Tag6 Horas de Interlagos

6 HORAS, 60 CARROS

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SÃO PAULO (que lindo) – Seis Horas de Interlagos de 1984. Contei pelo menos 60 carros no grid. As imagens, enviadas pelo Luiz Guimarães, mostram como era o automobilismo brasileiro há 30 anos. Hoje ninguém consegue fazer uma prova de longa duração no país com grid cheio e público animado. Falta disposição de quem comanda o esporte, essa é a verdade.

MEIA-DÚZIA DE HORAS (7)

M

SÃO PAULO (merecidíssimo) – E deu mesmo o Corollão em Interlagos. Vitória das mais justas e promissora. Indica que a Audi ganhou um adversário. E mais rápido do que se imaginava. Depois que a Peugeot resolveu tirar o leãozinho de campo, os quatrargólicos ficaram sós. Em Le Mans, na estreia, o híbrido japonês mostrou velocidade. Mas pouquíssima confiabilidade. Na terceira corrida de sua vida, no entanto, veio a primeira vitória do TS030. Habemus rival, deve ter dito Doktor Ullrich na garagem hoje.

Foi o primeiro triunfo da Toyota em evento mundial com carimbo da FIA desde o Rali da China de 1999. Nos protótipos, a última vitória em corrida de longa duração acontecera em Monza em 1992 com o TS010. Na F-1, de 2002 a 2009, foram 13 pódios em oito temporadas. Nenhuma vitória. Nadica de nada. O que levou a matriz a pedir um cafezinho e a conta, porque estava gastando dinheiro demais com resultados de menos.

Esse projeto de carro híbrido de corrida começou em 2006 e já em julho de 2007 a Toyota venceu as 24 Horas de Tokachi com um Supra invocado à beça. Esse aí da foto.

Foi dessa coisa aí em cima que surgiu o Godzilla TS030, o Corollão que entubou a Audi em Interlagos Com Nicolas Lapierre e Alexander Wurz. Eles completaram 247 voltas e receberam a bandeirada um minuto na frente do e-tron prateado que ganhou em Le Mans. O outro DKW, modelo ultra, que teve Lucas de Grassi como parte do trio, terminou em terceiro. Portanto, dobradinha de híbridos. Com a diferença que a Audi usa a combinação turbodiesel/elétrico e a Toyota, gasolina/elétrico. Por isso os Audi sibilam. Os Toyota fazem um esporro danado.

O pessoal de Ingolstadt deve ter saído chateado, embora o título de construtores esteja no bolso, já. Vão ter de se mexer até a prova do Bahrein, de 27 a 29 deste mês. Será a sexta das oito etapas do campeonato.

No que diz respeito às 6 Horas de Interlagos, a prova do ano que vem já tem data: 29 a 31 de agosto. Corrida novamente no sábado, o que eu acho bom, sinceramente.

E acho bom, acharia ótimo, que os organizadores lessem todos os comentários dos posts que pinguei aqui desde ontem. Para saber de quem foi ao autódromo o que funcionou e o que não funcionou. As reclamações sobre a desorganização na entrega dos ingressos comprados pela internet são muitas. A indignação com setores “esgotados”, cujos ingressos nunca puderam ser comprados, idem. Porque, afinal, esses setores estavam vazios. É preciso ouvir o povo. É preciso simplificar as coisas. Aproximar as pessoas do espetáculo. Vender produtos baratos, popularizar a coisa, fazer com que todos tenham vontade de voltar. Dar um pé nessa obsessão pelo VIP que tomou conta do Brasil. Dá para melhorar muito. Mas é preciso escutar. Com humildade e atenção.

MEIA-DÚZIA DE HORAS (6)

M

SÃO PAULO (em gotas) – Depois de longo e cansativo dia, vamos passar a régua neste sábado de velocidade em Interlagos. Primeiro, dando os parabéns a Fernando Rees, querido colunista da Revista WARM UP e piloto do WEC na GTE Am. Ele venceu na sua categoria hoje, de Corvette. E pode conquistar o título no Bahrein. Boa, garoto!

ATUALIZANDO…

Como todo mundo já sabe, na vistoria pós-corrida os comissários detectaram uma variação na altura do parachoque dianteiro do carro de Rees num dos lados e ele foi desclassificado. A equipe recorreu. A história toda, com explicações do próprio piloto, está aqui.

MEIA-DÚZIA DE HORAS (5)

M

SÃO PAULO (voltaremos) – Metade da corrida já se foi e a Toyota continua na frente, com os dois Audi na escolta. Ainda aposto nas quatro argolas, mas pode-se dizer que nunca os alienígenas nipônicos deram tanta pinta de que podem vencer como hoje, em Interlagos.

A foto acima, do Rodrigo Berton, mostra os dois prateados na largada. Embaixo, o líder da prova até agora. O Grande Prêmio segue a prova ao vivo com equipe completa no autódromo. É só acompanhar por aqui.

MEIA-DÚZIA DE HORAS (4)

M

 

SÃO PAULO (aceite-se) – Hoje é sábado e não tem nada muito interessante na cidade. Não tem virada cultural, nem micareta. Não foi feriado ontem, nem será segunda. Não há decisão nenhuma de campeonato de futebol, nem inauguração de shopping. Nenhum grande comício está marcado para lugar algum. Não há previsão de estreia de algum blockbuster no cinema. As Casas Bahia não agendaram nenhuma grande liquidação. Estamos longe do Natal e o movimento da 25 de Março é normal. Não é ano de Copa do Mundo e o Brasil não joga hoje. Não há crise econômica e está todo mundo bem de grana. Não está frio, nem calor. Não chove, não venta, faz sol. O dia está lindo. O trânsito está bom.

Há, em Interlagos, uma corrida de seis horas de duração, que nem é tanto tempo assim. Antigamente, faziam por aqui 12 horas, 24 horas, Mil Milhas varando a noite e a madrugada. No caso da corrida de hoje, serão seis horas sem grandes problemas, num dia ensolarado e gostoso. E, na pista, os carros de corrida mais espetaculares do mundo. Um programão.

E não tem ninguém no autódromo. As fotos acima foram feitas ao final da primeira hora da corrida. Lá no Setor A, as arquibancadas de concreto descobertas, tem um pouquinho mais de gente. Um tiquinho só. Sou especialista em público em eventos esportivos. Rato de estádio, sabem como é? Não tem 3 mil pessoas nas arquibancadas de Interlagos. Com boa vontade, 5 mil contando as pessoas que estão no paddock, como convidados ou tendo pagado ingresso.

Os organizadores dirão que foi um sucesso e que vendeu muito mais. Os discursos serão otimistas e ninguém terá coragem de admitir que o evento, em termos populares, foi um fracasso. Sinceramente? Não me importa quem vai mentir para quem, e quem vai acreditar e fingir que nada está acontecendo. O que estou escrevendo está longe de ser uma crítica aos organizadores. A corrida é uma graça, uma delícia, um encanto. OK, se não tem montanha-russa ou cinema 3D, se as atrações são modestas, se os preços dos souvenirs são absurdos (150 paus um boné é para enfiar o dedo no rabo e rasgar), nada disso pode ser usado como explicação para o público irrelevante. Fez-se o que era possível. E estamos falando de uma corrida de carros. O principal está aqui: grandes carros, grandes pilotos. Um espetáculo maravilhoso. “Ah, não teve divulgação!”, dirá alguém. Ora, ora… Emerson Fittipaldi passou três horas ao vivo no “Esporte Espetacular”, domingo. Foi a todos os programas possíveis da Globo e da Sportv. Deu centenas de entrevistas a jornais, revistas, emissoras de rádio, sites e blogs. Nunca apareceu tanto, como promotor da prova e como protagonista de uma efeméride das mais importantes: os 40 anos do primeiro título mundial do Brasil na F-1, dele mesmo.

O cenário não poderia ser melhor. Emerson falando o tempo todo de sua corrida para milhões de pessoas através da mídia, preços de ingressos razoáveis, grandes atrações na pista, um brasileiro, Lucas di Grassi, escalado para correr na Audi, a favorita à vitória. Dá para explicar por que ninguém veio a Interlagos?

Dá. E a corrida de hoje deve servir como o último pedido de socorro do automobilismo no Brasil. As pessoas que vivem de automobilismo aqui — dirigentes, pilotos, mecânicos, chefes de equipe, autoridades esportivas, jornalistas, promotores, patrocinadores, organizadores — precisam assumir: ninguém mais liga para esta merda.

Não fiquem zangados. É preciso ser humilde, agora. Essa gente toda (incluo-me; portanto não me encham o saco) tem de entender que o tanto que gostamos desse negócio é inversamente proporcional à quantidade de gente que gosta como a gente. O automobilismo, nos últimos anos, cresceu apenas nos custos. E foi se distanciando do gosto popular. Das pessoas. Dos fãs. O automobilismo, hoje, desperta apenas indiferença. Que é o pior dos mundos. Ninguém odeia o automobilismo. As pessoas são apenas indiferentes a ele.

O mundo das corridas é rico. Rico porque quem o pratica precisa gastar muito dinheiro para fazer com que ele exista. Mas é feito por ricos e para ricos. Virou um nicho. E além de exigir muito investimento em equipamento e tecnologia, também precisa de grandes espaços, arenas enormes e caras, de manutenção difícil, quase inviável, e rentabilidade baixa. O mundo do automobilismo é um contra-senso. Ninguém gosta, não atrai público, vive de trocas de favores e de “marketing de relacionamento”, não tem nenhuma importância, movimenta fortunas e depende da boa-vontade do poder público. É difícil acreditar que ainda não tenha sido extinto.

Se uma corrida como essa aqui é incapaz de colocar 20 mil pessoas em Interlagos, é porque, realmente, chegou-se a um ponto-limite. Está na hora de parar para entender o que está acontecendo. Dispensando, por favor, os discursos mais fáceis e óbvios — as pessoas têm mais opções de lazer, a TV a cabo, os parques, os patinetes, as bicicletas, o Domingão do Faustão, o iPad, o smartphone, a putaquepariu.

Não é nada disso. Nada disso. O lazer das pessoas e seus interesses estão em permanente mutação. No período em que o automobilismo foi mais popular no Brasil, estavam surgindo a TV a cores, depois os computadores pessoais, as novas modalidades esportivas, as revistas de mulher pelada, os festivais de rock, a música sertaneja e o caralho a quatro. Concorrência sempre houve entre tudo e todos.

Não é o surgimento de algo específico, sei lá, como o Michel Teló, que explica a morte do automobilismo.

Sim, morte. Porque quando se vê mais ou menos no mesmo momento histórico o fim de um autódromo como Jacarepaguá, a extinção das categorias de base, a irrelevância do kart, a transformação de campeonatos de turismo com enorme variedade de modelos em torneios monomarca fechados ao público, a estiagem de pilotos em categorias de ponta, um de seus maiores jejuns de pódios e vitórias na F-1, a inexistência de ídolos, a pobreza técnica daquela que se imagina a principal categoria do país, é porque este negócio morreu.

O deserto de almas hoje em Interlagos é prova disso. Ninguém deve se contentar com as migalhas. “Ah, vai, até que tinha bastante gente…”, dirá alguém. Não tinha. “Ah, o Setor A estava cheio!”. Não estava. As pessoas precisam parar de se enganar. Assumir que acabou e é preciso começar de novo. Compreender que na origem de tudo está a relação homem-automóvel. O que o carro significava para o jovem antes — liberdade para ir e vir, escolher seus caminhos, viajar, descobrir coisas, trepar no banco de trás, sair rumo ao desconhecido — e o que significa hoje — prisão ambulante, ameaça de assalto, alvo de radares e agentes de trânsito, despesa de estacionamento, IPVA, seguro e gasolina. É preciso ser honesto e, de novo, humilde. Aceitar que o que a gente acha legal demais, para a imensa maioria das pessoas é um nada absoluto. O que era um motivo de orgulho, um objeto de desejo e paixão, é hoje um estorvo.

Esta semana, participei de um negócio chamado Desafio Intermodal em São Paulo. Várias pessoas sairiam às 18h do mesmo ponto, uma praça na Zona Sul da cidade, para ir até a Prefeitura, no Centro. Cada uma de um jeito: correndo a pé, de bicicleta, skate, ônibus, metrô & trem, patins, bicicleta de mão, helicóptero, caminhando, de cadeira-de-rodas, camicleta, muleta, patinete, moto, lombo de jegue e sei lá mais o quê. Eu fui escalado para ir de carro. Cheguei em penúltimo. Cumpri o trajeto em 1h41min. A menina que foi a pé caminhando chegou um minuto depois. Ganhou o cara do helicóptero, com 22 minutos. A bicicleta chegou logo depois.

Errei uma saída, me fodi no trânsito, poderia ter chegado em mais ou menos 1h15min se escolhesse um caminho convencional, mas tentei fugir dos congestionamentos e tomei na tarraqueta. Foda-se, não era uma corrida, não queria ganhar de ninguém, e jamais seria burro o bastante para ir de carro ao centro da cidade naquele horário. Fiz apenas para participar daquele negócio, me pediram. Mas notei, quando me apresentei à chefia para registrar meu tempo, que todos os ciclistas, skatistas, patinadores, corredores, andarilhos, cadeirantes, peregrinos, amputados, aviadores, eunucos e eco-malas em geral olhavam para mim como se eu fosse o maior otário do planeta. Riam com nojo e desprezo e me miravam como se estivessem diante de um bobo-da-corte abjeto e decadente. Notei que aquela molecada toda me tinha por uma peça de museu empoeirada cheia de ácaros, hostil ao meio-ambiente, um vilão purulento, um pária, responsável pela destruição da camada de ozônio, o inimigo número 1 dos micos-leões, das ariranhas, das capivaras e das formigas-de-rabo-vermelho. Caguei para as formigas, quero que pegue fogo no rabo delas, e por mim as capivaras podem, todas juntas, ir à puta que pariu junto com as ariranhas, os pandas, os gnus e os gatos persas.

Tive ganas de subir num caixote e desafiar todos eles a alinharem comigo com suas bicicletas de titânio do caralho, ou com seus patins da puta que o pariu, ou com seus tênis Nike com amortecedor para ver se seriam capazes de chegar na frente do meu carro, qualquer carro meu, numa competição direta e reta numa pista de verdade. Pensei em perguntar àqueles babacas todos se quando eles vão para Maresias encher a cara de vodca com energético na balada, ou para Brotas descer uma corredeira e fumar maconha, vão a pé, de bicicleta, asa-delta ou de patinetes. Se podem abrir mão do carro em suas vidas. Se deixariam o conforto do ar-condicionado e do motor a explosão que os move para descer a serra de skate.

Mas é o mesmo sentimento que a molecada tinha em relação a mim. A garota que chegou a pé um minuto depois do meu carro estava puta e inconformada, queria ter ganhado de mim, queria que meu carro perdesse de todo mundo, fosse humilhado e esmagado. Ela tinha pelo meu carro o mesmo desprezo que eu tenho pelas ararinhas azuis e pelas trilhas no meio do mato, queria que eu e todos meus carros fôssemos à puta que pariu. Eu era, para ela, o passado e o culpado pelo fato de o planeta ao qual ela chegou vinte anos depois de minha simpática e doce pessoa ser uma latrina. Bem, eu quero que ela se foda, se a menina acha legal andar 15 km a pé no meio da cidade para ir de um ponto a outro, que ande. O mesmo ela deve pensar de mim, se esse babaca quer poluir o ar com seu monte de lata velha e ficar uma hora e meia parado no trânsito respirando gás carbônico e correndo o risco de ser assaltado, que fique.

Ocorre que aos olhos dela e de muita gente, ela é o futuro. Eu, o passado. Ela, a vítima. Eu, o culpado.

É isso, meninos e meninas. Nós, que gostamos de carros, somos os atuais culpados. É preciso começar a discutir a morte do automobilismo a partir daí, da vilania à qual o automóvel foi relegado. Compreender o que está acontecendo e pensar no que pode ser feito.

FANTASMAS DA ÓPERA

F

SÃO PAULO (ah, as baterias…) – Em provas de endurance, não ligo para os pilotos. Os carros é que são as estrelas. Em Interlagos, temos os fantasmagóricos Audi e o Godzilla da Toyota. Esse é o tema da coluna Warm Up de hoje. Um trecho:

É assim que vejo esses carros, como seres autônomos, violentos e agressivos. Essa é uma das marcas das corridas de longa duração e dos campeonatos de protótipos: carros são mais importantes que pilotos. Há 77 seres humanos que pilotam por aqui, e 11 deles já correram de F-1. Mas não me importo com seus nomes. Para mim, são os carros que correm, não os pilotos. Estes são apenas inconveniências necessárias, é preciso alguém para levantar o troféu, algo que os carros não podem fazer.

Para ler na íntegra, clique aqui.

MEIA-DÚZIA DE HORAS (3)

M

SÃO PAULO (como assim?) – O Corollão entubou os DKW e fez a pole em Interlagos: 1min22s363 para Wurz, 0s784 na frente do ultra de Di Grassi. O e-tron de Lotterer ficou a 0s969. Tem de ver isso aí… Será que a Toyota virou favorita de uma hora para outra?

Depois de um breve passeio pelos boxes, notei que a Audi escolheu o box 20 para se instalar. Não por coincidência, é o mesmo da nossa equipe LF na Classic Cup. Claro que eles se informaram antes.

 

Nos cliques acima, o que temos por aqui. São carros espetaculares que quando rasgam a reta de Interlagos enchem o autódromo de história e beleza. Combinam com a pista. Muita gente estranha a ausência de barulho dos Audi. Como escreveu um blogueiro nos comentários, eles parecem fantasmas que passam assobiando, monstros que surgem do nada e desaparecem num sopro. São sensacionais. Claro que não há nada como o ronco de um motor num carro de corrida, mas o sibilar dos Audi é realmente algo assustador.

MEIA-DÚZIA DE HORAS (2)

M

SÃO PAULO (grandão) – Está na sala de imprensa, exposto, o troféu das 6 Horas de Sâo Paulo. A obra é do artista plástico Paulo Soláriz, uma espécie de “Tilke das taças” automobilísticas brasileiras nos últimos anos. O que, diga-se, é ótimo. É um grande artista, o Paulo, gosta de corridas, entende o espírito da coisa.

Difícil vai ser levantar esse negócio. O troféu é maior que eu. O que também não significa muita coisa.

MEIA-DÚZIA DE HORAS (1)

M

SÃO PAULO (são lindos) – Já em Interlagos, climão legal de corrida importante, apesar do público minguado (o que era esperado, para uma sexta-feira útil). Informação que recebi agora dá conta de 18 mil ingressos vendidos. O que seria muito bom.

A Audi acaba de avisar que Lucas di Grassi é que vai para a classificação no ultra. Pode rolar uma pole, como não? Mas o e-tron é favorito, com Lotterer. Wurz corre por fora com a Toyota.

EM INTERLAGOS

E

SÃO PAULO (seguindo) – Com time completo em Interlagos para as 6 Horas de São Paulo, o Grande Prêmio segue forte na cobertura da etapa brasileira do WEC. E lembro que um de nossos colunistas, o Fernando Rees, disputa a prova na categoria GTE Am, de Corvette. E todos os dias ele comenta em vídeo as atividades de pista. Rees escreve todos os meses na Revista WARM UP.

Estou a caminho e hoje a brincadeira toda é de lá. Ontem, vocês já sabem, deu Corolla no embate com os DKW nos primeiros treinos livres. Hoje as quatro argolas já deram o troco de manhã.

COMEÇOU

C

SÃO PAULO (e vamos nós) – Com Audi na frente, 1-2, começaram os treinos livres para as 6 Horas de São Paulo em Interlagos. Começaram virando na casa de 1min24s. Isso deve cair muito. Em 2007, nas Mil Milhas de Antonio Hermann (que, num esforço sobre-humano, trouxe a turma de Le Mans para cá), os Peugeot 908 abriram os trabalhos com tempos ali por 1min21s e a pole, da dupla Lamy/Sarrazin, ficou em 1min18s787. Pode-se esperar algo parecido neste fim de semana.

A Toyota, que veio com apenas um carro, está ali na espreita. Devo estar em Interlagos amanhã. Aproveitem, vocês que estão/virão. Não é todo dia que esses carros vêm ao bananal.

GANHADORES (1)

G

SÃO PAULO (passando a régua) – Vamos encerrar a promoção dos dois ingressos para as 6 Horas de Interlagos. O pessoal tinha de responder à seguinte pergunta: “O que eu faria se descobrisse que o mundo iria acabar daqui a seis horas?”. Uma comissão de alto nível, presidida por mim, escolheu as melhores frases. Os ganhadores, que serão contatados (espero!) pelos organizadores da corrida, são:

1) Ricardo Maia Mulder van de Graaf, que escreveu: “Iria amar. E morreria feliz sabendo que está do meu lado a pessoa que amo. Iria falar. E morreria tranquilo sabendo que disse o que realmente penso. Iria sentir. E morreria satisfeito com a vida que tive.”

“Achei emocionalmente fofo”, avaliou Victor Martins, um dos membros do júri.

2) Antonio Marcelo de Oliveira, que escreveu: “Iria a um museu onde pudesse recordar todas as grandes obras de arte do mundo e que na minha vida corrida de assalariado nunca fui por falta de tempo ou dindin, iria ao museu do futebol para tentar rever pela ultima vez o gol do título do meu time predileto, pegaria um moleque que estivesse pedindo dinheiro no farol levaria ele onde ele quisesse (cinema ou McDonald’s) para que ele tivesse um pouco de prazer neste fim de vida e depois iria para casa acompanhar ao vivo o fim deste planeta. Simples assim.”

“Achei socialmente fofo”, avaliou o mesmo Martins, cujo voto, pela antiguidade na casa, tinha peso 10 e, portanto, dispensava outros jurados.

PRESENTINHO PROCÊS

P

SÃO PAULO (ando muito bonzinho) – Seguinte, macacada… O pessoal da organização das 6 Horas de Interlagos vai dar dois ingressos para a corrida do dia 15 de setembro do Mundial de Endurance. Eles estão prometendo que vai ser um grande evento, começando no dia 13. “Um festival de experiências para toda a família, bem ao estilo Le Mans”, como me informaram.

Parêntese. Por que todo marqueteiro agora vem com esse papo de “experiência”? É um tal de vender cartão de crédito, conta bancária, plano de celular, relógio, automóvel, laptop, tablets, apartamento, TV a cabo, tudo, qualquer coisa, usando a nova palavra mágica “experiência”. Eu acho que sei por quê. É só olhar campanhas publicitárias no exterior e os mesmos marqueteiros usam e abusam dessa bichice de “experience”. Putaquelamerda. Gostaria de informar ao meu banco que NÃO QUERO EXPERIÊNCIA NENHUMA. Preciso é de dinheiro. Fechado o parêntese.

Segundo os organizadores, esse “festival de experiências” terá “show do Beto Carreiro com carros fazendo looping, roda gigante, giromaster, arvorismo, tirolesa, rapel, exposição de Ferrari, exposição Cowboys do Asfalto, exposição de carros antigos (revival), loja de presentes e praça de alimentação, show de drift com Fiuk, stand de montadoras, e muito mais”.

Não sei o que é giromaster, e se o Fiuk for quem estou pensando, sei não… A mim interessa a corrida, mas é claro que outras atrações (não “experiências”, pelamor, chega de experiências!) são bem-vindas. Afinal, é uma prova longa e o público merece ser bem tratado. Ninguém aguenta ficar seis horas sentado numa arquibancada só vendo carros passarem. Tomara, mesmo, que tenha tudo isso. Até o giromaster e o Fiuk. Comida boa, diversão, organização, limpeza, essas coisas que em Interlagos nunca se veem.

“Em conjunto com o evento, estamos realizando uma promoção onde os fãs acumulam pontos para ganhar prêmios exclusivos da prova, incluindo ingressos, credenciais especiais, pacotes de viagem, essas experiências incríveis durante o todo o evento”, seguem os organizadores. De novo as malditas “experiências incríveis”. Argh. Que porre.

Bom, mas isso não importa. Eles estão sendo legais e vão dar dois ingressos do Setor A para meus blogueiros. Não me pediram nada em troca (eu pedi uns convites pros meus filhos, vamos ver se cola…), mas precisamos estabelecer algum critério para determinar os ganhadores. Então é o seguinte. Cadastrem-se nesse negócio das recompensas (tem de entrar aqui) e criem uma frase legal para colocar aqui na área de comentários do blog. A frase pode ser uma resposta à seguinte pergunta, que acabei de criar: “O que eu faria se descobrisse que o mundo vai acabar daqui a seis horas?” Vou escolher as duas melhores e mandar para os organizadores os nomes dos ganhadores. Mas tem de se cadastrar lá para que eles possam enviar os ingressos para o lugar certo. Aqui nos comentários, quando forem responder à minha brilhante pergunta, mandem os e-mails e coloquem seus nomes de verdade, porque é isso que vou passar a eles. Vai ter de bater com o cadastro de lá.

Sobre o negócio das recompensas, leiam o texto que está no site da corrida e digam se eu é que sou implicante:

“Você quer ganhar muitos prêmios exclusivos das 6 Horas de São Paulo, incluindo ingressos para a corrida e muito mais? Comece agora! Através de nosso programa de prêmios online, baseado em uma nova plataforma no site de recompensas das 6HSP, aqui, você poderá acumular pontos ao completar tarefas simples, e então trocar seus pontos por prêmios incríveis. Enquanto compartilha toda a atividade e se prepara para a corrida, você fatura prêmios e experiências com amigos e família através da total integração do programa com Facebook e Twitter, Instagram, Foursquare e Flicker. São três níveis de pontos e prêmios, incluindo pôsters, garrafas squeeze, adesivos, acessos especiais, ingressos para o evento, camisetas, camisas polo, bonés, pacotes de viagem, experiências incríveis em Interlagos como uma volta em uma Ferrari de corrida, e muito mais! Venha participar agora mesmo e comece a ganhar prêmios hoje!”

Putz grila. Eu gostava de fazer experiências no Pequeno Químico. Lembram do Pequeno Químico? Bom, lá no site da corrida tem todos os links para Facebook, Twitter, Youtube e o escambau a quatro. Como venho dizendo há meses, experiências à parte, esta é uma corrida que merece ser vista. Como tudo agora tem de ser conectado, linkado, compartilhado, curtido e experimentado nas redes sociais, façam bom proveito delas. Mas não deixem de ver a prova. Os carros, sim, são uma experiência do capeta. Como o Audi e-tron da foto. Capeta dos capetas.

Ah, vou receber as frases até segunda-feira. Aí escolho as melhores e divulgo aqui.

JÁ ANDOU

J

SÃO PAULO (vai ser legal) – Só para não deixar passar batido, a Audi anunciou Di Grassi pela manhã para as Seis Horas de Interlagos, com a novidade de que ele já andou com o carro, no começo do mês, em Lausitzring. Isso eu não sabia.

Olha, quem não for a Interlagos ver esses carros em setembro não gosta de automobilismo! Não tem desculpa… Os ingressos estão à venda aqui.

DI GRASSI NA AUDI

D

SÃO PAULO (eu tinha nome melhor) – A Audi convocou para amanhã cedo uma coletiva em São Paulo para anunciar o piloto brasileiro que vai defender a marca nas Seis Horas de Interlagos, em setembro. O nome vem sendo guardado a sete chaves.

Vinha. Encontrei uma delas, abri a caixinha e lá estava escrito: Lucas di Grassi.

Di Grassi vai andar junto com Tom Kristensen e Allan McNish no R18 ultra que correu em Le Mans. O e-tron quattro, que venceu em Sarthe, ficará com o consagrado trio Lotterer/Fässler/Treluyer.

Di Grassi era um dos nomes de uma lista que Audi estudava havia algumas semanas. A montadora de Ingolstadt acabou delegando a Emerson Fittipaldi, promotor da prova de Interlagos, a prerrogativa de escolher o brasileiro que colocará para correr com Kristensen e McNish. E o bicampeão mundial escolheu Di Grassi, que também é piloto de testes da Pirelli na F-1.

AÍ SIM

A

SÃO PAULO (quem não for é bobo) – Acabo de receber release da Audi confirmando a vinda de dois carros para as 6 Horas de Interlagos, nos dias 14 e 15 de setembro — etapa brasileira do Mundial de Endurance, o WEC da FIA. Havia uma dúvida sobre quais carros seriam trazidos para cá, se os R18 ultra ou os R18 e-tron quattro. Escolheram mandar um de cada. Melhor impossível.

A Audi venceu as três etapas do WEC até agora: 12 Horas de Sebring, 6 Horas de Spa e 24 Horas de Le Mans. Será a primeira participação de uma equipe oficial da Audi em competição no Brasil desde 1982, quando Michèle Mouton venceu a etapa brasileira do Mundial de Rali com um Audi quattro.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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