Arquivoquarta-feira, 28 de janeiro de 2015

TÁ FICANDO LEGAL

T

SÃO PAULO (animei) – A série de vídeos da McLaren com infinitas referências a “Back to the Future” está ficando bem legal. Vejam este, que acabou de sair do forno. Button e Alonso — não basta ser piloto, tem de ser ator, também — repetem a saga de Marty McFly num carro que não é nenhum DeLorean, mas tem seu charme. E falam em viajar no tempo até… o dia GP do Brasil de 1988! Vamos ver o que vem por aí.

RÁDIO BLOG

R

SÃO PAULO (pior é que eu conhecia) – O blog anda pouco musical, então veio em boa hora o e-mail do Carlos Igaz. Reproduzo:

Quero fazer uma contribuição para o seu blog, que acredito que muita gente vai gostar. É sobre os 20 anos de lançamento do disco “Grand Prix”, da banda escocesa Teenage Fanclub. O disco estampa na capa um carro de F-1 da Simtek, de 1994, o que talvez justifique um pouco eu ter mandado isso para um blog de automobilismo. Mas, na verdade, é a qualidade musical o que vale aqui. Quem conhece esse disco sabe do que eu estou falando. Quem conhece a banda, mais ainda. Os caras são mestres em fazer músicas pop/rock com melodias maravilhosas e letras que falam, em sua maioria, de amor. Voltando ao disco, são 13 músicas lindas, perfeitas, de chorar, de tal qualidade que faz a gente se dar conta do abismo musical que surgiu de 20 anos pra cá. Dá pena da molecada de hoje… Se você não conhece, corra e escute!

Bom, acredite ou não, sim, eu conhecia. Não sei por que nunca coloquei nada aqui. Será que não? O blog tem mais de 18 mil posts e quase dez anos, pode ser que sim. Mas é provável que não. E como conheci? Primeiro, evidente, pela capa do primeiro disco, esse ao qual você se refere. Lembro dele numa visita à inesquecível Virgin, no centro de Londres, então a meca da música — era a maior loja do mundo de discos, CDs e até LPs, embora eles, naquela época, 1995, estivessem quase em extinção.

Foi em julho, e sempre que saíamos de Silverstone na segunda-feira para pegar o Varig em Heathrow à noite, dávamos um jeito de dar um pulo na Virgin. Na época o Oasis fazia muito sucesso e um dos caras chegou a dizer que Teenage Fanclub era a segunda melhor banda do mundo — depois da dele, claro. Por isso comprei o CD. Mas preciso procurar.

Acho Oasis melhor. Mas os escoceses da Teenage Fanclub são ótimos. Agradeçam ao Igaz pela lembrança.

MISSÃO

M

SÃO PAULO (suerte) – Fernando Alonso adotou como discurso para justificar sua volta à McLaren o desejo de terminar algo que começou. Ou seja: ele quer ganhar o título que deixou escapar em 2007, quando defendeu o time de Woking. Perdeu porque dividiu pontos demais com Hamilton, brigou com o companheiro, ficou sem clima na equipe, e Raikkonen aproveitou para jantar os dois.

Todos sabemos que não é isso. Fernandinho saiu da Ferrari por não ver no time italiano nenhuma perspectiva de ser campeão. E ele tem urgência para isso. Considerado há muito tempo o melhor piloto do grid, Alonso não ganha um título faz muito tempo. Foi bi em 2005 e 2006. Passou as últimas oito temporadas em branco. É muito para alguém do nível dele.

“Quero colocar o número 1 de volta ao cockpit da McLaren”, falou o espanhol, que citou Prost e Senna como “inspirações”. Quando dividiram os boxes da McLaren, com motores Honda como agora, os dois ganharam tudo e mais um pouco.

Não sei se vai acontecer logo, não sou adivinho, é provável que não, porque as coisas na F-1 costumam levar tempo, mas torço muito para que a McLaren, que apresenta amanhã seu carro novo, venha muito forte em 2015. Fortíssima, para brigar com Mercedes e Red Bull pau a pau. E que a Williams confirme sua ascensão, e que a Ferrari deixe de ser um bando de patetas.

Citei cinco equipes. Quase todas. Porque mais uma está abrindo o bico. Pouco depois de anunciar que não vai testar em Jerez, a Force India entrou na mira da imprensa alemã, que afirma que o time está falido, à procura de comprador, e talvez nem vá à Austrália e à Malásia. Considerando que ninguém sabe o que será de Caterham e Marussia, não se espantem se em algum momento apenas 16 carros compuserem o grid neste ano. Sauber, Toro Rosso e Lotus estão OK, e são as três que se juntam às cinco grandes com a certeza de que disputarão o Mundial até o fim — embora, no caso da Sauber, talvez não seja muito prudente afirmar coisas assim.

Grid com 16 carros é muita derrota.

DICA DO DIA

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SÃO PAULO (ah, Japão…) – Um blog só faz sentido quando a blogaiada participa ativamente, como aqui. A maioria dos posts acaba vindo de vocês, e a gente só descobre algumas coisas graças a essa interatividade impressionante. Acabo de receber um e-mail de Fabio Kendi. Leiam:

Oi, Flavio!

Nesses 13 anos que te acompanho, até hoje não sei como ninguém falou disso aqui, ainda…

É o seguinte: no final do ano fui visitar minha namorada (hoje noiva) lá em Yokohama, lugar onde, descobri depois, foi fundada a Nissan. No único dia em que saí andando a esmo pra conhecer a cidade, avistei o prédio executivo da empresa e vi um monte de gente indo à sua direção.

Até aí, você sabe bem, o prédio pode servir de passagem pra alguma das dezenas de estações de trem e metrô (é, pra entrar em prédios no Japão, a gente não precisa passar por balcão de cadastro, pegar crachazinho e tirar foto na webcam). Eis que um croqui logo na entrada aponta que existe um Nissan Motor Hall (ou coisa do tipo, não me lembro exatamente).

As fotos falam por si mesmas, mas é de arrepiar o trabalho com que foi feito esse, sei lá, quase-museu — e dei sorte porque a marca comemora 80 anos em 2015. Na minha opinião, há um defeitinho porque a parte histórica está meio escondida (e é o que me emocionou de verdade), mas entendo que, acima de tudo, há os negócios. E, olhando por outro ângulo, até acho que tem justificativa, já que por este corredor passam engenheiros, executivos, secretários… Talvez seja uma forma de lembrá-los de como tudo começou.

Enfim, quem for a Yokohama e gosta de carros, acho difícil não começar a sentir uma baita empatia pela marca (problemas trabalhistas à parte, como a gente viu no Salão do Automóvel aqui em SP), porque, aprendi com você, não se trata apenas de motor, lataria e vendas, mas sim da alma de muita gente que aplicou, arriscou e conseguiu construir histórias/carros tão cheios de vida.

Um grande abraço e Feliz 2015.

Outro abraço enorme, Fabio. As fotos ficaram muito boas e estão aqui. Escolhi uma a esmo para ilustrar o post. Parabéns à Nissan.

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DESFALQUE

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SÃO PAULO (não tá fácil) – Foi pelo Twitter que a Force India anunciou que está fora dos testes de Jerez, que começam domingo. São quatro dias a menos de preparação e desenvolvimento de um carro novo — que ao contrário do que muita gente escreveu, não foi apresentado no México; apenas a nova pintura foi mostrada.

As equipes pequenas terão enormes problemas neste ano. Victor Martins já falou sobre as dificuldades da Sauber. A Caterham é um mistério. A Marussia, outro.

Enquanto a F-1 fingir que nada está acontecendo, as coisas só tendem a piorar.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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