Arquivoquinta-feira, 23 de maio de 2019

BACK TO THE OFFICE

B

RIO (agora, acertos) – Não tenho falado muito das corridas de clássicos ultimamente, pelo simples fato de que minha promissora carreira de piloto entrou num ciclo errático desde a mudança para o Rio, há dois anos. Mas a quem interessar possa, o Meianov voltou às pistas no último fim de semana para os primeiros testes com motor AP. O Luiz Finotti, Nenê, meu chefe de equipe e um dos melhores pilotos do planeta, foi o responsável pelas primeiras voltas desta nova fase do bravo soviético em Interlagos.

O carro foi inscrito na “Clássicos de Competição”, uma prova com limite para os tempos de volta estabelecido em 2min20s — para participantes menos afoitos e carrinhos mais antigos. Ideal para os primeiros ajustes. Não foi mal… Nenê terminou em primeiro, vitória na geral entre os 12 que largaram.

Claro que é muito legal voltar com um primeiro lugar na geral — algo inédito na vida desse automóvel –, mas ainda temos muita coisa para acertar, especialmente no diferencial e no câmbio. Porque o objetivo do Meianov é retomar a vida nas categorias mais velozes promovidas pela LDA, liga independente que vem conseguindo um relativo sucesso como alternativa às competições da FASP. Nossa meta é virar tempos entre 2min06s e 2min08s em Interlagos — com motor russo, o Meianov registrou 2min13s como melhor tempo.

De qualquer forma, fiquei feliz em vê-lo na ativa de novo. As fotos foram enviadas pelo “matuza” (lembram?) Edison Guerra. Devo reassumir o volante dele no final de julho. Vamos ver o que conseguimos até lá.

STREET ART (3): O QUE É ISSO?

S

RIO (nunca vi mais gordo) – Little Mole é o nome desse bicho aí que estará nos carros da Alfa Romeo a partir do GP de Mônaco — que marca a 300ª presença de Raikkonen em finais de semana de GP, embora ele tenha oficialmente disputado até agora 296 corridas, e depois eu explico isso. Juro que não conhecia, e olha que sou ligado nesses personagens infantis. Quem souber mais dele que conte. Estou sem tempo de dar um Google.

medium-Little Mole - 2019 Monaco Grand Prix 1

ALFA LAUDA

A

RIO (e essa garagem?) – O Anderson Grzesiuk mandou a foto, eu não conhecia. Em 1978, a Alfa Romeo produziu uma série especial da Spider para homenagear Niki Lauda, que no ano anterior conquistara o bicampeonato pela Ferrari. Linda.

spiderlauda78

STREET ART (2): PARA NIKI

S

RIO (bonito) – Singela homenagem da Mercedes a Niki Lauda na carenagem de seus carros neste fim de semana em Mônaco. Uma estrelinha vermelha para lembrar daquele que, desde 2012, vinha sendo o principal conselheiro do time — responsável, entre outras coisas, pela contratação de Hamilton.

Quase todos os carros levaram mensagens para Lauda. A Mercedes também colocou seu indefectível boné vermelho junto aos fones de ouvido que ele usava nos finais de semana de corrida. Vettel mandou fazer um capacete igual ao que o austríaco usava. Daqui a pouco coloco a foto.

mon191

STREET ART (1): SEM RIVAIS

S

RIO (esqueçam) – A julgar pelo que se viu hoje nos treinos livres de Mônaco, só algo sobrenatural impede uma nova dobradinha da Mercedes domingo. Hamilton e Bottas enfiaram 0s7 na Ferrari de Vettel, o que inviabiliza qualquer disputa. A Red Bull está na dela como terceira força, com Gasly começando a mostrar algum serviço. Na turma do meio, é a vez de Toro Rosso e Alfa Romeo sonharem com surpresas. A maior candidata a decepção é a Renault.

A Mercedes sofreu um pouco em Monte Carlo nos últimos anos. Um pequeno balanço desde 2014, início da era híbrida, aponta “apenas” três vitórias do time (Rosberg em 2014 e 2015 e Hamilton em 2016; em 2017 deu Ferrari com Vettel e, no ano passado, Ricciardo com Red Bull) e “só” duas poles (Rosberg em 2014 e Hamilton em 2015; as outras foram de Ricciardo, em 2016 e 2018, e de Raikkonen, em 2017).

Pelo jeito, acertaram a mão. Para desespero dos rivais — cada vez menos rivais, diga-se.

Großer Preis von Monaco 2019, Donnerstag - Wolfgang Wilhelm

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
ASSINE O RSS

Categorias

Arquivos

TAGS MAIS USADAS

Facebook

DIÁRIO DO BLOG

maio 2019
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031