Arquivosábado, 6 de setembro de 2008

BELGICANAS (8)

B

SÃO PAULO (e o resto todo) – Lá embaixo, o Q1 degolou os de sempre: os dois da Honda, os dois da Force India (quatro carros muito assíduos nas últimas filas) e um quinto que varia de corrida para corrida. Hoje foi Kazuki Nakajima, da Williams. A Honda continua dando seus vexames quinzenais, às vezes semanais.

No Q2, a decepção foi a Toyota, que vem bem no campeonato e, desta vez, não passou nenhum dos dois carros para o Q3. Nelsinho também decepcionou, depois de algumas recentes atuações mais sólidas. Ficou só em 12º. Alonso larga em sexto. E Coulthard, como vem acontecendo ultimamente, não se esforçou demais para ir à briga dos dez primeiros, ao contrário de Webber, que quase sempre chega lá (e ficou em sétimo no grid).

Um treino, em resumo, bem normalzinho em Spa. Como não teve chuva, ficou na média.

BELGICANAS (7)

B

SÃO PAULO (e uns quitutes) – E a Toro Rosso cravou os dois no Q3, com Bourdais tendo cometido a façanha de fazer o melhor tempo de todos no Q1. Equipe interessante, essa. Mas que pode deixar de sê-lo em 2009. Já se fala que a Red Bull vai tomar os motores Ferrari de volta, despachando os Renault. E à Toro restariam, possivelmente, os Honda. Para abrigar Takuma Sato e alguns punhados de milhões de dólares de reforço no orçamento.

BELGICANAS (6)

B

SÃO PAULO (bom para um chope) – Hamilton reverteu a situação de ontem e acaba de fazer a pole em Spa. Ele, que no começo da semana disse ter o melhor carro do mundo, foi 0s340 mais rápido que Felipe Massa na boa briga pelas duas primeiras filas na Bélgica.

É uma pole importante, mas não fundamental. Spa tem uma particularidade na primeira volta. O carro que sai grudado no da frente na Raidillon, depois da Eau Rouge, tem toda a enorme reta Kemmel para embutir no vácuo e tentar passar na freada para a Les Combes.

O que está na frente precisa usar de ardis para evitar a ultrapassagem. Deixar o carro no meio da pista, por exemplo, para dar o lado ruim ao adversário na primeira freada. Não é fácil, mas é possível.

Essa primeira volta vai ser interessante, com quatro carros parecidos se pegando.

Hamilton fez sua quinta pole no ano. A segunda fila também tem uma McLaren e uma Ferrari, Kovalainen e Raikkonen. Kimi, de novo, foi mais lento que Felipe. Começou a dar adeus ao campeonato. Se terminar atrás do brasileiro na corrida, é melhor esquecer. Na briga interna da BMW, Heidfeld deu um suspiro, o canto do cisne, e larga na frente de Kubica (quinto e oitavo).

Já volto.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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