
SÃO PAULO (que imagem enorme…) – A Alpine confirmou nesta terça-feira que usará motores Mercedes de 2026 a 2030. A fábrica de Viry, que faz motores de F-1 desde 1976, vai ser convertida para fazer os supercarros esportivos da Alpine. Demissões à vista. A decisão foi tomada há seis meses pelo italiano Luca de Meo, CEO da Renault. Irritado com os maus resultados e os gastos excessivos no programa de F-1, ele resolveu comprar motores, em vez de fabricá-los.
A reestruturação da Alpine incluiu a contratação, há alguns meses, do escroque Flavio Briatore como consultor executivo. Cargo diferente: consultores, em geral, dão conselhos e sugestões; não executam. Briatore executa. Oli Oakes, fundador da Hitech, assumiu como diretor da equipe. Flavio manda, ele faz.
O motor de 2025 será feito ainda pelos franceses. Para 2026, quando estreia o regulamento novo com motores que terão metade de sua potência gerada por baterias movidos a combustíveis renováveis, a Mercedes fornecerá para ela mesma, McLaren, Alpine e Williams. A Sauber será Audi com motor próprio. Red Bull e Racing Bulls terão Ford. Haas e Ferrari, Ferrari. A Aston Martin será o time oficial da Honda.
Parece um crime de lesa-pátria a Renault usar motores Mercedes, mas não é novidade. Boa parte dos Mercedes Classe A na Europa usam motores Renault.