WILSINHO

SÃO PAULO – Meu Wilsinho guiava um carro vermelho e seu capacete era azul claro com uma faixa amarela no meio. Para tudo há explicações. Dos três irmãos, dois tinham idade suficiente para brincar de autorama. Vieram dois carros. Um era preto com os decalques dourados. Emerson Fittipaldi. Ficou para o irmão mais velho, que quase sempre tem a primazia nessas horas. Se o mais novo resolve questionar alguma coisa, leva um sopapo na orelha e fica quieto. O outro era vermelho, e o pai, para acomodar aquela situação, informou ao mais novo, eu, no caso, que era o carro do Wilsinho. Quem é o Wilsinho? Irmão do Emerson.

Num primeiro momento, a crise previsível foi debelada pela aquiescência do mais novo, eu, no caso. Mas faltavam algumas informações, e uma delas era: quem é o irmão mais velho, o Wilsinho ou o Emerson? A pergunta cabia, numa conjuntura em que quase todas as decisões familiares eram tomadas considerando as benesses concedidas ao primogênito. Quem senta na janela da esquerda da Belina? O mais velho escolhe, se ele quiser, é ele. De quem é o bife mais torrado? Do mais velho, claro. Quem vai no banco da frente no carro quando a mãe não está? Ora, o mais velho. Sendo assim, havia uma chance de eu ficar com o carro preto com decalques dourados, que conhecia das fotos da revista “Manchete”. Era meu preferido, ainda que a prioridade da escolha fosse do mais velho, por óbvio. Alguma astúcia nessas horas pode funcionar. A estratégia foi recorrer à lógica. Usar a arma do mais velho contra ele mesmo.

O Wilsinho é o irmão mais velho, informou o pai.

Bingo. Sendo o carro preto com decalques dourados aquele pertencente ao irmão mais novo, por silogismo no mundo dos autoramas ele deveria ser destinado ao irmão mais novo, eu, no caso.

Fiquei com o vermelho.

Assim, meu Wilsinho passou a ser o piloto do carro vermelho e seu capacete era azul claro com uma faixa amarela no meio. Ganhava uma ou outra corrida na pista cinza que tinha um contador de voltas barulhento e ocupava considerável área da sala, o que não representava maiores problemas dada a escassez de mobília. Com o tempo, passei até a simpatizar com aquele capacete. Mas não tardei a descobrir que o Wilsinho de verdade guiava um carro branco de frente enorme e seu capacete não era azul claro com uma faixa amarela no meio, e sim verde escuro com gotas amarelas no cocuruto. Deu para ver bem em Interlagos, ele estava em primeiro lugar na primeira volta, algo que meu Wilsinho conseguia de vez em quando, até que o carro preto com decalques dourados o alcançasse e passasse, o que aconteceu também em Interlagos, mas para secreto gáudio do mais novo, eu, no caso, quebrou no final e ganhou o outro carro branco de frente enorme, e para mim, ali, naquele dia, não importa o que digam, fez-se a justiça divina.

Vinte anos depois, creio que a conta é exata, e se não for é perto disso, o mais novo, eu, no caso, estava na França cobrindo uma corrida de Fórmula 1 e o filho de Wilsinho fazia seu primeiro ano na categoria. Christian, seu nome, que usava um capacete igual ao do pai, mas com as cores invertidas. Era um menino, 21 anos. Sábado de manhã, treino livre, daqueles que poucos viam, chega a notícia de que bateu forte não sei onde, e descemos para o caminhão da Minardi, sua equipe, e as informações eram desencontradas até que chega Wilsinho chorando.

Chorando pelo filho machucado, quinta vértebra cervical, chorando por, e isso sou eu quem está deduzindo, sem base alguma na realidade, ter sido tão rigoroso com seu menino desde a infância, talvez se sentindo culpado por tê-lo levado até ali, será que aquilo tudo era mesmo necessário? Christian voltou ao autódromo de tarde, depois de passar pelo hospital. Usava um colar imobilizando seu pescoço. Wilsinho olhava e seus olhos se enchiam de lágrimas.

(Naquela tarde entrevistei Ayrton Senna depois da definição do grid, como sempre fazia, e quando perguntei do acidente do Christian ele se espantou: “O que aconteceu? Ninguém me avisou nada!”. Não ficou sabendo. Um piloto se estabacava num treino livre, era levado para o hospital e os outros nem sabiam direito. A Fórmula 1 era muito diferente.)

Christian perdeu três corridas, quando voltou não conseguiu se classificar para duas, os olhos cheios de lágrimas, mas no Japão ele chegou em sexto, fez seu primeiro ponto, os olhos ficaram cheios de lágrimas novamente e no fim deu tudo certo.

Àquela altura, Wilsinho já tinha cumprido seu destino, um destino improvável que ele desafiou diante de todas as improbabilidades do mundo das corridas, depois de construir karts, viajar para a Alemanha para descobrir como fazer um Fórmula Vê — e fazer –, correr pela Willys e pela Dacon, construir um Fusca com dois motores, montar um protótipo com o nome de Fitti-Porsche, disputar a Fórmula 3 Inglesa, a Fórmula 2 Europeia, o Mundial de Fórmula 1 (35 GPs, um quinto em Nürburgring como melhor resultado; em Interlagos, naquele dia em que a justiça divina foi feita, chegou em terceiro mas não valia para o campeonato) e montar uma equipe na avenida Senador Teotônio Vilela número 450, onde hoje, se bem me lembro, porque passo por ali sempre, fica uma loja de autopeças.

Que deveria ter sido transformada num museu para contar a façanha das façanhas, a Copersucar, oficialmente Fittipaldi, mas que já em 1975, depois de um ano de trabalho árduo que beirava a insanidade, nascia com o nome do patrocinador, hoje chamam isso de naming rights, hoje acham que uma equipe se chamar Red Bull, marca de bebida energética, é algo muito moderno, isso porque não sabem que trinta anos antes uma equipe levava o nome de uma cooperativa de produtores de açúcar.

No Brasil.

O Brasil nunca entendeu a Copersucar. Pior que isso, tratou a Copersucar com desdém, jornalistas de futebol deslocados para a cobertura de corridas de automóvel, afinal o Brasil passara a ganhar corridas de automóvel com o irmão do Wilsinho, aludiam à equipe em tom de deboche, cospe-açúcar, não entendiam patavina, jamais compreenderam a dificuldade de escalar aquela montanha, uma equipe de Fórmula 1 montada na avenida Senador Teotônio Vilela número 450, o endereço nem era esse, acho que se chamava Estrada do Rio Bonito, o senador Teotônio Vilela era vivo e não era nome de avenida nenhuma, ninguém sabia como se fazia um carro, muito menos um carro de Fórmula 1, bateu e pegou fogo na primeira corrida, cospe-açúcar, o carro perdia a roda e o piloto corria pela pista para salvar o pneu, tartaruga, cágado, fracasso, fiasco.

A Copersucar viveu de 1975 a 1982, nos últimos anos deixou de cuspir açúcar e o Brasil cuspiu nos Fittipaldi, ainda que três vezes tenha ido ao pódio, ainda que tenha terminado o campeonato de 1978 na frente da Williams, da McLaren e da Renault, ainda que em 1980 tenha terminado o campeonato na frente da Ferrari, sim, da Ferrari, até fechar as portas e levar Wilsinho à falência.

Em 1998, alguém me disse que tinha visto dois carros da Copersucar numa oficina em Interlagos, peguei meu carro e fiquei rodando pelo bairro, perguntando aqui e ali, até encontrar a tal oficina, e olhei lá dentro e era verdade, havia dois carros da Copersucar, um em cima do outro. Era hora do almoço, eu tinha uma máquina fotográfica, entrei e pedi para fotografar, o funcionário disse que eu teria de ser rápido porque se o patrão chegasse me expulsaria dali, acabou a bateria da máquina, saí correndo, encontrei o diabo da pilha para aquela máquina numa loja de fotografia, Fotoptica, Curt, Fujifilm, sei lá, voltei correndo, bati as fotos, saí correndo.

Estavam jogados nos fundos de uma oficina escura e úmida, na carenagem prateada de um deles estava pintado o nome de Ingo Hoffmann, no outro, e aqui talvez eu esteja adaptando minha memória às necessidades do momento, no outro estava o nome do Wilsinho.

Saiu no jornal em que eu trabalhava, fiquei muito orgulhoso. Se me permitem, eis as fotos.

E assim termina minha história com Wilsinho. Depois disso ainda o encontrei aqui e ali, ganhou duas vezes as Mil Milhas, uma delas correndo com o Christian, acho que nunca soube direito quem eu era, o que em nada me incomoda, porque sempre me cumprimentava com cortesia e educação, um sorriso largo e a voz grave e rouca, um sotaque fittipáldico muito característico dos membros dessa família que tanta coisa realizou e ainda realiza, como não?, com seus descendentes que seguem correndo pelo mundo e o chamam de tio Wilsinho.

O que de fato interessa neste relato razoavelmente presunçoso, dada a desimportância de quem o faz, eu, no caso, é que, como vocês, notei que no carro vermelho do meu Wilsinho não se vê mais nenhum sinal do capacete azul claro com uma faixa amarela no meio, o que significa que ele partiu e não sei se o veremos mais.

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Hilton Vaz Pezzoni
Hilton Vaz Pezzoni
1 mês atrás

A empresa DANA restaurou o FD 01 e depois mais um outro. E o expôs no stand deles num Salão do Automóvel de S. Paulo. Eu vi. E guardo com carinho o folheto DANA que conta as fases do restauro.
Obrigado DANA ! Obrigado Wilsinho ! Obrigado FG !

Alexandre Hoelz
Alexandre Hoelz
1 mês atrás

Grande Wilsinho! Lembro do GP de Mônaco de 1973 (eu tinha 9 anos). Ele fez um corridaço, mas a Brabham quebrou quando estava em terceiro. Na semana seguinte li numa revista, acho que na Manchete, que a peça que o fez abandonar a corrida foi o pescador. Fiquei pensando: o que será isso?
Quanto à equipe Fittipaldi, o momento mais marcante foi o segundo lugar do Emerson em Jacarepaguá em 1978. Foi a primeira vez que assisti a uma corrida no autódromo. Bons tempos…
Mais uma lenda que se vai…
Descanse em paz!

Ilmar
Ilmar
Reply to  Alexandre Hoelz
1 mês atrás

Acho que ”pescador” é o linguajar antigo para a bomba de combustível (a peça que transfere a gasolina do tanque para o motor).

Claudio Luccisano
Claudio Luccisano
1 mês atrás

Mais um vez, uma belo texto Flávio. Wilsinho foi um empreendedor, pena que não havia maturidade suficiente na época para entenderem a preciosidade do trabalho que eles realizaram. Não sei se teríamos hoje. Grande Wilsinho, fique em paz !!

Jorge Luis
Jorge Luis
1 mês atrás

Texto do car#$% !!! Obrigado Flavio Gomes !!!!

Carlos
Carlos
1 mês atrás

Parabéns pelo texto. Sobre esse carro vermelho do seu Wilsinho, se te interessar, tem uma loja de autopistas de autorama em moema, na Avenida dos Carinás que tinha uma caixa do autorama da epoca, e se não me engano, era com o carrinho vermelho.

Jose Carlos
Jose Carlos
1 mês atrás

Boa noite! Te acho meio rabugento, mas adoro seus textos e tenho ao menos um dos seus livros. Esse sobre o Wilsinho me deixou, mais uma vez, com os olhos cheios d’água…você tem um talento fabuloso pra escrever. E que o Wilsinho continue correndo lá….grande abraço!

André
1 mês atrás

Texto maravilhoso.
Lembro de ter encontrado uma vez com o Wilsinho em Jacarepaguá, numa corrida da Stock, durante um treino caótico em que a chuva ia e vinha o tempo todo, estávamos em frente à sala de imprensa, no hall onde ficava o balcão onde o pessoal da organização entregava as folhas de tempo, Ele olhava para a folha e comentou com aquele vozeirão “e essa chuva que não pára!”.
Eu cheguei perto dele e disse, “Lembra que seu irmão ganhou uma corrida na Inglaterra porque perguntou qual era a previsão do tempo pro piloto do avião que levou ele até a pista? Se você veio de helicóptero ou conhece alguém que esteja em um aqui perto no aeroporto de Jacarepaguá, pede pra ele ligar o radar doppler que vai ter uma idéia de como a chuva vai chegar, vai ter uma janela de tempo que a pista vai secar o suficiente pra dar uma volta boa, ele ficou me olhando e disse “boa idéia”, sacou o telefone e ligou pra alguém, e se afastou pro boxe, mais tarde, sapeando pelo padock ele me viu meio de longe e fez um sinal de positivo pra mim, acho que a idéia deu certo naquele dia.
Era um cara bom, vai fazer falta por aqui.

Fil
Fil
1 mês atrás

Lindo texto!

Diogo
Diogo
1 mês atrás

Mas que belo texto, linda homenagem. Sou de 84, mas já fui introduzido à paixão pelo esporte pelo outro Fittipaldi, que ainda corria e fazia bonito na telinha preta e branca 14 “ da minha vó lá no fim do mundo. Nada relevante é claro (minha trajetória), apenas relembrando a importância desses caras, na vida de tantos, na minha também. Que texto maravilhoso, saudades desse tempo que não vivi, ou vivi parcialmente, em que tudo era mais simples. Descanse em paz Wilsinho. Pioneiro! Que a história e o Brasil sejam mais justos contigo, pois nunca terá fim. O que tem fim é a gente.

Álvaro Gruendling
Álvaro Gruendling
1 mês atrás

Parabéns pela crônica maravilhosa!!!
Também acompanhei a trajetória do Wilsinho!
A vida passa!!!

Luciano Balarotti
Luciano Balarotti
1 mês atrás

Texto sensível como sempre. Wilsinho não teve o devido reconhecimento pelo que fez para o automobilismo brasileiro.

Danilo
Danilo
1 mês atrás

Parabéns pelo belo texto Flávio. Eu nasci em 82 portanto sobre os irmãos Fittipaldi só conheço pelos relatos e claro reconheço a importância e o pioneirismo deles em colocar o Brasil na F1. É uma loteria falar de algo q não aconteceu, ainda assim fico com a impressão q a equipe poderia ter tido vida mais longa se houvesse maior rigor jornalístico em vez da galhofa. O jornalismo serio, técnico e correto é de grande importância para a sociedade, pois tem poder transformador.

Tiago Oliveira
Tiago Oliveira
1 mês atrás

Texto do caralho. Coopersucar Fittipaldi deveria virar um documentario..

Más será que o senhor Gomes nao estava certo?
https://www.rioiartleiloes.com.br/peca.asp?Id=18755190

Cesar
Cesar
1 mês atrás

Não sou fã de forma 1, gosto mesmo de futebol e vôlei mas a única vez em que fui a Interlagos foi no 3° lugar do Wilsinho, fui por ele e por uma menina , seu relato me levou de volta àquela tarde ensolarada, valeu a pena então e valeu hoje também.

Antonio
Antonio
1 mês atrás

Que texto heim… belo.

Markonikov
Markonikov
1 mês atrás

Bravo, que texto. Wilsinho foi um herói do automobilismo nos trópicos, fosse, sei lá, indiano, virava filme em hollywood … fazer uma equipe de F1 nos trópicos, que audácia … nem os americanos conseguem fazer uma direito … ahh, seriam esses carros projetados por Adrian Newey?

Celio Ferreira
Celio Ferreira
1 mês atrás

Acompanho F1 desde 1970 , e em seu relato volto no tempo,
lembrando da saga dos Fittipaldi , e quanto Wilson batalhou
no mundo das corridas. Fiquei emocionado …que esteja
bem onde estiver …

O crítico
O crítico
1 mês atrás

Historicamente falando, é interessante pensar que a Equipe Fittipaldi na verdade hibernou durante o período entre a ida de Emerson para a Europa até a montagem do FD01. E que, assim como na F1, os primeiros projetos dos irmãos, nos anos 1960s, também não obtiveram resultados tão significativos, apesar das suas ousadia e pioneirismo, que, hoje sabemos, tiveram uma influência muito maior de Wilsinho. Sobre a F1, a desgraçada da imprensa brasileira influenciou mal mesmo a nossa cabeça, é vergonhosa a atitude que houve na época em relação à Copersucar, acredito que tenha sido mais um episódio do famigerado complexo de vira-latas que ataca muitos dos nossos conterrâneos.

Edward Fernandes
Edward Fernandes
Reply to  O crítico
1 mês atrás

Outro também é a grande inveja que muitos tem das pessoas bem sucedidas.

Paulo Dantas Fonseca
Paulo Dantas Fonseca
1 mês atrás

Tigrão, construiu carros incríveis, foi o maior incentivador do Kart no Brasil,em toda a sua vida comprometeu-se em dar apoio integral a Fórmula Vêe , no Brasil. Conheci um dos meus ídolos aos nove anos de idade na cidade praiana do Guarujá -SP, na praia de Pernambuco. A família Fittipaldi tinha uma casa na entrada do loteamento Acapulco , ali Tigrão pegava um Buggy Kadron e dava umas voltas com a molecada e dava uns cavalo de pau, além de levar a turminha para passear em um Hobie-cat no mar . Tigrão realizou um sonho fantástico com a equipe Copersucar , ficou a frente das tradicionais FERRARI e MCLAREN, no mundial de F-1. Também fornecia peças para Willians e fazia revisões de motores para garagistas da F-1. Wilsinho com sua simplicidade construiu uma reputação de um bom orientador para pilotos iniciantes, sabia passar as informações com detalhes . Tigrão construiu um roteiro de vida e uma história no mundo do automobilismo fantástica. Lamentavelmente a imprensa não especializada destruiu uma equipe brasileira de F-1, fatos esses corroborado por jornalistas isentos Lito Cavalcanti, Reginaldo Leme e Rodrigo Mattar.

Armando de Almeida Filho
Armando de Almeida Filho
1 mês atrás

Parabéns pelo texto, Flavinho!!! Conseguiu me emocionar……

Marcelo Alves de Castro
Marcelo Alves de Castro
1 mês atrás

Lindo texto. Já chorei no começo. Lembranças de irmãos mais velhos…autoramas e uma linda história depois. Grande Wilsinho….

Alê
Alê
1 mês atrás

Belíssima homenagem, Flávio. Um jornalista que é cronista do(s) seu(s) tempo(s) passa a ser também um tipo de historiador. Estão aí as fotos como documentos históricos e provas dos fatos (o que me lembra o ótimo nome daquela revista, “Fatos e Fotos”). Agradecido por revelar tudo isso à contemporaneidade e compartilhar com o mundo.

Marcelo Soutello
Marcelo Soutello
1 mês atrás

Parabéns e obrigado ao escritor, no caso, você!
Parabéns e obrigado pela Copersucar/Fittipaldi, no caso, Tigrão!

ANTONIO PRADO JUNIOR
ANTONIO PRADO JUNIOR
1 mês atrás

Belíssimo texto; parabéns!

Luciano Brito
Luciano Brito
1 mês atrás

Que belíssimo texto, Flávio. Uma justa homenagem ao Wilsinho.

Carlos Tavares
1 mês atrás

Demais, demais. Como sempre.

Luiz
Luiz
1 mês atrás

Parabéns pelo text Flávio. Muito bom mesmo.
Esta semana também perdemos outro grande do automobilismo mas que marcou mesmo como administrador de uma grande rede de supermercados. Também se foi Abílio Diniz.
Fala dele depois se quiser.
Abraços!

Brabham Repco
Brabham Repco
1 mês atrás

Sem palavras para mais um texto maravilhoso seu Gomov! Wilsinho um Gigante do automobilismo brasileiro! Descanse em paz e obrigado por tudo que fez pelo nosso país, apesar do pouco reconhecimento… a Equipe Fittipaldi merece ter sua história contada em um museu.

Ilmar
Ilmar
Reply to  Brabham Repco
1 mês atrás

”a Equipe Fittipaldi merece ter sua história contada em um museu”.
Também tenho esse mesmo pensamento.

Felipe
Felipe
1 mês atrás

Belo texto
Para uma pessoa com uma história muito bela

Guilherme Corrêa
Guilherme Corrêa
1 mês atrás

A pena do Flávio é cirurgica e sensível.
Parabéns

Carlos
Carlos
1 mês atrás

Queria eu ter um décimo da sua capacidade de escrever.
Como não ficar emocionado com seus textos? É impossível.
Meus sinceros e admirados parabéns.

Sanzionovisk
1 mês atrás

Wilsinho foi um herói nacional que não teve seu devido reconhecimento.
Que descanse em paz, junto dos grandes.

Last edited 1 mês atrás by Sanzionovisk
Ademir Campo Grande MS
Ademir Campo Grande MS
1 mês atrás

Texto fantástico, foi de arrepiar!!! Que continue nos honrando com muitos e muitos textos sensacionais como esse!! Wilsinho merecia esse lindo texto!

Jonny'O
Jonny'O
1 mês atrás

Morreu nosso Enzo Ferrari.

Emerson de Oliveira
Emerson de Oliveira
1 mês atrás

De fato, lindo texto, parabéns FG. Concordo muito com o que você disse referente ao escárnio que a Copersucar foi tratada na época, lembro muito bem disso. Vou além: nem nos dias de hoje o Brasil está preparado pra isso, imagine na década de 70. Wilsinho foi visionário, um cara que ousou colocar o Brasil no seleto time dos construtores de F1 também. Não foi, e nem hoje seria compreendido. Eu trabalhei como vistoriador técnico da Federação de Automobilismo de São Paulo e estive nas Mil Milhas que ele venceu junto com o Christian. E me recordo da simpatia e da atenção que ele dispensava a todos lá no autódromo. Wilson era apaixonado pelo Automobilismo como nós somos, e só isso basta para ser reverenciado. Grande Tigrão!

Peixe
Peixe
1 mês atrás

Po Flavio…
Que texto! Lindo demais!
Emocionante e divertido, como sempre são seus textos.
Belíssima homenagem ao Wilsinho.

Edirley
Edirley
1 mês atrás

Parabéns bela homenagem

Evandro
Evandro
1 mês atrás

Puta texto!

Roberto Manholeti Collares
Roberto Manholeti Collares
1 mês atrás

Olá Flávio. Texto espetacular, como sempre.

Simão
Simão
1 mês atrás

Caro FG
Linda “homenagem” ao Wilsinho. Triste lembrar de como, de fato, a mídia e parte da torcida brasileira não entendeu nada mesmo do que fizeram os Fittipaldi, pelo automobilismo tupiniquim.
Me lembro do desespero do Wilsinho, captado pela TV qdo o Cristiano passa ou a linha de chegada voando de cabeça pra baixo em Monza.
Sempre fui com a cara dele. Parecia ser gente boa. E ainda tinha o mesmo nome do meu querido irmão mais velho.
Que descanse em paz o Wilsinho.

Leon Neto
Leon Neto
1 mês atrás

São textos como esse que me fazem continuar acompanhando esse blog, que é um ato de resistência. Também sou irmão mais novo e sempre perdia na porrada; tive que desenvolver argumentação e astúcia (não contavam com isso…). Nunca tive autorama; era muito caro. Mas, brinquei muito nos de amigos da escola. Meu carro preferido era o branco do Pace. O copersucar foi um dos carros mais lindos da Formula 1. Aquele segundo lugar em Interlagos foi inesquecível! Obrigado, Flavio, por reativar tantas lembranças preciosas em um apenas texto.

Paulo
Paulo
1 mês atrás

QUE TEXTO! QUE HOMENAGEM! PA-RA-BÉNS! (letras imensas)

lagebeer
lagebeer
1 mês atrás

Que texto !! Que delicia ! Putz caiu um cisco aqui

Carlos Alberto Augusto
Carlos Alberto Augusto
1 mês atrás

Flavinho, mais um belo texto, humano e emocionante, lembro quando jovem, iniciou da adolescência, lia os jornais e a Copersucar era vista de forma jocosa. Hoje ao ler seu texto e vendo sua live no YouTube de ontem, tenho a dimensão de quão grande e importante foi o trabalho do Wilsinho. Abraço

Gustavo Lucena
Gustavo Lucena
1 mês atrás

Flavinho, sugiro que você faça um capacete modelado em durepox, pintado nas cores do capacete de Wilsinho.

Hamilton AC
Hamilton AC
1 mês atrás

Lindo texto!! Quando pequeno assistia as.corridas na TV preto e branco, e torci demais para o Copersucar cinza (para mim naquela época sempre foi desta cor). Me lembro de Jacarepaguá em 78, que corrida! O povo passando mal de emoção e calor. Hoje aquele carro e.um destaque nas corridas de clássicos de F1. Tinham tudo para obter sucesso depois de comprar o espólio da Wolf, mas o Brasil nao os ajudou. Que o legado do Wilsinho permaneça e que seja mais bem reconhecido pelas novas gerações.

César
César
1 mês atrás

Mais um babão aqui comentando que puta texto

Joubert Amaral
1 mês atrás

Belo texto, meu caro.

Luiz
Luiz
1 mês atrás

Putz, que texto legal Flávio. Confesso que eu, adolescente mal acostumado com Emerson, não aquilatei suficientemente bem o significado da Copersurcar Fittipaldi

Carlos Zarattini
Carlos Zarattini
1 mês atrás

Lindo texto!