, Brasil!!!!! É porque em Atenas as americanas ganharam o ouro em cima das brasileiras e até hoje ecoam reclamações contra a arbitragem.

Sinceramente, não lembro. Não sou bom de lembrar essas coisas. Lembro só das vezes em que roubaram a Portuguesa. Dessas eu lembro todas.

Bom, as meninas vão ganhar uma medalha e isso é ótimo, porque elas merecem. Todo mundo merece ganhar medalha.

Até o time do Dunga, que chegou por aqui e amanhã pega a Argentina, em outra “final antecipada”. Jogão, no Estádio dos Trabalhadores, estaremos lá, ao vivo e a cores. Ronaldinho x Messi. Está de bom tamanho, não? Ronaldinho, aliás, está sofrendo na Vila Olímpica, onde a seleção acertadamente se hospedou em Pequim, descartando os hotéis luxuosos onde em geral os jogadores ficam — é preciso entrar no clima dos Jogos, e nas outras sedes isso não existe. Me contou o brother Arnaldo Ribeiro, da ESPN Brasil e de “Placar”, que o dentuço não consegue ir nem ao bandejão. Tietagem geral de atletas do mundo todo, querendo autógrafos e tirar uma foto.

É isso aí. Pensa que é fácil ser famoso?

SUMIU A VARA

S

PEQUIM (quem pegou?) – Nunca vi isso. Sumiu a vara da Fabiana Murer. Ela estava se preparando para o segundo salto, e a vara desapareceu. Não estava no local onde elas são guardadas. Ou, pelo menos, não foi encontrada. Fabiana está desesperada no Ninho, tentando fazer os comissários entenderem que seu equipamento sumiu.

Outro drama. Pesado. A esta altura, a concentração da Fabiana foi para o espaço.

BRASIL COM “Y”

B

PEQUIM (canso só de pensar) – De moderno, o pentatlo não tem nada, embora venha acompanhado do adjetivo desde 1912, quando a modalidade estreou nos Jogos de Estocolmo. Na Grécia Antiga, era a competição que consagrava os atletas mais completos: corrida de 200 m, lançamento de disco, arremesso de dardo, salto em distância e luta livre para arrematar.

Em 1912, o Barão Pierre de Coubertin resolveu inovar. Diz a lenda que quis homenagear os soldados franceses que sofreram o diabo na guerra com a Prússia e recriou o pentatlo baseado naquilo que eles precisavam saber para derrotar os inimigos: atirar no meio da testa deles, furá-los com uma espada, atravessar rios a nado, montar cavalos roubados e sair correndo se desse tudo errado.

Assim nasceu o pentatlo moderno, que teve como seu mais célebre competidor em Olimpíadas o general americano George Patton, quinto colocado em Estocolmo — herói doidão da Segunda Guerra, um alucinado que acreditava ter lutado em Tróia e servido ao imperador Júlio César em outras vidas.

A delegação brasileira tem uma representante no pentatlo moderno, o “Y” de nossa série olímpica. É Yane Márcia Campos da Fonseca Marques, 24 anos, pernambucana de Afogados da Ingazeira, pequena cidade de 35 mil habitantes a 375 km de Recife, no Sertão do Pajeú, terra do cangaceiro Adolfo Meia-Noite, cabra macho da peste.

Aos 11 anos, ela se mudou com a família para a capital. Pai, mãe, um irmão e duas irmãs. A mãe, funcionária pública. O pai, funcionário da Celpe, a Companhia Energética de Pernambuco. Lá, deu suas primeiras braçadas na escola de natação Nikita. Então, foi fundada uma federação de pentatlo moderno no Estado e ela foi convidada para conhecer a modalidade. Começou a praticar em 2003. Nunca tinha dado um tiro, segurado uma espada ou montado um cavalo na vida.

Aprendeu rápido a seqüência de provas que formam o pentatlo moderno: tiro esportivo com pistola de ar, 10 metros; esgrima, combates-relâmpago com espada de um minuto cada, no máximo; natação, 200 m livre; hipismo, saltos com 12 obstáculos (um duplo e um triplo) com cavalo sorteado; e corrida de 3.000 m em qualquer tipo de piso — aqui será sintético.

Tudo no mesmo dia, começando às 8h30 e terminando quase 12 horas depois. Uma maluquice, em resumo. Yane compete sexta-feira, dia 22. Chegou ontem a Pequim, depois de 17 dias treinando em Seul, na Coréia. E conversou com este blog, que adorou o sotaque da menina e sua sinceridade: “Eu ganhei medalha de ouro no Pan e as pessoas acham que vou chegar aqui e ganhar de novo. Não é assim, não. Olimpíada é outro patamar. Me perguntam se eu vou levar medalha, e eu respondo que estou indo buscar, mas não garanto que vou trazer”, diz, divertida.

Quando você começou, já tinha noção das outras provas além de natação?

Tinha, não. Comecei tudo do zero. Quer dizer, eu já nadava e correr é um negócio normal, né? O resto era tudo novidade. Mas eu me adaptei bem a todas as provas. É meio complicado para treinar, porque precisa de estande de tiro, lugar para praticar equitação, mas eu tento fazer tudo lá em Recife, mesmo.

Qual delas é a mais complicada?

Cada uma tem a sua dificuldade, mas eu acho que é o hipismo, porque no pentatlo a gente não conhece o animal, ele é sorteado na hora da prova. Mas é igual para todo mundo.

Os especialistas dizem que é preciso treinar pelo menos uns dez anos para se tornar um pentatleta de bom nível. Você começou outro dia e já tem bons resultados. Como é que conseguiu, tão rápido?

Pois é, menino, eu faço cinco anos de pentatlo em outubro… Acho que é porque algumas provas exigem muito fisicamente, e eu sou nova e bem preparada. As outras são mais técnicas, é questão de treino. Não sei, acho que foi o destino. Mas treino e dedicação também ajudam.

O ouro no Pan foi uma surpresa para você?

Sim, claro. Achei que o ouro seria quase impossível. Mas acho que acordei num daqueles dias, sabe?

Sei. Aqueles em que dá tudo certo…

Pois é, menino, deu tudo certinho. Mas aqui é diferente, as pessoas precisam entender que Olimpíada é outro patamar.

E qual seu objetivo em Pequim?

Vim aqui para dar o meu melhor. O que tinha de treinar, foi treinado. Eu quero é sair satisfeita, independentemente do resultado, porque fiz tudo que tinha de ser feito. Mas a realidade de uma Olimpíada é bem diferente de um Pan-americano. Eu fiquei me preparando na Coréia e lá, só na esgrima, podia jogar num centro de treinamento com 20 ou 30 adversários por dia. Em Recife, somos cinco. Então, não tem comparação. Na Hungria, por exemplo, o pentatlo moderno é o esporte nacional. Fora a turma do Leste Europeu.

Esporte nacional na Hungria?

É, as mães colocam as crianças desde pequenininhas para fazer pentatlo. Acho que é pra elas ficarem cansadas de noite.

Falando nisso, em que estado você termina um dia de prova?

Menino… No começo eu ficava que não conseguia nem andar direito no outro dia. Hoje é mais tranqüilo. Uma dorzinha aqui, outra ali, uma puxadinha na coxa, mas já acostumei.

A ordem das provas é meio cruel, não?

A gente começa com o tiro, quando a cabecinha ainda está normalzinha. Aí vem a esgrima, e começa a ficar na pilha. Porque são todos contra todos, e aqui são 36 competidores, então vou fazer 35 lutas. Um minuto de luta, ou um toque no outro. Se empatar, os dois perdem pontos. Aí vai para a natação, que é normal, o hipismo, que tem aquele problema do cavalo sorteado, e depois a corrida, com o que sobrou do dia. Um bagaço só.

Bom, então vamos fechar com minhas perguntas moderninhas… Cite cinco atletas que você admira.

Deixa eu ver… Gustavo Borges, Rodrigo Pessoa… Pô, cinco?

Podia ser pior, se você disputasse o decatlo…

Bom, então deixa eu pensar… Coloca aí uma francesa, a Amelie Case, que vai competir comigo. Faltam dois, né?

É. Pode ser alguém do passado.

Do passado já falei o Gustavo Borges. Não vou ficar falando de museu, né? Mas pode colocar dois do passado, sim: o Guga e o Ayrton Senna.

OK. Agora, cinco coisas que você gosta de comer.

Massas, feijão, caranguejo, camarão e tudo que é doce.

Para terminar, se você encontrasse o gênio da lâmpada e pudesse fazer cinco desejos, quais seriam?

Bom, acho que o primeiro seria ganhar uma medalha olímpica. Depois, ter uma família bem grande, eu adoro família. O terceiro… Me realizar profissionalmente. Quero continuar trabalhando com esporte. Quarto: mais humanidade por parte dos políticos, das pessoas que comandam o mundo. E por último, mais paz e fé nos corações de todo mundo.

LADALAND CHINESA

L

PEQUIM (só podia) – Já que é para tribupiar nossa pátria varonil, mais um pódio que, sozinho, representa mais do que a delegação brasileira conseguiu em Pequim até agora (mas vai conseguir mais, tem o vôlei de praia, o vôlei de quadra, a vela, o hipismo, os “futebóis” e o atletismo ainda com chances; não se desesperem).

As três russas encaçaparam o resto do mundo no tênis: ouro para Elena Dementieva, prata para Dinara Safina e bronze para Vera Zvonareva.

Eufórico, perguntei a um jornalista russo que por acaso foi meu vizinho de mesa ontem o que elas tinham em comum e ele me respondeu que todas começaram cedo, tomavam muito iogurte na infância e seus pais andavam de Lada, o que me fez compreender imediatamente o sucesso do trio.

Aliás, continuo fazendo minha contagem particular e a URSS, se ainda existisse, estaria liderando o quadro pelo critério americano, de total de medalhas, com 77 — 16 de ouro, 25 de prata e 36 de bronze. Pelo método de classificação mais popular, o ouro mandando, os soviéticos estariam em terceiro até agora. Falando nisso, a briga EUA x China está boa no total, 65 x 61 para os americanos, mas os chineses estão goleando, ou “medalhando”, nos ouros: 35 x 19. Já foram distribuídas 536 medalhas nestes Jogos, sendo 170 de ouro, 171 de prata e 195 de bronze. Uma curiosidade: os medalhados dos 50 m livre na natação receberam medalhas erradas no pódio, as reservadas ao feminino. Depois trocaram. Foi o Cesar Cielo que contou.

DRAMALHÕES

D

PEQUIM (chororô) – Os jornais de hoje no Brasil, possivelmente, vão estampar em suas primeiras páginas fotos de Diego Hypólito atônito levando um tombo no final de sua apresentação — que de acordo com os especialistas vinha sendo muito boa até o último movimento.

Diego chorou muito, disse que não tinha condições de falar com os jornalistas, voltou atrás, deu entrevistas e pediu desculpas ao povo brasileiro. Abro mão da minha parte, atleta nenhum precisa se desculpar comigo por não ganhar o que achava que ia ganhar. Faz parte do jogo, a medalha seria dele, não minha.

O que percebi, na verdade, é que os resultados em geral da ginástica foram bem ruins para a equipe brasileira. Nenhum dos candidatos a medalhas conseguiu nada. Jade Barbosa se sentiu aliviada porque “finalmente acabou”, não aguentava mais a pressão (enorme, ela será apedrejada quando chegar ao Brasil; esses atletas às vezes exageram, você conhece alguém que “pressionou” a pobre Jade?), Diego caiu sentado e disse que “não acreditava” e Daiane dos Santos, a única que, para mim, encara as coisas de um jeito mais realista, avisou que no fim do ano pára com a ginástica para voltar a estudar.

Com a saída daquele técnico ucraniano que inventou a ginástica no Brasil, receio que o “efeito Guga” pode se abater sobre a modalidade. Quando o Guga ganhava torneios por aí, todo mundo falava de tênis. Começou a perder, o tênis deixou de existir. É só ver onde está o Brasil na Davis. No caso da ginástica, viramos todos especialistas em duplo twist carpado — eu continuo sem ter a menor idéia do que seja isso — quando Daiane, com toda sua simpatia e graça, desandou a ganhar medalhas pelo mundo. Sem ela, e sem resultados, pode apostar: ninguém mais vai falar de duplo twist carpado, até aparecer algum novo fenômeno meio sem-querer.

Mas drama por drama, esqueçam o da ginástica brasileira. A China hoje está comovida com Liu Xiang, campeão olímpico e mundial dos 110 m com barreiras. Ao lado de Yao Ming, do basquete, parece ser o maior ídolo esportivo local. Era certeza de medalha, em outra das provas nobres do atletismo. Antes da sua primeira série classificatória, ele já parecia sentir uma contusão no tendão de Aquiles do pé direito, que o aflige há seis anos. Houve uma largada falsa. Da segunda, Xiang nem participou. Tirou o número da camiseta e desistiu, para comoção do país.

Espero que nem todos chorem. Se 1,3 bilhão de chineses começarem a chorar ao mesmo tempo, vai inundar estar merda toda.

ASSIM É

A

PEQUIM (realidade) – Nesta imagem estão duas medalhas da Jamaica, conquistadas ontem à noite nos 100 m rasos. Shelly-Ann Fraser (com o 4 no shorts) ganhou com 10s78 e em segundo, com 10s98, chegaram Sherone Simpson (2) e Kerron Stewart. Como fizeram o mesmo tempo, ambas deixaram o Ninho prateadas.

Em 10s98, portanto, a Jamaica ganhou uma medalha de ouro e duas de prata. Em 10s98, a Jamaica conseguiu mais do que a delegação brasileira inteira até aqui nos Jogos de Pequim.

PERDER DÓI

P

PEQUIM (incrível) – Palavras do heptacampeão do Norte-Nordeste nos 100 m rasos, Sandro Viana, ao Maurício Teixeira, do iG (a íntegra está aqui): “Eu vim aqui para ver um grande espetáculo, mas o que eu vi foi uma palhaçada. Pode perguntar para qualquer cientista, o que ele fez é impossível”.

O heptacampeão do Norte-Nordeste se refere ao recorde mundial de Usain Bolt, atleta que ele, Sandro Viana, enfrenta também nos 200 m, a especialidade do jamaicano.

Confúcio dizia com muita propriedade a seu fiel discípulo Gah-Fang-Yotong: “Invejar é uma forma aberrante de homenagear a superioridade”. E ao abaixar a cabeça humildemente diante do Gah-Fang-Yotong, arregalou os olhos e perguntou: “Onde tu descolou esse tênis?”.

Motivado pela manifestação de Sandro Viana, e lembrando das palavras sábias de Confúcio, encomendei adesivo que será enviado oportunamente à casa do heptacampeão do Norte-Nordeste.

DOMINGO NO PARQUE (3)

D

PEQUIM (solzão) – Ni hao pra vocês também. A segunda amanheceu com sol e céu azul neste lado do globo. Para quem curtiu os vídeos do Parque Olímpico ontem, este modesto blog preparou uma galeria de fotos que, finalmente, mostra uma chinesa nua!

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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