Arquivosegunda-feira, 7 de dezembro de 2015

FOTOS DO DIA

F

Goodwood Revival 2015

SÃO PAULO (tirando o atraso) – Faz alguns dias que o Nelson Pasini mandou as fotos e a mensagem.

As duas fotos saíram no penúltimo “Sport Cars Digest” Goodwood. Será a nossa “Berlinette” (como diz o Bird) Interlagos? Será a brasileira Equipe Z (Hollywood)? Se você já tinha visto me perdoe pelo envio.

Não tinha visto e não perdoaria se não tivesse mandado. Agora aguardo explicações da blogaiada. Dica: o Dener da Porsche anda gastando borracha por aí?

Dener Pires - 1969 Porsche 908/02.

BOA IDEIA

B

crowdtrabi

SÃO PAULO (farei o mesmo) – O Alberto Mesniki, de Foz do Iguaçu, estava batendo perna por aí e me mandou a mensagem e a foto:

Vi esse carro estacionado este mês numa praça na cidade de Cesky Krumlov, interior da República Tcheca e, aparentemente, rodando normalmente. Pela simpatia das pessoas à ideia, o dono deve estar mesmo faturando o suficiente para a manutenção do carro.

É justo. Todo mundo deve parar para tirar uma foto. Assim, de graça? Vamos ajudar, uai! E nem precisa muito, porque Trabis não quebram.

ESCOBAR, O VELOZ

E

SÃO PAULO (esse Simca…) – Pablo Escobar, conhecem? Claro. “Narcos” está no ar no Netflix e é sensacional. Espero ansiosamente pela segunda temporada. Adoro a música de abertura e tenho até uma coreografia que, um dia, vai acabar vazando no YouTube.

Bem, falemos de carros. Pablo gostava de correr. E corria. Estão circulando pela rede fotos de alguns de seus carros de corrida — um deles aparece na série, se não me engano, quando Escobar folheia um álbum de fotografias na prisão; um Renault 4, talvez. O Luis Felipe Ziriba mandou essas aí embaixo.

Eu teria o pequenino Simca, claro, se tivesse de escolher apenas um. Mas somos obrigados a reconhecer que quem gosta de Porsche não pode ser de todo mau.

Brincadeira, ele era mau pra cacete.

SALADA GERAL

S

[bannergoogle] SÃO PAULO (obrigado, povo!) – Macacada, ficar quase três dias sem postar nada me atrasa a vida demais — e a de vocês, que são guiados por este guru.

Assim, seguem alguns links de notícias importantes do fim de semana com breves comentários para que vocês comentem, também.

– O aeroporto de Tempelhof, desativado há alguns anos, não poderá receber a Fórmula E porque está sendo usado para abrigar refugiados do Oriente Médio. Munique, Norisring ou outro lugar em Berlim estão em estudos. Minha aposta: Norisring, onde já há um circuito de rua no local onde aconteciam os grandes “raids” nazistas, em Nuremberg. Local histórico e espetacular. O DTM faz lá uma de suas principais corridas.

alonsomoto– Alonsito participou de festança de fim de ano da Honda em Motegi. Guiou um carro de Senna e uma moto de Márquez. Não caiu.

– Desde 2011 na Red Bull, e como patrocinadora principal a partir de 2013, a Infiniti some dos carros rubro-taurinos no ano que vem. Acabou o contrato e a marca de carros de luxo da Nissan (que pertence à Renault) não vai ficar. Espero que, agora, a Red Bull finalmente mude um pouco seu esquema de cores — tradicional, mas feio de doer. Não tenho grandes esperanças, porém.

– Semana passada Hamilton disse que era difícil avaliar Vettel, porque o alemão nunca teve um grande companheiro de equipe como, por exemplo, Alonso — parceiro de Lewis na McLaren em 2007. O ferrarista evitou polêmicas. Disse, apenas, que seus ex-parceiros não ficarão muito felizes com a opinião do inglês.

liusnocamoinaho– Hamilton fala dos outros, e os outros falam dele. Bastante. Button, por exemplo, disse que ninguém conhece Lewis direito. “Ele fica muito isolado de todos nós”, declarou. A foto do desfile dos pilotos em Abu Dhabi é eloquente. Jenson, companheiro de Hamilton por três temporadas na McLaren, contou também que a decisão do tricampeão de deixar o time de Woking para defender a Mercedes foi “totalmente emocional”. “Ele não tinha ideia de que na nova equipe iria andar tão bem. Decidiu sair depois de mais um problema no carro em Cingapura.” De fato, na época muita gente estranhou a saída da McLaren, que o carregou desde o berço. Fez bem, como se vê.

– Mas é bom se cuidar. Toto Wolff, o chefinho, disse que a rivalidade com Rosberg é normal e tal, mas que se começar a prejudicar a equipe um dos dois dança.

– Mentira dele, claro.

TORO FERRARI

T

SÃO PAULO (tá bom demais) – Faltou falar, sexta, da oficialização do acordo entre Toro Rosso e Ferrari para 2016. O time de Faenza, porém, vai usar uma versão anterior à da equipe de Maranello. Assim, será retomada a parceria que vigorou de 2007 a 2013 — rendendo, inclusive, a única vitória do time, com Vettel em Monza/2008. A dupla Verstappen-Sainz Jr., como se esperava, será mantida.

HERE, THERE AND EVERYWHERE

H

SÃO PAULO (quero meu Mapograf) – Confesso que algumas coisas estão andando rápido demais para este pequeno cérebro. Acabo de saber, via press-release, que Audi, Mercedes de BMW se juntaram para comprar a Here, empresa que pertencia à Nokia (de quem é a Nokia?) especializada em mapas e tal. Pelo que diz o release, essa Here é uma gigante do ramo e 80% dos carros americanos que têm sistemas integrados de navegação integrados usam seus mapas.

Eu nunca tinha ouvido falar. Ainda estou aprendendo a mexer no Waze, que tem sido muito útil para me dizer quanto tempo vou me foder no trânsito. Já aprendi a usar o Google Maps e um aplicativo de mapas do celular. Normalmente conheço melhor os caminhos que ele, mas não nego sua utilidade para endereços inéditos.

Até onde entendi, todos os Audi, BMW e Mercedes vão utilizar o Here daqui para a frente. Não nego a utilidade desses dispositivos — informam onde tem posto de gasolina, lanchonete, acidente, essas coisas. E nem todo mundo tem bom sentido de direção, conheço um monte de gente que pega a Marginal na direção da Castello Branco quando precisa ir para o aeroporto de Guarulhos. Sim, são úteis, embora eu tenha vivido até hoje sem precisar deles.

Tenho medo, no entanto, que seja mais um dos “gadgets” emburrecedores da humanidade. Noto nas ruas que quase todo mundo tem um GPS no painel, mesmo que faça o mesmo caminho todos os dias. Tem gente que não dá a partida no carro se não tiver um GPS à disposição. É meio chocante.

AUDI AG, BMW Group and Daimler AG agree with Nokia Corporation o

DEZ

D
sn2
Folguinha e viagem de DKW: o blogueiro merece

SÃO PAULO (seguimos, claro) – Quis o destino que este blog fizesse dez anos num sábado. Quis o destino que este blogueiro, que trabalhou praticamente todos os finais de semana de sua vida entre 1988 e 2013, tenha tido uma folga no mesmo sábado.

Por isso, respeitando a mim mesmo, simplesmente não abri o computador sábado, dia 5 de dezembro de 2015, data do décimo aniversário desta página.

E por que o faria? Estava em Serra Negra com amigos, namorada, meus pais e um dos meus irmãos, depois de uma deliciosa jornada na sexta-feira — de DKW e Fusca até o hotel-fazenda onde ficamos para bater papo, tomar umas, falar de carro antigo e pular na piscina.

Viajar de carro antigo, desde que passei a ter alguns finais de semana de folga (quando não tem F-1 ou Fórmula E, ou outra coisa qualquer para a qual me convocam), passou a ser uma das minhas curtições de garotão de meia-idade. Não tenho medo de colocar meus velhinhos na estrada para jornadas não muito longas, no entorno de São Paulo tem bastante coisa para ver e fazer em dois dias.

A Kombi velha de guerra tem sido assídua nessas breves escapadas, e a ela este blog deve sua primeira campanha aberta, de indignação pelo fim dos motores a ar que a VW anunciou justo naquele mês de dezembro de 2005 — foi tema do primeiro dos 19.935 posts (incluindo este) publicados deste então.

E desde então aconteceu muita coisa. Surgiu o #96, e em torno dele pessoas que fazia muito tempo não apareciam em Interlagos voltaram a frequentar o autódromo para ver o bravo DKW correndo. Blogueiros históricos, como o inesquecível Veloz HP, nos deixaram. Minha estranha paixão por carros soviéticos foi exposta e levada ao extremo de fazer um Lada de corrida, o igualmente inesquecível Meianov. Muita gente se conheceu por aqui, saindo da tela para o mundo real. Viajamos o mundo, pegamos carona com Gerd, falamos de futebol, de política, de corridas, de carros, de tudo um pouco. Ganhamos até um prêmio, no ano passado.

Muitos, eu diria que a maioria, dos 19.935 posts publicados o foram a partir de mensagens que vocês me mandam o tempo inteiro. São 4.020 dias escrevendo, uma média de cinco posts por dia, 814.922 comentários publicados — 203 por dia, quase nove por hora, 41 comentários, em média, a cada postagem.

São números expressivos, mas ligo cada vez menos para eles. Se me perguntarem qual a audiência desta página em visitas e pageviews, não sei, já tem um bom tempo que não consulto as estatísticas, elas não me dizem nada. O que me diz alguma coisa é saber que alguns milhares de leitores e leitoras passam por aqui todos os dias, ou de vez em quando, e param por alguns instantes para ler. E perdem alguns minutinhos de suas vidas apressadas para escrever algo — concordar, discordar, opinar, acrescentar alguma informação, trocar experiências, conversar, se relacionar.

São dez anos, já. A vida de nenhum de nós é igual ao que era há uma década. Salvo engano, não existiam outras ferramentas como Facebook e Twitter, que passaram a “concorrer” — e uso as aspas porque não me sinto concorrendo com ninguém, mas do ponto de vista prático isso acontece — com os blogs. Leitores chegaram e foram embora. Outros novos surgiram. Gente que não aguentava mais me ouvir falar de DKW, Lada, Kombi, postos de gasolina e Portuguesa se mandou para nunca mais voltar.

Mas sempre aparece alguém por aqui, todos os dias. E enquanto vocês existirem, enquanto alguém se interessar por aquilo que eu tenho a dizer, o blog existirá.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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