Arquivoquarta-feira, 13 de janeiro de 2021

ASSIM (NÃO) SERÁ

A

SÃO PAULO (não pode demorar…) – Bom, vamos lá. Notícia de ontem, mas sem problema. Para começar, devem mudar a pré-temporada, transferindo os trabalhos de Barcelona, no começo de março, para 12 a 14 do mesmo mês no Bahrein. Aí todo mundo aproveita e fica por lá mesmo para a abertura do Mundial, que não será mais na Austrália. Melbourne ficou para o fim do ano.

Há algo a comemorar nesse calendário, e algo a descobrir, ainda. A comemoração fica pela inclusão de Imola, não sei ainda com qual nome — ano passado, foi GP da Emilia-Romagna. O mistério é o desaparecimento, sem maiores explicações, da corrida no Vietnã. Sabe-se que o país é um dos mais bem-sucedidos no combate à Covid-19. O país de quase 100 milhões de habitantes teve apenas 1.520 casos registrados e 35 mortes. Um espanto. Não há nenhuma morte registrada desde 3 de setembro. São 16 casos para cada milhão de habitantes. No Brasil, quase 39 mil. Comunistas desgraçados. Desconfio que não é a F-1 que não quer mais o Vietnã, mas o contrário.

O GP de São Paulo — parece que esse será mesmo o nome oficial, outro mistério — foi antecipado para 7 de novembro em Interlagos. Há uma data aberta, 2 de maio, entre os GPs de Imola e de Barcelona. Certamente estão negociando com algum país europeu. Alemanha? Portugal? Mugello de novo, uma terceira corrida na Itália? Acho pouco provável.

Mas que ninguém tome esse calendário como definitivo. A pandemia está descontrolada em boa parte do planeta, embora muitos países já tenham começado a vacinação. Isso leva um tempo, porém. Duvido, mas duvido mesmo, que teremos 23 etapas em 2021. Aliás, não só eu. Jean Todt, presidente da FIA, também acha que muitas mudanças, em calendários de vários esportes, serão necessárias em função da evolução da situação da doença em cada país.

Aqui no Brasil ainda não temos vacina, mas soube por fontes seguras que o presidente da República está trabalhando duro para enfiar cloroquina no rabo de seus seguidores. Já o ministro da Saúde se esforça para iniciar a vacinação no dia D na hora H, e desse dia e dessa hora não passa. Assim, estamos salvos.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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