Arquivosexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

DOIS COROLLÕES

D

SÃO PAULO (aí tem briga) – Legal, a Toyota vai com dois carros na temporada toda do Mundial de Endurance, o WEC da FIA. Até outro dia, a ideia era colocar dois carros só em Le Mans. Hoje os japoneses confirmaram que Alexander Wurz, Nicolas Lapierre e Kazuki Nakajima vão dividir o #7, e Stéphane Sarrazin, Anthony Davidson e Sébastien Buemi irão alinhar o #8.

Por outro lado, Lucas di Grassi, contratado pela Audi, não vai fazer a temporada toda. Está escalado apenas para Spa e Le Mans, por enquanto, onde os quatroargólicos terão três carros. Nas demais etapas, com dois DKWs, os alemães vão utilizar André Lotterer, Marcel Fässler e Benoît Tréluyer num e o trio Tom Kristensen, Allan McNish e Loïc Duval no outro.

doiscorolloes

MCLAREN, 50

M

SÃO PAULO (forte) – O belo vídeo que a McLaren fez em homenagem ao seu fundador não tem imagens incríveis, nem roncos de motor. Apenas um texto. Muito bonito. A equipe está fazendo 50 anos. É uma das glórias eternas do esporte.

Foi o Ricardo Divila, outra glória eterna, que mandou.

RESTA UMA

R

giedo2SÃO PAULO (sexta gorda mesmo) Giedo van der Garde é o nome anunciado pela Caterham como companheiro de Charles Pic, mais um time que troca 100% de sua dupla para 2013. É o quinto estreante confirmado na temporada, ao lado de Max Chilton, Luiz Razia (os dois da Marussia), Estebán Gutierrez (Sauber) e Valtteri Bottas.

O holandês é herdeiro da marca de roupas McGregor e tem cacife. No ano passado, correu pela equipe júnior da Caterham na GP2.

As coisas se complicaram bastante para Bruno Senna, a não ser que o silêncio das últimas semanas signifique a tranquilidade de algo já fechado com a Force India. Não tenho informações. Mas o Américo Teixeira Jr. tem e garante que os indianos trabalham com apenas duas opções, Jules Bianchi e Adrian Sutil.

Como está demorando muito para haver uma definição, não se pode descartar uma reviravolta de última hora, mas parece que é muito difícil. Sigo com o palpite de Bianchi, por conta das relações futuras entre Force India e Ferrari, a quem o francês é ligado.

Por isso, não é bobagem começar a pensar no futuro de Bruno fora da F-1. Quais suas opções? Ficar como vaquinha de presépio na condição de reserva não vale a pena. Correr no DTM? O brasileiro andou testando com a Mercedes em Portugal. É um excepcional campeonato. As relações da família com a AMG, via Domingos Piedade (jornalista português que comandou o braço esportivo da Mercedes até 2006, amicíssimo de Ayrton), podem ajudar.

Pode ser um caminho, ótimo caminho.

FORCE INDIA VJM06

F

PSÃO PAULO (falta um) – Em Silverstone, quem mostrou carro novo também agora pela manhã foi a Force India. VJM06 é o nome do brinquedo, sendo V de “vamos”, J de “jogar” e M de “motorsport”, num claro plágio ao “vamos jogar bola” que um banco brasileiro usou como slogan de não sei qual campanha no ano passado.

Em relação ao carro de 2012, o VJM06 ostenta claras mudanças visando otimizar a passagem do ar. O degrau do bico também sumiu — alvíssaras. Apenas Paul Di Resta apareceu na apresentação, o que não quer dizer necessariamente que o time vá disputar o campeonato com um único piloto. A boataria da madrugada fez muita gente acordar mais cedo para ver se Bruno Senna chegaria de surpresa, envolto em fumaça de gelo seco. Não chegou. A equipe segue negociando com alguns pilotos para ver quem consegue depositar 20 milhões de dinheiros verdes primeiro.

Bianchi, Sutil e o próprio Senna seguem na briga. Há quem fale em Petrov e também em Mansell, Patrese e Alesi.

FERRARI F138

F

ferrarif138perfilSÃO PAULO (acumulou…) – Sem degrau no bico, para alegria geral da nação (ainda acho que aquilo do ano passado foi ação de um único projetista, que desenhou os carros de todas as equipes), eis a Ferrari F138. F de Ferrari, 13 de 2013 e 8 do motor de 8 cilindros, que disputa sua última temporada.

O sujeito que dá nome aos carros da Ferrari, um velhinho de longas barbas que tem uma sala secreta em Maranello perfumada com incenso e cheia de objetos esquisitos vindos de países exóticos, a maioria amuletos e figuras assustadoras, além de algumas imagens macabras penduradas nas paredes, ainda está à procura do critério universal de batismo, como se percebe. Ano passado, a referência era ao… ano — F2012. Crise de criatividade. No ano retrasado, ele decidiu homenagear os 150 anos da unificação da Itália. Ano que vem, o que será? FB142WC, segundo minhas fontes. F de Ferrari, B de Brasil, que faz em 2014 uma Copa do Mundo (“World Cup”), e será a segunda no país. Sacaram? Mas há uma possibilidade de se chamar, também, FFW14100NM, sendo F de Ferrari, FW de Primeira Guerra (em inglês, claro), 14 e 100 lembrando o centenário do início do conflito e NM de “never more”.

E o carro, afinal? Nota-se que tudo foi feito no sentido de otimizar a passagem do ar, inclusive e principalmente a remoção do degrau no alto do bico. No ano passado, fizeram o degrau com a mesma intenção e não deu certo. Assim, foi só tirar o dito cujo. A equipe, que começou a temporada de 2012 incrivelmente mal, conseguiu mesmo assim lutar pelo título graças a Fernando Alonso. A lógica indica, pois, que se começar bem será campeã. É no que acreditam os vermelhos, que desenvolveram a F138 no túnel de vento da Toyota na Alemanha. No seu próprio, pelo que se sabe, os ventos uivavam de forma um tanto quanto desengonçada e a ele, o túnel, foi atribuída grande parte da responsabilidade pelo fiasco das primeiras corridas do último campeonato.

Uma das novidades da apresentação foi Pedro de La Rosa, ao lado dos titulares Alonso e Massa. O veterano espanhol foi contratado como piloto de testes e está programada sua presença em um único dia no carro, durante as práticas de inverno. Possivelmente será a única vez que ele vai dirigir a F138 na vida. No resto de seu contrato, trabalhará em casa, no PlayStation. Massa começa os treinos em Jerez na semana que vem, porque Alonso vai ficar fazendo ginástica. Ou visitará um guru indiano, ou ainda um centro espírita na Vila Carrão. Ninguém sabe direito.

MARTINS, 10

M

SÃO PAULO (darei 17 minutos de folga a ele hoje) – Quem diria… Victor Martins completa hoje exatos dez anos de labuta no Grande Prêmio. Como suportei tanto tempo esse rapaz?

Fácil. Nunca vi alguém tão comprometido com um trabalho, quase uma causa, como essa figura que chegou a mim enviando alguns e-mails sem pé nem cabeça quando ainda estudava jornalismo.

Um dia, precisei de alguém urgente. Fui a uma pasta na minha caixa de e-mails que se chamava “candidatos”. Lembrava de alguns bons textos que tinha guardado, e que ele trabalhava no Banco do Brasil. Se bem me recordo, Martins ficava dentro dos caixas eletrônicos contando dinheiro. Achei que a proposta de trabalhar no site seria mais interessante.

Azar do Banco do Brasil. Sorte do Grande Prêmio. E do jornalismo.

Victor é jornalista 100% do tempo. Alma generosa, perfeccionista, respeitado, premiado. Um achado. Orgulho danado do cabra.

Aí embaixo, um print da home do Grande Prêmio da época de sua estreia, fim de janeiro de 2003. O Dú Cardim que encontrou, garimpando na net. As páginas ainda estão no ar, em alguma nuvem por aí. Se quiserem ler, é só clicar aqui.

Nestes dez anos, o site passou por tudo que se pode imaginar. O que não faltou foi crise. Só não passamos por um tipo de dificuldade: editorial. Meu editor-chefe não deixa.

Parabéns, jovem.

gpem2003

SEXTA GORDA

S

SÃO PAULO (daqui a pouco) – Andaram dizendo por aí que Paul Di Resta tinha dado uma pista, meio sem querer, de que seu companheiro na Force India seria Bruno Senna. A mensagem teria sido publicada no Twitter. E ele teria apagado.

Estou escrevendo tudo no condicional (na verdade, estou reescrevendo o post) porque a mensagem é mesmo fake, uma montagem meio vagabunda. O cara não faria isso, nesta F-1 tão controlada. E analistas informais de imagens internéticas notaram algumas imperfeições, como a diferença da distância entre o nome do piloto e o texto nas duas “tuitadas” reproduzidas abaixo. E outras tantas derrapadas do fanfarrão que andou espalhando esse negócio.

Se isso acontecesse, de qualquer forma, seria excelente para o brasileiro. Das duas vagas abertas para 2013, é óbvio que a da Force India é melhor que a da Caterham. Mas sigo com o palpite de que Bianchi será o companheiro do escocês.

Aguardemos. A Force India apresenta seu carro novo hoje, sexta, logo depois da Ferrari. E não há sequer a garantia de que o segundo piloto será anunciado. Com anúncio ou sem anúncio, a sexta-feira será gorda, com dois carros novos na praça.

jaeh

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
ASSINE O RSS

Categorias

Arquivos

TAGS MAIS USADAS

Facebook

DIÁRIO DO BLOG

fevereiro 2013
D S T Q Q S S
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
2425262728