Arquivosexta-feira, 7 de março de 2014

LINDOIA VIVE

L

SÃO PAULO (mais é sempre bom) – Como se sabe, o mundo antigomobilista está vivendo dias agitados desde anúncio, no ano passado, de que o Encontro Paulista, o maior do Brasil, mudaria de sede a partir de 2014 — deixando Águas de Lindoia para ser realizado em Campos do Jordão.

E não é que Lindoia reagiu? Pois os Abonante, que organizam o encontro da Luz todo primeiro domingo do mês em São Paulo, pegaram o touro a unha a pedido da prefeitura de Águas de Lindoia. E vão fazer o novo Encontro Brasileiro na cidade, de 19 a 22 de junho.

O Fernando Barenco, do sempre ótimo “Maxicar”, entrevistou Humberto pai e filho, Mingo e Júnior, para os íntimos, sobre o novo evento. Gostei muito das ideias de ambos e da intenção muito clara de não rivalizar com Campos, nem de rachar os grupos de colecionadores. Ocorre que Águas de Lindoia sentiu o baque e, depois de anos como sinônimo de encontro de carros antigos, o município decidiu manter sua tradição de reunir clássicos viva e atuante.

Acho ótimo, tem lugar para tudo e todos. Pode ser que a superlotação de Lindoia, algo que era motivo de reclamações e que iria se transferir para Campos do Jordão com a mesma intensidade, seja “dividida” e tenhamos dois ótimos encontros — menores e mais agradáveis. É até bom, porque o espaço de Lindoia estava ficando pequeno, assim como pequena é a estância invernal paulista.

Que seja assim, pois. Cada um escolhe o que achar melhor, a cidade que mais lhe apraz, e sigamos todos felizes.

lindoiavive

ESSE EU TERIA

E

SÃO PAULO (na sala) – Apesar de gostar de carro e de juntar várias tranqueiras, nunca imaginei ter um F-1 em casa. Óbvio que mesmo que se tivesse imaginado, jamais teria dinheiro para isso. Mas outro dia estava pensando no assunto: se eu ganhasse na Megasena e pudesse comprar um F-1, qual seria?

Curiosamente, cheguei à conclusão que seria a Jordan de 1991, por ter sido o primeiro carro de Schumacher, o que lhe confere inegável valor histórico, mas também pela beleza da pintura, das linhas, de tudo.

Pois Eddie Jordan está vendendo esse carro, um que foi de Damon Hill (da vitória em Spa/1998) e mais troféus e capacetes e sei lá mais o quê. A renda vai para a caridade. Eddie é um cara do bem.

E fica a pergunta para a blogaiada: caso você pudesse comprar um, e apenas um, carro de F-1, de qualquer ano e modelo, qual seria?

jordan91venda

GENTE QUE ENTENDE

G

Garage77SÃO PAULO (aos amigos, tudo) – Seguinte, macacada… O Marcelo Torrão Ramaciotti, brother, piloto e maluco por carros, abriu um centro automotivo em São Paulo onde blogueiros terão descontos em todos os serviços, que vão de 0,01% a 0,04%, dependendo do valor total da conta.

O Garage 77 é daqueles lugares ideais para você levar sua caranga para trocar óleo, alinhar direção, balancear rodas, trocar bateria, pneu, arrumar suspensão, dar um tapa nos freios, regular injeção eletrônica e tudo mais. Tem cafezinho e massagem, também. Se vocês pedirem, ele fica passando na TV de 60 polegadas imagens on-board do Meianov.

E sem preconceito com marcas e modelos. Pode levar carrinho novo coreano, ou um Porsche. Se você tiver um antigo que precise de algo, também, é só dar um pulo lá. Consta que o Torrão contratou um mecânico russo para meus Ladas e um especialista em DKW, também.

Anotem aí os dados necessários para conhecer o Garage 77, e não se esqueçam de dizer que ficaram sabendo por aqui, para conseguir os descontos:

Endereço: rua Manifesto, 1442, no Ipiranga.
Telefones: 11 2219-2282 e 11 98732-8501
E-mails: [email protected] ou [email protected]
Facebook: 77garage
Twitter e Instagram: @Garage_77

Semana que vem farei uma visitinha. O logotipo, que ficou duca, é obra do Bruno Mantovani.

SÓ NA ESPERA

S

SÃO PAULO (loucos nada) – Nossos amigos checos, poloneses e eslovacos que desbravaram a América do Sul com dois Trabants, um Fiat polonês e uma Jawa em 2012 pingaram o trailer do filme que resultou da aventura. Deve ser demais. Problema é que nunca consegui comprar os outros. Enfim… O Jason Vôngoli mandou a dica. Foi a terceira maluquice da trupe, que já rodou a Ásia Central e a África a bordo dos carrinhos.

PAM-DAM (OU PAN-DAN, OU PÃ-DÃ)

P

pacemartini

SÃO PAULO (cultura inútil) – Não sei se isso existe ainda no jornalismo impresso. No meu tempo, quando a gente publicava duas fotos lado a lado para comparar alguma coisa, em geral pessoas, chamava de “pam-dam” (a grafia fica por conta da imaginação de cada um; eu achava que era com M no final, mas não sei bem por quê).

Para fazer um bom “pam-dam”, o diagramador tinha de prismar as fotos. A saber: ampliar, ou reduzir, de forma que os rostos tivessem o mesmo tamanho. Os caras tinham uns truques. Cortar pelos ombros, ou fazer o mesmo corte no topo da cabeça. Fotos assim, de rostos, a gente chamada de “bonecos”.

Assim, com as fotos prismadas, tínhamos um “pam-dam” perfeito. Melhor ainda se os perfis fossem os mesmos, mas com ângulos opostos — um olhando para o outro, nunca os dois olhando “para fora”.

massamartiniAchei esta foto do Pace dos tempos de Brabham, e esta de Massa, divulgada ontem. Dariam um ótimo “pam-dam”, se eu soubesse como colocar as fotos lado a lado aqui. Como não sei, fica desse jeito mesmo.

Vale pela lembrança do Moco.

NADA MUDOU

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SÃO PAULO (agonia monstro) – Depois de três semanas de silêncio, a assessoria de Schumacher divulgou comunicado hoje para informar que nada mudou na situação do ex-piloto, internado em coma desde 29 de dezembro depois de um acidente de esqui. Ele segue em Grenoble, desacordado.

É uma das coisas mais tristes da história do esporte, o que está acontecendo com Michael.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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