DICA DO DIA

D

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

17 Comentários

  • Muito legal o texto.
    Outra ótima explicação sobre a debandada da Ford pode ser encontrada no Autoentusiastas, na matéria de ontem 13/01 do Marco Aurelio Strassen , sem interferências políticos ideológicas, religiosas, racistas, de gênero, nada, a questão é puramente corporativa e empresarial, já que toda indústria vive de lucro e quando a conta passa a não fechar mais, não faz sentido continuar, a questão é só saber o momento certo de tomar esta dura decisão. Basicamente, dos carros produzidos lá, a Ecosport já morreu faz tempo, só esqueceram de enterrar, e o Ka já está do fim de geração, e pra isso precisa de grande investimento para sua renovação, mas como nos outros mercados em que ele é vendido não está indo muito bem como no nosso, avaliaram que o investimento não teria o retorno desejado. É isso, simples assim. Fim.

  • O texto da Alessandra ficou lindo demais. Quase que tira o gosto amargo do encerramento das atividades no BR.
    Nasci e cresci no ABC e a Ford, como tantas outras automotivas, sempre foi um sonho para pessoas que tinham alguma esperança de prosperar pelo trabalho.
    Trabalhar, ainda que fosse em uma linha de produção, nas montadoras, era como entrar em uma onda de otimismo e possibilidade de crescer profissionalmente por uma porta de entrada grande que eu, como tantos outros, não consegui atravessar, mas desejei por muitos anos.
    Pra muita gente, a contra-partida social que as montadoras entregavam, acolhendo as famílias e valorizando os operários, representou uma real transformação.
    Sei que muita coisa mudou após as décadas de 80 e 90, mas dos vizinhos aos amigos que tiveram essa sorte e fizeram vida, carreira ou apenas alguns anos, eu sempre ouvi as melhores estórias.
    Um sonho que habitou minha adolescência e parte da vida adulta realmente chegou ao passado com essa notícia.

  • “Seu Galante” deve estar bem triste, o Pai da Alessandra certamente o conheceu, acho que ela também.

    Lembro dele dizer que o “custo das greves” já estava dentro dos carros… uma pena… podia sem bem mais barato… mas era o custo Brasil da época.

  • Muito bom ler opinião de uma jornalista com real conhecimento de causa. “Erros estratégicos da empresa, um tradicional desprezo da matriz pelo conhecimento das equipes locais, o contexto social, político e econômico do Brasil, instável ´HÁ VÁRIOS ANOS”.

    Porque eu até havia acreditado que a razão do encerramento das fábricas da Ford no Brasil havia sido o impeachment da Dilma.

  • Texto muito sensato. Não caiu na tentação de colocar no governo a culpa de uma decisão estratégica tomada pela matriz, causada pelos erros da própria empresa.
    Não obstante os polpudos subsídios recebidos de governos vários, desde 1919.

  • Show! Na minha infância e adolescência, meu pai sempre teve Ford. Cresci andando em Corcel, Belina, Corcel II, Belina II, esses em todas as versões (standart, hobby, L, LDO e GT), e Del Rey. Aprendi a dirigir em um Corcel II L e sofri um acidente dirigindo um Del Rey Ghia. Meu primeiro e único Ford foi um Mondeo 1997 adquirido no ano 2000, quando tinha 27 anos. Carros que sempre foram sinônimo de conforto. Marca que teve participação na minha vida. Um pena deixar de ser “brasileira”.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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