Arquivosegunda-feira, 5 de outubro de 2009

MAIS LOUCO É QUEM ME DIZ

M

BRATISLAVA (gostei daqui) – Eu não queria contar, tinha vergonha, mas vou. O real motivo desta viagem é tirar uma dúvida que me atormenta há anos. Como é que se pronuncia Brno, afinal?

Chegou o dia. Depois de desmaiar de cansaço em Praga ontem, resolvi sair cedo para Bratislava, já que a esticada era razoável, quase 300 km. Não queria viajar de noite e, principalmente, não queria chegar à capital eslovaca muito tarde, para ter tempo de jantar decentemente.

Bati o olho no mapa e lá estava: para ir de Praga a Bratislava, teria de passar por… Brno! E, finalmente, depois de tantos e tantos anos, perguntaria a um brnense a pronúncia correta, para nunca mais errar.

De dia todos os Trabis são pardos, não chamam muito a atenção numa segunda-feira atarefada, carros por todos os lados, pessoas ocupadas com seus trabalhos, sem tempo para olhar meu carrinho esquisito no meio da multidão. Quero dizer, com tudo isso, que o policial gordinho não cruzou meu caminho hoje.

Estava na boca para a estrada, logo caí na E55 muito movimentada, caminhões a dar com o pau, calculei mais ou menos quanto dava para rodar com os 11 litros do tanque e fui. Não arrisquei estradas secundárias, porque pelas indicações do mapa elas eram terciárias e quartenárias, trilhas, um mergulho no desconhecido, e hoje meu humor não estava muito bom para imprevistos.

Nem o meu, nem o de Gerd. Saímos em silêncio, meio emburrados, e Gerd chegou a dar duas engasgadas em quarta, mas nem reclamei. Sei lá, o cara pode ter acordado num dia ruim, não estava a fim de papo, vai ver hoje é alguma data especial, desmanchou um namoro num 5 de outubro, não conheço sua vida a fundo, ainda. Ele conhece a minha, quando se passa tanto tempo dentro de um carro, sua vida é automaticamente absorvida por suas entranhas metálicas — no caso de Gerd, de fibra de algodão e plástico —, mesmo que você não diga nada. A recíproca, porém, não é verdadeira. Leva-se um tempo para conhecer um carro a fundo.

E assim fomos, em silêncio, apesar das engasgadas que agora posso dizer foram ridículas e não me comoveram minimamente, eu sabia que tinha de colocar gasolina e quando, então nem vem, pode engasgar à vontade que vou parar quando quiser.

Na hora que julguei mais apropriada, parei num posto, já nos subúrbios de Praga. Ainda estava fazendo o check list (a saber: 1 – Desligar o motor; 2 – Tirar a chave do contato; 3 – Puxar o freio de mão; 4 – Abrir o capô por dentro; 5 – Apagar os faróis, obrigatórios mesmo durante o dia; 6 – Desligar o rádio; 7 – Soltar o cinto de segurança; 8 – Fechar o vidro; para, em seguida, ao sair do carro: 9 – Pegar o óleo no porta-malas; 10 – Vestir as luvas descartáveis de plástico oferecidas pelo posto, grande sacada, essa das luvas; 11 – Conferir a quantidade de gasolina no tanque com a régua; 12 – Calcular quanto de óleo colocar para x litros de combustível, conta difícil, demanda concentração; 13 – Certificar-se de que escolheu a mangueira correta, porque se vier diesel fodeu; e aí, finalmente, abastecer), quando encostou na janela, interrompendo a sequência de eventos, um rapaz bem apessoado, jovem, falando “nice car” num bom inglês, ao que respondi que era mesmo.

O menino, simpático, veio com um papo aranha, perguntando se eu ia para Bratislava. Não me lembrava de ter olhado no espelho pela manhã e ter visto uma cara de quem ia para Bratislava, portanto não sei como ele adivinhou, e eu disse que não, que ia para Junkovic, nome que inventei na hora e não soa checo, mas iugoslavo.

Quando ele me disse que era da Alemanha Oriental, achei que fiz bem em planejar com minha Junkovic a negativa ao pedido de carona que viria, porque algo ali me dizia que tinha caroço naquele angu. Se o cara era mesmo alemão, não tinha sentido falar em inglês com alguém que abastecia um Trabant com placa alemã.

Desconfiança besta, no fundo, porque o problema mesmo era espaço. O rapaz estava com mais dois amigos, ambos bem jovens, mas cheios de mochilas. Não cabe muita coisa num Trabi, se ele não tiver um babageiro no teto. Minha mala vai no porta-malas e minha mochila vai no banco de trás. Não teria onde enfiar três passageiros com sua respectiva bagagem no Gerd. Eles que esperassem por um Cadillac.

Perguntei para onde iam, e me contaram que estavam seguindo de carona para o Irã. Falaram com muita naturalidade, como se fosse a coisa mais comum do mundo ir de carona ao Irã, cheguei a pensar que estavam me sacaneando, perceberam a mentira de Junkovic e inventaram que iam ao Irã, mas parece que iam, mesmo. Via Bratislava, Budapeste e Istambul.

Não era minha rota, de qualquer jeito. Abasteci, gastei algumas coroas das que sobraram do episódio policial da noite anterior e de volta à estrada. Sempre fazendo o check list, claro, que é tudo que fiz quando cheguei ao posto, só que de trás para frente. E ainda lavei o parabrisa, que estava cheio de corpos mutilados de mosquitos, mariposas, libélulas, borboletas, besouros, morcegos e pelicanos.

Não revelei a Gerd meu desejo secreto de chegar logo a Brno e perguntar a um brnense como se fala Brno. Creio que ele engasgaria de novo e me acharia um retardado. Então fomos, e aos poucos a estrada foi ficando menos movimentada e comecei a ficar com sono. Gerd seguia em sua marcha normal, noventaporhora (nova palavra alemã, criada agora), sendo ultrapassado por um enxame de Skodas, todos eles com nomes de mulheres — Octavia, Fabia, Felicia, os caras da Skoda devem ter alguma tara em nomes masculinos que viram femininos, os próximos lançamentos serão Pedra, Felipa e Ronalda —, e achei melhor procurar um lugar para comprar um Red Bull ou tomar um café, essas coisas que deixam a gente acordado.

Parei num pequeno restaurante, uma lanchonete, na verdade, deliciosamente modesta e decadente, e tinha Red Bull. Em checo, eu não sei nem dizer “quanto é?”, mas sei dizer Red Bull, disse Red Bull, o tiozinho me deu a lata e eu lhe dei uma nota de 100 coroas, que deveriam ser o bastante, 4 euros. Custou 50, 2 euros, mais barato que no Brasil.

Tomei o Red Bull e me mandei cruzando os Cárpatos, já desperto, esse negócio é incrível, meio ruim, pegajoso, doce demais, mas tira o sono de verdade, e toca para Brno atrás de um brnense. A uns 20 km da cidade começaram a surgir as placas para o autódromo. Por uns dois segundos, cheguei a pensar em conhecer a pista, mas não estava a fim de perder muito tempo e segui para parar em outro posto onde, finalmente, perguntaria como se fala Brno.

Parei e veio uma gordinha interromper meu check list, em inglês de novo. Queria saber se eu ia para Bratislava. Em algum lugar, em mim ou no carro, devia estar escrito que eu estava indo para Bratislava. Disse que sim, não quis repetir a história de Junkovic, e fui honesto. São quantos? Duas, ela disse. Não cabe, eu disse. Sorry. Ela sorriu, agradeceu e foi procurar carona em outro lugar.

Abasteci, tomei um competente expresso Segafredo — para ser honesto, o melhor da viagem até agora, num posto em Brno —, tinha um bom computador a 20 coroas por 10 minutos, dei uma internetada e fui embora. Na saída do posto lá estava a gordinha com sua amiga, uma magrela loira, com duas mochilas enormes no chão e uma placa escrito “Bratislava”. Fiquei com dó das duas e parei. A gordinha sorriu e já pegou a mochila, a loira fez o mesmo e ambas ocuparam Gerd com maestria, colocando uma das mochilas e algumas sacolas debaixo da minha mala, a outra atrás do banco, eu expliquei que o carro era lerdo e desconfortável, mas pelo jeito elas não se importaram muito, e fomos para Bratislava.

A gordinha era da Inglaterra, Oxford, chamava-se Miranda (a mãe é grega), e a magrela era do País de Gales, Helen. Gerd pareceu se animar. Você fica com a gordinha, disse a ele baixinho, mas é claro que a loira magrela foi atrás e a gordinha, na frente. Sem problemas, não estou mais na idade de disputar loiras magrelas com um Trabant. Tínhamos 100 km pela frente e seguimos conversando banalidades, elas sem se dar conta de que estavam num autêntico Trabi rodando pela Cortina de Ferro, Helen até dormiu sabe-se lá como naquele aperto, mas tudo bem.

Viajam há cinco semanas, exclusivamente de carona. No total, vão ficar seis meses por aí. Têm 22 anos, ambas, e acabaram de se formar em relações internacionais ou oceanografia, não entendi direito. E para onde vão?, perguntei. Para o Irã, responderam.

Depois o doido sou eu.

A minha carona era a 30ª da viagem, contaram, e disseram que as mochilas eram enormes porque carregavam uma barraca cada uma, e sua rotina nas últimas cinco semanas tem sido essa, pegar carona e dormir nas barracas acampadas em qualquer lugar, em geral nas florestas atrás de postos de gasolina. Quando dá, ficam em fazendas ou bares e restaurantes que participam de um programa para hospedar jovens mochileiros por toda a Europa, uma rede internacional, alguma sociedade secreta, sei lá eu, e em troca da hospedagem e de comida elas trabalham duas ou três horas por dia cuidando do jardim, ordenhando vacas ou servindo cerveja no balcão. Bem legal, isso. Até agora, disse a gordinha, só tivemos de pagar por duas noites em pensões.

Já chegando a Bratislava, parei mais uma vez num posto, agora para tomar café, e a loira magrela, que parecia estar no comando, avaliou a situação e decidiu: vamos ficar aqui. Resolveram acampar antes de anoitecer, e o posto lhes pareceu um bom lugar antes de seguirem para Budapeste. A gordinha me contou que de vez em quando acontecem alguns imprevistos. Na semana passada, um caminhão largou as duas de noite, já na República Checa, no meio do nada. Chovia e elas não tinham onde armar suas barracas. Andaram pelo acostamento por 5 km até encontrar um pequeno bosque cheio de lobos e ursos, pelo que entendi.

Deixei as duas no posto e logo mudaram de planos, parece, porque surgiu um caminhão com placas da Hungria, e quando fui embora vi que elas negociavam a 31ª carona, talvez desse para chegar a Budapeste hoje mesmo. Desejei boa sorte e segui para Bratislava, capital da Eslováquia, país no qual já havíamos entrado sem que nenhum controle tivesse sido feito na fronteira, assim como quando saí da Alemanha e entrei na República Checa.

Acho ridículo, isso. Pelo menos a um carimbo no passaporte deveríamos ter direito, nós que viajamos de carro por esta Europa de godos e ostrogodos. Se querem desativar os postos de fronteira, ok, que façam. Mas deixem ao menos uma barraquinha, “carimbe aqui seu passaporte por 2 euros”, eu pagaria. Um saco, isso. Saí da Alemanha, entrei na República Checa, saí da República Checa, entrei na Eslováquia e nenhuma autoridade europeia sabe dos meus passos. Eu poderia estar espalhando bombas de plutônio pelas estradas, que ninguém se daria conta.

A Eslováquia é um país novo, foi criado nesse formato de hoje em janeiro de 1993, embora os eslovacos formem um povo com mais de dois mil anos de história. Tem cinco milhões de habitantes e, desde o começo deste ano, adotou o euro como moeda oficial no lugar da coroa eslovaca, o que é muito bom, porque não me dei bem com as coroas. Entrei em Bratislava ao anoitecer, a tempo de ver ainda um belo pôr-do-sol na estrada, rumo ao Centrum, porque meu hotel ficava nos pés do castelo da cidade, e não devia ser muito difícil de achar. Não foi mesmo, nem precisei cruzar o Danúbio, foi de uma tacada só, Centrum, Centrum, Centrum, castelo e hotel, ótimo, estacionei Gerd, eram pouco mais de sete da noite, um banho e rua, o centro histórico é aqui do lado, pequenino e encantador, a cidade deve ser linda de dia, procurei um restaurante, achei um que se chama Rio, não tive dúvidas, sentei, pedi uma caipirinha (a minha é melhor, mas esta estava mais do que passável, tanto que tomei duas), comi um macarrão, fiquei olhando o movimento, me diverti com o cardápio que tem especialidades brasileiras como pastel de frango, não sei de onde tiram essas coisas, feijoada e pão de queijo, voltei a pé e aqui estou, pronto para dormir logo e aproveitar bem o dia amanhã, porque a perna rodoviária será curta, até Viena, Bratislava e Viena são as capitais mais próximas do mundo, e assim terei tempo de conhecer esta que era a fronteira mais setentrional do Império Romano, a capital do Reino da Hungria quando os otomanos tomaram Buda, terra de gente bonita e elegante, Bratislava, muito prazer.

E dormir tranqüilo, porque finalmente aprendi como se fala Brno.

MCLAREN X MERCEDES

M

mp412cBRATISLAVA (fechou o tempo) – Mais uma do Saward, que ajuda a jogar algumas luzes sobre as negociações entre Mercedes e Brawn GP. Para quem não sabe, são fortes os rumores de que a montadora vai comprar uma boa parte do time marca-texto. E começam a ficar fortes, também, os rumores sobre um divórcio entre Mercedes e McLaren — a empresa alemã detém 40% da equipe inglesa e estaria disposta a se desfazer da participação.

O motivo: o novo brinquedinho de Ron Dennis, que agora cuida dos carros de rua da McLaren. “De rua” é modo de falar. Vejam aí na foto o primeiro deles, o MP4-12C (mais imagens aqui). É um F-1 com faróis. Ocorre que, segundo Saward, Dennis quer transformar a marca McLaren numa espécie de “Ferrari inglesa”, uma grife de supercarros, e isso vai acabar levando o grupo a fazer seus próprios motores — terceirizando, claro; na prática, colocando o nome na tampa do cabeçote, como já está fazendo com esse carro, lançado no começo de setembro.

O passo seguinte seria usar tais motores na F-1, mesmo, para ajudar a divulgar seus produtos. E a Mercedes, de parceira, viraria concorrente. Aliás, na história dos carrões já é, de certa forma: a montadora apresentou outro dia em Frankfurt o SLS AMG, que concorre na mesma faixa de mercado.

Faz sentido, o raciocínio do colega inglês. A Brawn seria a válvula de escape dos alemães para não perder espaço na F-1.

RELAÇÕES PERIGOSAS

R

bernieeeBRATISLAVA (cada um na sua) – Na Inglaterra, é grande o zunzunzum dos jornais sensacionalistas para tentar descobrir quem é a nova companheira de Bernie Ecclestone, que no fim de 2008 se separou da ex-modelo croata Slavica depois de 24 anos de casamento. Sobre o assunto, o respeitado jornalista Joe Saward publicou uma nota em seu blog abrindo uma boa discussão: devemos nós, que conhecemos sua identidade, revelá-la sabendo que todo mundo vai cair matando na moça porque ela é bem mais nova, insinuando que estão juntos só por dinheiro? Deve-se jogar alguém aos tubarões da iniquidade humana em nome de uma informação que não tem a menor importância, e só diz respeito aos dois e a suas famílias?

A resposta é: não.

Julgar homens ou mulheres que têm relacionamentos com pessoas bem mais novas ou bem mais velhas é de uma pobreza de espírito sem tamanho. Que Bernie e sua nova companheira sejam felicíssimos, e pronto. E daqui não sai mais nenhuma palavra.

KUBICA NA RENAULT

K

kubicaaaBRATISLAVA (linda, a lua) – Amanhã de manhã, 11h aqui na Europa Central, 6h de vocês aí no Brasil, a Renault deve anunciar a contratação de Roberto Kubica. Mas mesmo sem anunciar ainda, já é ele. Boa escolha para o lugar de Alonso. O segundo piloto, provavelmente, não será anunciado. Acredito que a Renault tem enormes dúvidas sobre Groesjean, depois de suas primeiras corridas pelo time.

Falando em Kubica, notei que na transmissão da TV alemã os caras também falam “Kubitza”. Eu implico um pouco, mas não tem regra para isso. Quem fala “Kubitza” deveria falar “Parrí” em vez de “Paris”, para respeitar a pronúncia local. Por outro lado, não deveria dizer, sei lá, “Masquerano”, e sim “Masxerano”, se quisesse aportuguesar tudo.

Vai de cada um. E não tem a menor importância, na verdade.

A VOLTA DE MASSA

A

BRATISLAVA (colocando a conversa em dia) – Bem, as últimas da F-1 merecem alguns posts à parte. Começando com a viagem de Massa à Itália, para começar a trabalhar de verdade em simuladores em Maranello e, nos próximos dias, quem sabe, andar num GP2 ou no carro do ano passado para ver como se sente.

Tem gente forçando a barra nessa história de voltar ainda neste ano. Continuo achando que não volta. Nem deve.

Eu volto. Daqui a pouco.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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