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FOTO DO DIA

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Adoro receber os e-mails do Ricardo Divila. “Fim de semana ocupado em Magny-Cours para o GP da França Histórico com o F5. Quinto no grid, na corrida P3… Mais um pódio para o F5… Pena que tem de correr sem saias, tem um fundo chato agora”.

divilamagnycorus

DARCY DE MEDEIROS, 73

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SÃO PAULO – Darcy de Medeiros, figura história do automobilismo brasileiro, morreu hoje em São Paulo, vítima de infarto. Ele tinha 73 anos. Desde a década de 60, quando conheceu Wilson Fittipaldi Jr., atuou nas pistas em várias categorias. Ajudou a desenvolver os primeiros Fórmula Vê, acompanhou Wilsinho na Europa desde a F-3 até a F-1 e participou como mecânico-chefe do projeto da Copersucar. Trabalhou ainda com Christian Fittipaldi, Hélio Castroneves e Tony Kanaan, entre muitos outros.

Darcy participou ativamente, junto à Dana, do restauro dos carros da Copersucar que hoje estão com a família Fittipaldi. Estava trabalhando com Wilsinho na F-Vee brasileira. O velório acontece a partir das 22h no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra, e o enterro está previsto para as 9h de amanhã.

DARCY73

FOTO (S) DO DIA

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Estou há meses com estas fotos dos primeiros testes do Copersucar-Fittipaldi, todas de autoria do genial Claudio Larangeira. São imagens que farão parte do filme que está sendo produzido sobre a história da equipe. Espetaculares. Quanto ao filme, não sei em que pé está a produção. A ideia era estrear neste ano. Aguardamos informações.

FD17

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coper17

SÃO PAULO (ansiosos) – “As Asas de Ícaro – A Verdadeira História da Equipe Fittipaldi”, documentário sobre o único time brasileiro da história da F-1, está nos “finalmentes”. O lançamento é previsto para o ano que vem e já falamos dele aqui. A novidade é que o Fernando Santos, que colabora com a produção, tem me mandado umas coisas muito legais, como este desenho acima. Que chegou com a seguinte descrição:

Encaminho aqui imagens de como seria o carro da equipe Fittipaldi nos dias de hoje. Seria o FD17. O modelo foi feito pelo projetista Ricardo Divila, o mesmo que desenvolveu os carros da equipe quando disputou a F-1 entre 1975 e 1982. Essas ilustrações são inéditas. Divila também participa do documentário, que será lançado em 2017. Ele está no Brasil como consultor do filme.

O que acharam?

VEM, COPERSUCAR

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SÃO PAULO (que venha logo) – Um documentário sobre a história da Copersucar está no prelo, como a gente dizia antigamente (busquem no Google: “no prelo”). O cineasta Fernando Dourado está por trás do projeto, que começou há dois anos. Junto vem um livro, com fotos do grande Claudio Larangeira.

Esperamos ansiosamente. A história dessa equipe realmente está para ser recontada, para que muitas injustiças sejam reparadas.

DICA DO DIA

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Veio nos comentários, não anotei o nome de quem mandou. Mas é um filme raro. Na descrição do YouTube:

Filme montado por Fernando C. Villafranca para o Festival de Cinema Super 8 mm da Fotoptica de Santos em 1981.
Filmado por Nilo Pena Jr, e montado editado e sonorizado por Fernando C. Villafranca.
Mostra imagens raras e inéditas de um treino em Interlagos da Equipe Copersucar Fittipaldi, com Emerson Fittipaldi testando o Copersucar.
Narração de Ivan Machado de Assis que na época era locutor da Radio Eldorado de São Paulo.

Não consegui escutar nada. O ano alguém sabe? Vamos ver se vocês estão afiados.

COPERSUCAR, 40

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SÃO PAULO (melhor do que pensam) – Foi num dia 12 de janeiro, exatamente 40 anos atrás, que a aventura brasileira na F-1 deu seu primeiro passo. Em 23° num grid de 23 carros, Wilson Fittipaldi Jr. alinhava o FD-01 (Fittipaldi/Divila) com um tempo 11s pior que o de Jean-Pierre Jarier, da Shadow, que partiria na pole para o GP da Argentina, em Buenos Aires.

Parecia um abismo, era, mas não importava. Importava terminar a corrida com o primeiro carro de F-1 construído no Brasil, com apoio do regime militar, de uma cooperativa de produtores de açúcar e da Embraer.

Fazer um F-1 fora da Europa era uma maluquice, mas Wilsinho resolveu bancar. O carro prateado, com o número 30 na carenagem, era lindo, mas pouco competitivo. Depois de 12 voltas, o sonho da estreia virou fumaça. Literalmente. A quebra de uma peça da suspensão fez o piloto perder o controle e se espatifar no guard-rail. O FD-01 pegou fogo. Wilsinho não se machucou. Mas saiu ferido na alma.

Seu irmão Emerson acabaria vencendo aquela prova, pela McLaren. A história da Copersucar não terminou ali, longe disso. Persistiu até 1982, já com outro nome, Fittipaldi. No total foram 103 GPs e três pódios, todos eles históricos. O primeiro no Rio, em 1978, já com Emerson ao volante, segundo colocado — então bicampeão do mundo, o Rato abraçou a iniciativa familiar e foi para o time brasileiro, enquanto Wilsinho passsava a atuar fora das pistas. Em 1980, mais dois, ambos com terceiros lugares: Keke Rosberg na Argentina e Emerson em Long Beach, no dia em que Nelson Piquet venceu seu primeiro GP.

Primeira vitória de Piquet, último pódio de Fittipaldi, bastão definitivamente passado para a geração que depois teria ainda Senna como um de seus filhotes. Sim, os Fittipaldi, sem medo de errar, são os pais do automobilismo nacional contemporâneo.

Além dos irmãos Wilson e Emerson, pilotaram carros da Copersucar/Fittipaldi o já citado Keke, mais Arturo Merzario, Ingo Hoffmann, Alex Dias Ribeiro e Chico Serra. Com um sétimo lugar em 1978 (na frente de McLaren e Williams, por exemplo) e um oitavo em 1980 (à frente de Ferrari e McLaren), a Copersucar não pode ser considerada um fiasco na F-1. Seu maior problema, talvez, tenha sido a imprensa brasileira.

Formados basicamente nos campos de futebol, muitos jornalistas esportivos tiveram de ser deslocados para a F-1 no início dos anos 70, quando Emerson venceu seus primeiros GPs e conquistou o primeiro título mundial. No rastro dele veio Pace, igualmente bem-sucedido e potencial campeão. Habituados a cobrir um esporte vencedor, tricampeão do mundo, os jornalistas transferiram para a F-1 o mesmo tipo de cobrança que reservavam à seleção. Só interessava ganhar. Derrotas seriam tratadas com a crueldade aplicada no futebol.

Só que F-1 não é futebol, nunca foi, e quando a primeira geração de jornalistas realmente especializados em automobilismo passou a ganhar espaço e a ser compreendida, a Copersucar já era, destruída pela mídia sem dó, nem piedade.

Hoje, 40 anos depois, a maioria compreende o valor da equipe brasileira e sua importância para o desenvolvimento do automobilismo nacional. Enormes.

Anos atrás, já contei isso aqui milhares de vezes, encontrei dois Copersucar jogados numa oficina em Interlagos. Aquele material, publicado no diário “Lance!”, talvez tenha acelerado o processo de restauração dos carros, levado a cabo pela Dana. Há dois Copersucar restaurados hoje no Brasil. Outros, não sei exatamente quantos, estão pelo mundo, participando de corridas de F-1 clássicos.

Essa história, portanto, não acabou. Vive na memória de quem viu os carros correrem, daqueles que foram a Interlagos acompanhar os primeiros testes, de quem trabalhou nos projetos, de quem os pilotou. E nos modelos sobreviventes, felizmente salvos por quem sempre compreendeu o tamanho do desafio que os Fittipaldi encararam.

Longa vida à Copersucar.

COPER-PAPEL

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copapelSÃO PAULO (ficou bonito) – O blogueiro Jefferson Trevizanutto mandou a mensagem:

Seguem fotos de um trabalho de quase 30 dias para construir manualmente um Copersucar-Fittipaldi FD04 1977. O carro foi todo concebido em chapas de cartão triplex muito parecido com acabamento em poliestireno. Esse carro foi inteiramente modelado a mão sem uso de ferramentas de corte elétricas, desde os pneus até a carroceria. Mede aproximadamente 39 cm de comprimento por 20cm de largura. Usa várias peças parecidas com as formas reais, o que o caracteriza como trabalho “scratch building” (se assemelha, mas não é uma réplica). Tenho um álbum com várias fotos do processo de construção aqui.

Ficou bonito, não? Até o Wilsinho dentro, gostei.

 

FOTO DO DIA

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O Luiz Henrique Corrêa Bernardes mandou a foto. O FD04 está exposto no saguão do Hospital Bandeirantes, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Não sei bem por quê, mas é ótimo!

coperhosp

DICA DO DIA

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SÃO PAULO (de chorar) – Meio do nada, o Américo Teixeira Jr. publicou um texto em seu blog que é uma lição de vida e de amor não só à Fórmula 1, mas sobretudo à profissão que escolheu.

Fala de seu primeiro encontro com um carro de F-1, numa distante tarde de abril de 1984, quando foi entrevistar Emerson Fittipaldi, seu ídolo maior. Esse Copersucar aí embaixo, o F5.

Esse moço é um exemplo para todos nós.

doamerico

FOTO DO DIA

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SÃO PAULO (histórico, histórico!) – Enviada pelo Ricardo Divila (que está na foto, claro) com o título “Primeira vez no chão – FD01”. Não temos a data precisa, mas foi em algum dia de 1974. Há 40 anos, o nascimento da Copersucar. Vocês identificam mais gente nessa foto?

copermelhor

ENCICLOPÉDIA

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SÃO PAULO (um livro, meu caro, um livro) – Tão esperado quando qualquer “remake” de clássico do cinema, ou temporada nova de minissérie de sucesso. É o que posso dizer da série de posts que o monstro Rodrigo Mattar inaugurou em seu blog, sobre equipes históricas da F-1.

O primeiro capítulo traz os primeiros movimentos da Copersucar, com uma riqueza de detalhes e fartura de informações que dão até raiva, de tão precisas e deliciosas de ler.

Um verdadeiro curso de F-1 em vários capítulos está no ar. Aproveitem.

nur75wilson

VITÓRIA!

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SÃO PAULO (uau!) – Sabem quem ganhou duas corridas da Historic Formula One em Silverstone em julho? Um Copersucar! O F5A, pilotado por Ollie Hancock, levou dois troféus daqueles do alto do pódio. Ricardo Divila, que sabe bem do que se trata, mandou o vídeo. Deliciem-se.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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