Arquivosábado, 26 de novembro de 2011

FIM DE FEIRA (16)

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SÃO PAULO (20°C, mas tá menos) – É claro que não será um treino a definir quem fica na equipe. Mas como eles disputam a mesma vaga, Bruno ter ficado em nono e Petrov em péssimo-quinto conta a favor. São várias pequenas coisas, mais uma grande mala de dinheiro, que vão determinar os pilotos da futura Lotus em 2012.

Senninha fez uma ótima classificação em Interlagos. E estava meio apagado depois dos pontos de Monza. Foi aplaudido pelo público e pelo time. “É legal trazer um pouco de felicidade para a equipe. Estou contentaço!”, falou o primeiro-sobrinho.

Em nono no grid, tem de lutar para pontuar. Qualquer resultado que não seja terminar entre os dez primeiros será ruim.

FIM DE FEIRA (14)

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SÃO PAULO (20°C, escurecendo) – E aí que Barrichello fez o 12° tempo e disse que foi uma das melhores voltas que já deu em Interlagos. “No limite, limitaço!”, comemorou. “Tirei tudo que dava para tirar.” E foi mesmo. Com esse carro, Rubens fez mais do que se poderia esperar. Ele tem uma relação especial com Interlagos. Guia bem aqui, apesar de o retrospecto não ser grande coisa.

Agora no fim da tarde, Rubens foi um dos convidados para o bolo que a Ferrari ofereceu a Massa pelo seu centésimo GP em Maranello. Estavam lá integrantes da Sauber, Schumacher, amigos, familiares. E Rubens foi muito aplaudido pela turma de sua ex-equipe.

Ele tenta, de todas as formas, ficar na F-1. É aspiração legítima, mesmo que tenha de pagar para correr. Se tem onde arrumar dinheiro, que mal que tem? Felipe acha meio absurdo, a essa altura da carreira, alguém como Barrichello ter de sair com a pastinha debaixo do braço. Eu não acho nada. Cada um faz o que tem vontade. As coisas entre Williams e Raikkonen esfriaram. A BBC diz que já era. Rubens fica ou não fica? Palpite? Não sei se arrisco. Arrisco?

FIM DE FEIRA (13)

F

SÃO PAULO (21°C, quase garoando) – Vamos lá, antes que fique tarde. Sebastian Vettel fez a 15ª pole no ano e mandou o recorde de Mansell para o espaço. Maior número de poles numa temporada. Nigel fez 14 em 16 GPs, em 1992. Vettel teve 19 corridas para tal e mandou 15. “É histórico”, falou. Sim, a gente sabe. Aliás, esse rapaz é cheio de fazer história.

A de hoje, fez em 1min11s918, com 0s181 de vantagem para Webber, el Desolado Canguru. E a Red Bull está na primeira fila em Interlagos e é grande favorita para ganhar a corrida de amanhã.

Vettel é uma figurinha. Meu irmão Julio, que está na cobertura com a rádio, testemunhou um negócio bem legal. Quando ele voltava ao escritório da equipe, depois de dar duzentas entrevistas, um repórter alemão derrubou seus papéis no chão e Tiãozinho parou, abaixou-se, recolheu tudo e entregou para o coitado.

Pilotos não costumam ser tão gentis.

Button e Hamilton estão em terceiro e quarto. Jenson deve fechar o campeonato como primeiro dos outros, com o segundo lugar. Cara de bons amigos não tinha Alonso, quinto. Disse que esperava mais. Ao seu lado, Rosberguinho, normal.

Massa ficou em sétimo. Não foi bem. Contou que só teve um jogo de pneus no Q3 e isso acabou prejudicando. Torce pela chuva, não entendi bem por quê. Felipe não é lá o maior especialista do mundo no molhado. Mas chuva, às vezes, vira tudo de cabeça para baixo. Talvez seja isso. No seco, em condições normais, suas chances de pódio, sonho de um fim de semana primaveril, inexistem. Ah, Massa vai ganhar um bolo daqui a pouco, pelo seu centésimo GP pela Ferrari.

Vettel tem 30 poles na carreira, metade delas obtidas neste ano. Hoje passou Fangio nas estatísticas e é o sexto maior frequentador da primeira posição do grid em todos os tempos. À sua frente, Schumacher (68), Senna (65), Clark (33), Prost (33) e Mansell (32).

Volto já. Enquanto isso, escrevam qualquer coisa aí nos comentários. E vocês que estiveram em Interlagos, contem tudo.

FIM DE FEIRA (12)

F

SÃO PAULO (28°C) – No clique de Victor Martins, Nelsinho Piquet em sua primeira aparição num paddock de F-1 depois de sua saída da Renault. Bem recebido por todo mundo. Não vi ninguém olhando torto para ele. Nem há motivos. Aqui não há santos, como diz Bernie Ecclestone. Tirando eu, claro, um anjo de candura.

FIM DE FEIRA (11)

F

SÃO PAULO (simbora) – Bom dia, macacada. Cheguei faz um tempinho, mas estava dando umas voltas por aí. E então me mandaram esta foto. Finalmente Interlagos já pode receber o evento com alguma classe. Emerson Braz é o artista.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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